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Clara Álvares

Última atualização: 30 de agosto de 2026

Clara, o que mais chama atenção na sua redação é a conclusão: ela tem agente, ação, meio e efeito muito bem articulados — o programa “Paternidade Afetiva” puxado pelo Governo Federal e a disciplina na BNCC formam uma proposta redonda, com detalhamento raro de ver. O repertório de “Central do Brasil” no D1 também está bem trabalhado, porque você não só cita o filme, mas usa a busca do garoto pelo pai para mostrar que a sociedade “hodierna” ainda reproduz esse cenário — isso é análise, não decoração.

Só um ajuste na introdução: depois de “criança” você pontua e inicia nova frase com “Visto que“, mas essa é uma oração subordinada, não consegue ficar sozinha depois de ponto final. Fica melhor assim:

Porém, esta prática é extremamente irregular no território nacional, visto que existem muitas famílias que não são totalmente estruturadas para uma criança.

O D2 é o ponto que mais pesa na nota. “Quarto de Despejo” é um repertório legítimo, mas a ligação dele com a inércia educacional e a paternidade responsável não fica clara — o fechamento “a população brasileira contemporânea ainda encontra-se no cenário do diário” é vago e não indica quem sofre nem por quê. Dá pra amarrar melhor:

Fora do aspecto literário, a realidade retratada por Carolina segue presente em famílias brasileiras sem acesso à educação sobre direitos parentais, o que perpetua o ciclo de abandono denunciado pela obra.

Competência 1 – 180
Competência 2 – 160
Competência 3 – 200
Competência 4 – 160
Competência 5 – 200

Ajustando essa conexão do D2, a nota sobe com facilidade. A base argumentativa já está toda ali.

NOTA
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NOTA:

Clara, a conclusão da sua redação é do nível que a gente vê pouco: dois agentes, duas ações, meio e efeito bem amarrados, e ainda fecha retomando a Carta Magna da introdução. Isso já garante a nota máxima em proposta de intervenção.

A introdução também impressiona pela objetividade — abrir com o artigo 216 da Constituição Federal já mostra domínio de repertório jurídico sem enrolação, e a tese fica clara: negligência governamental de um lado, inércia do sistema de ensino do outro.

No D1, o repertório da música “Construção” de Chico Buarque é bem escolhido, mas a regência escorregou: “como retrata na excelente música” pede o verbo transitivo direto, sem a preposição.

Como retrata a excelente música “Construção”, de Chico Buarque…

O fechamento desse parágrafo também ficou um tanto solto — dizer que a problemática “é inevitável que seja perenizada” soa mais resignado que argumentativo. Fica melhor se você nomear quem perde com isso:

Em suma, essa problemática tende a se perpetuar enquanto o poder público não interferir, o que priva as próximas gerações do acesso à própria memória.

Já o D2, com a Abaporu de Tarsila do Amaral e o movimento antropofágico, está mais redondo: liga bem o repertório à inércia educacional e à contemporaneidade (“nos dias atuais ainda percebe-se”). Only um deslize de pontuação — falta a vírgula antes de “produzida” para abrir o aposto, já que ela fecha com vírgula antes de “retrata”.

No geral, o texto tem estrutura muito sólida, repertórios variados e bem trabalhados, e uma proposta de intervenção acima da média. Os pequenos tropeços de regência e pontuação são o que ainda separa esse texto da nota máxima.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 200
Competência 3 – 160
Competência 4 – 200
Competência 5 – 200

Redação muito bem construída, Clara! Ajustando esses detalhes de regência a nota 1000 está ao seu alcance. Dale!

NOTA
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NOTA:

Clara, seu parágrafo está muito bem estruturado! Você começa com um tópico frasal claro, que aponta a negligência governamental como o problema, e já o conecta a um repertório excelente e produtivo: a obra “Morro da Favela”, de Tarsila do Amaral.

A análise que você faz, usando o conectivo “De maneira análoga” para trazer a discussão da tela de 1924 para a atualidade, é o ponto alto do parágrafo e demonstra total domínio da argumentação.

O único ponto de atenção está no fechamento. O conectivo “Em suma” é mais adequado para a conclusão geral da redação. Além disso, a frase final soa como uma pequena proposta de intervenção, algo que devemos guardar para o último parágrafo do texto. O ideal aqui seria fechar reforçando a consequência do problema.

Veja uma sugestão para essa parte final:

Assim, a ausência de políticas públicas efetivas perpetua um ciclo de exclusão social que marginaliza as populações mais vulneráveis, tal como retratado por Tarsila há quase um século.

É um ajuste fino em um parágrafo que já está muito bom. Continue assim!

NOTA:

Clara, esse parágrafo já nasce bem amarrado à tese: o tópico frasal praticamente retoma o P1, garantindo que o leitor não perca o fio da argumentação. O uso da Revolta da Vacina como repertório é o ponto mais forte do texto — você não se limita a citar o fato histórico, extrai dele a causa (falta de diálogo entre Estado e população) e projeta essa mesma lógica para o presente com a disseminação de notícias falsas. É exatamente esse movimento de análise crítica, e não de citação solta, que valoriza a competência 3.

Duas coisas para ajustar. A vírgula antes de “demonstra” separa indevidamente o sujeito do verbo — o aposto é que deveria vir isolado por vírgulas, não sozinho antes do verbo:

a “Revolta da Vacina”, ocorrida em 1904, demonstra que a falta de informação e diálogo entre Estado e população contribuiu para a rejeição da imunização obrigatória.

E o fechamento acaba antecipando a proposta de intervenção (“invista em campanhas midiáticas”) — isso é função da conclusão, não do desenvolvimento. Aqui o parágrafo ganha mais força se reforçar a consequência do problema em vez da solução:

Em razão disso, parcelas significativas da população ficam expostas ao retorno de doenças já controladas, comprometendo a imunidade coletiva do país.

 

NOTA:

Clara, seu parágrafo está muito bem construído! O tópico frasal já delimita com precisão o problema da morosidade estatal, e o repertório de “Os Retirantes”, de Portinari, é usado de forma produtiva — você não apenas cita a obra, mas articula a negligência retratada por ela à realidade atual, o que é exatamente o que se espera de um repertório legítimo. A relação com o Brasil contemporâneo também aparece bem, com o termo “vulnerabilizadas” evitando o clichê estigmatizante.

O ponto a ajustar é o fechamento: em vez de projetar a consequência do problema (que você já esboça bem em “sofrem com a ausência de alimento”), o parágrafo termina com uma proposta de intervenção (“é dever do governo criar…”), função que cabe à conclusão do texto completo, não a este parágrafo de desenvolvimento. Isso gera uma leve inversão de movimentos. Tente fechar assim: “…perpetuando um ciclo de exclusão que atinge sobretudo as famílias em situação de extrema pobreza.” Ótimo domínio de conectivos como “nesse sentido” e “visto que”!

NOTA:

Competência 1 (Domínio da norma culta): 160 pontos O texto é muito bem escrito e apresenta excelente fluidez e sintaxe. Registram-se poucos desvios gramaticais/ortográficos (como “se submeterem às exaustivas cargas horárias, elas são…” no l.13 e pequenos erros pontuais de concordância ou acentuação), enquadrando-se no nível de bom domínio.

Competência 2 (Compreensão do tema e repertório): 200 pontos Aborda o tema completo (“Desafios para a garantia da qualidade de vida frente às exaustivas escalas de trabalho no Brasil”). Mobiliza repertório sociocultural legitimado e produtivo de forma adequada ao longo do texto (filme “Que horas ela volta?” e a obra “O Cortiço”).

Competência 3 (Projeto de texto e argumentação): 200 pontos Apresenta projeto de texto claro e bem articulado, defendendo a tese de forma organizada. Os argumentos em torno do papel do Estado e do sistema de ensino são bem desenvolvidos nos parágrafos de desenvolvimento.

Competência 4 (Mecanismos linguísticos/Coesão): 200 pontos Demonstra excelente uso de conectores e operadores argumentativos tanto entre parágrafos (“Em primeiro plano”, “Outrossim”, “Descarte”) quanto dentro deles (“Portanto”, “Além disso”), mantendo encadeamento lógico e diversificado.

Competência 5 (Proposta de intervenção): 200 pontos Apresenta proposta completa contendo todos os 5 elementos obrigatórios: agente (Ministério do Trabalho e Ministério da Educação), ação (criar programa público de denúncia e a disciplina “Trabalhar e Viver”), meio/modo (via canais midiáticos e parceria com a BNCC), detalhamento e efeito. Respeita integralmente os direitos humanos.

NOTA
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Clara, gostei muito de como você estruturou esse parágrafo! A abertura com “vale ressaltar que a negligência governamental é um dos principais entraves” apresenta o problema com clareza, e o uso de “O Guarani”, de José de Alencar, foi um repertório produtivo bem encaixado ao tema — você conectou a herança literária e linguística à questão do descaso, exatamente como combinamos. O fechamento também cumpriu o movimento de consequência, propondo a necessidade estatal de preservação.

NOTA:

Clara, você fez bom uso de repertório -“Quarto de Despejo” e a estrutura da sua introdução está excelente, com tese bem definida! Você articulou muito bem a obra com o tema, mostrando como a vulnerabilidade social se conecta com a busca por soluções ilusórias.

O ponto principal de atenção está no fechamento do seu parágrafo argumentativo. A frase “cabe ao governo criar…” é uma proposta de intervenção, que deve aparecer apenas na conclusão do texto. Aqui, o ideal é focar nas consequências do problema. Para corrigir, você poderia fechar a ideia assim: “…refugiando-se nos cassinos online, o que perpetua um ciclo de endividamento e agrava a desigualdade social, afetando principalmente as classes menos abastadas.”

Percebe como o argumento fica mais coeso e aprofundado? Você está no caminho certo, esse ajuste na estrutura vai deixar seu texto ainda mais forte!

NOTA:

Clara Álvares, seu parágrafo argumentativo demonstra uma estrutura com potencial, mas que apresenta falhas na execução. A progressão temática é prejudicada pela falta de conexão entre o repertório sociocultural (a música do Skank) e o tópico frasal, que aponta a morosidade do sistema de ensino como um entrave. O repertório é apresentado, mas não se torna produtivo para a defesa da sua tese, caracterizando-se como meramente expositivo. A coesão é falha no uso do “Portanto”, que não estabelece uma relação lógica com a ideia anterior. O vocabulário é adequado, mas a argumentação precisa ser aprofundada para validar o ponto defendido.

Lembre-se contexto positivo, então conectivo de oposição.

NOTA:

Clara, sua introdução está muito bem estruturada e demonstra clareza na construção do projeto de texto. Você utilizou o contexto histórico da colonização como um repertório produtivo e pertinente, conectando-o bem ao apagamento sociocultural da população africana. Sua tese bipartida está completa e bem sinalizada no fechamento do parágrafo, apontando a morosidade estatal e a fragilidade legislativa como os principais entraves do problema.

Para refinar sua escrita na Competência 1, observe apenas dois detalhes técnicos. O primeiro é a acentuação e grafia de “contemporaneidade“, que precisa ser revisada para garantir a precisão ortográfica. O segundo ponto é o uso do adjetivo “forçadamente“: embora esteja correto, em contextos acadêmicos, expressões como “de maneira compulsória” ou “sob regime de escravização” elevam o tom do texto. De resto, seu uso de conectivos como “Entretanto” e “Nesse cenário” garante uma excelente coesão.

NOTA:

Clara Álvares, sua introdução utiliza de forma produtiva a CLT de 1943 para contextualizar a proteção ao trabalhador. Sua tese bipartida está bem construída nos eixos da negligência estatal e da exacerbada desigualdade social.

Para elevar a nota na Competência 1, atente-se ao uso da crase: em “submetem a intensas jornadas“, não há crase antes de palavra no plural se o “a” estiver no singular; já em “relacionados a essa problemática“, o uso também é facultativo/raro antes de pronomes demonstrativos, mas você acertou ao colocar em “proteção à infância” no título. O texto apresenta excelente fluidez e vocabulário preciso.

O parágrafo apresenta todos os elementos fundamentais: repertório histórico legitimado, conectivos (“Entretanto”, “Nesse sentido”), recorte para o Brasil hodierno e problemas definidos para o desenvolvimento.

NOTA:

Clara, sua introdução apresenta um excelente domínio da estrutura exigida, utilizando a obra “Vidas Secas” de forma muito pertinente para contextualizar a exclusão social do personagem Fabiano. A tese bipartida está claramente definida nos eixos da morosidade estatal e da inércia do sistema de ensino.

Para elevar a formalidade e garantir a impessoalidade no fechamento do parágrafo, atente-se a estes ajustes técnicos:

  1. Impessoalidade e Concordância: No trecho final, você escreveu “os principais entraves […] é fruto”. Além do erro de concordância (deveria ser “são frutos”), para manter o rigor formal, prefira a estrutura: “nota-se dois grandes problemas: a morosidade estatal e a inércia do sistema de ensino”.
  2. Precisão Vocabular: Substitua o termo “infelizmente” por “deploravelmente” ou “lastimavelmente” para manter a modalização com maior sofisticação. Além disso, evite o uso de “se deve de maneira análoga”; prefira “apresenta uma conjuntura análoga”.

Sua caligrafia é impecável e o uso de conectivos como “Contudo” e “Sobretudo” garante a fluidez necessária para a nota máxima.

Trecho reescrito: “Contudo, lastimavelmente, a sociedade brasileira apresenta uma conjuntura análoga ao renomado livro. Nesse cenário, nota-se dois grandes problemas: a morosidade estatal e a inércia do sistema de ensino.”

NOTA:

Clara, analisando suas teses, percebo que você tem uma caligrafia muito bonita, legível e organizada, o que facilita muito a correção e valoriza o seu texto.  A estrutura gramatical está correta e você utiliza conectivos de forma muito pertinente para abrir seus períodos. Na segunda tese, você articulou bem a relação entre a inércia governamental e a ineficácia do sistema de ensino. Na terceira tese, a escolha da negligência governamental somada à exclusão social cria um projeto de texto sólido e coerente com a técnica bipartida.

Tese 3: “Nesse cenário, são evidentes os desafios para assegurar a subsistência brasileira, visto que esta advém da negligência governamental e da exclusão social.” (Um pequeno ajuste de coesão para conectar melhor as orações).

NOTA:

Clara, sua atividade apresenta boa compreensão da estrutura da tese e mantém relação direta com os temas propostos. No primeiro tema, você identifica corretamente a negligência estatal e a estagnação do sistema educacional como obstáculos à valorização da herança africana. No segundo, aponta a falta de reconhecimento do trabalho de cuidado e a exploração laboral associada à pressão salarial, evidenciando boa leitura da problemática.

NOTA: