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Rafael Vital Reis

Última atualização: 30 de agosto de 2026

Rafael, a escolha de abrir com Quarto de Despejo já entrega um repertório que dialoga diretamente com o tema — mãe solo, abandono paterno, pensão alimentícia — e a tese fecha com dois problemas nítidos (deficiência do sistema de ensino e impunidade penal masculina), o que dá um rumo muito claro pros dois parágrafos seguintes.

No D1, o recorte com Paulo Freire funciona bem, mas o fechamento fica um pouco truncado com “desprezando-se da responsabilidade acerca do cuidado com seus filhos” — a regência não encaixa. Fica mais limpo assim:

enxergam seus papéis como puramente reprodutivos e econômicos, eximindo-se da responsabilidade pelo cuidado com os filhos.

No D2 o dado sobre o Código Penal e a burocracia do exame de DNA sustentam bem o argumento, mas há um deslize de concordância que vale corrigir: “os mecanismos legais… é burocrático” pede plural:

e os mecanismos legais para a comprovação de vínculos genéticos são burocráticos, exigindo exames de DNA…

A conclusão está tecnicamente completa — agente, ação, meio e detalhamento bem amarrados (o cruzamento de dados entre instituições de registro civil é um detalhe que poucos alunos pensam). O que falta é fechar o texto voltando à obra citada lá na introdução; hoje a conclusão não dialoga com Carolina Maria de Jesus, e isso deixaria o texto redondo:

Em suma, essa medida tem a finalidade de romper o ciclo retratado em Quarto de Despejo, atacando a irresponsabilidade parental e punindo quem descumpre suas obrigações judiciais.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 200
Competência 3 – 200
Competência 4 – 180
Competência 5 – 160

Redação bem encaminhada — os ajustes que faltam são pontuais, não estruturais.

NOTA
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NOTA:

Rafael, o que mais chama atenção aqui é a maturidade do repertório: você não só cita a Constituição de 88, a Lei Rouanet e o Manifesto Antropofágico, como faz eles conversarem de fato com a tese — isso é o que separa um texto bom de um texto ótimo.

A introdução já entrega os dois problemas com clareza (negligência estatal e falha educacional), mas há um deslize de concordância que vale corrigir: “a negligência estatal e a falha educacional como perpetuadores” — como os dois núcleos são femininos, o certo é “perpetuadoras”:

é preciso examinar a negligência estatal e a falha educacional como perpetuadoras dessa problemática no país.

O D1 é o ponto alto do texto: você não larga a Lei Rouanet como citação solta, mas explica exatamente por que o incentivo fiscal falha (foco no setor privado, ausência de iniciativa estatal para saberes intangíveis) e fecha com a consequência certa — quem fica sem proteção jurídica. O D2 segue a mesma lógica com o Manifesto Antropofágico, embora a transição “onde o método de ensino foca na repetição” pudesse vir um pouco mais enxuta, mas isso não compromete a clareza.

A conclusão é completa: agente (Ministério da Cultura), ação, meio (Plano Nacional de Preservação), detalhamento (parceria com o Ministério da Educação e a BNCC) e ainda fecha retomando a ideia de identidade e memória da introdução — círculo bem fechado. A rasura na linha 16 não atrapalha a leitura em nada.

Fora esse deslize pontual de concordância, o domínio da norma culta é sólido, os conectivos são variados (“Outrossim”, “Por conseguinte”, “Entretanto”, “Consequentemente”) e a autoria está bem marcada ao longo de todo o texto.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 200
Competência 3 – 200
Competência 4 – 200
Competência 5 – 200

NOTA
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NOTA:

Competência 1 (Domínio da norma culta): 180 pontos
O texto demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal, com vocabulário elaborado e estrutura sintática bem construída. Registram-se apenas desvios pontuais, como o emprego inadequado do pronome relativo “onde” sem valor espacial (“demanda trabalhista, onde o indivíduo…”) e pequenas imprecisões de pontuação, além de uma imprecisão histórica na introdução ao situar o início da Revolução Industrial no século XIX e não no século XVIII.

Competência 2 (Compreensão do tema e repertório): 200 pontos
Aborda o tema de forma ampla e completa, relacionando diretamente as escalas exaustivas à perda de qualidade de vida. Apresenta repertório sociocultural diversificado, legítimo e produtivo, utilizando a contextualização histórica da Revolução Industrial, o filme “Que Horas Ela Volta?” e a obra “Os Operários” de Tarsila do Amaral para fundamentar criticamente a tese. O candidato ocupou todas as 30 linhas disponíveis.

Competência 3 (Projeto de texto e argumentação): 180 pontos
Demonstra um planejamento prévio consistente, apresentando a tese na introdução baseada no descaso governamental e na precarização do trabalho. Nos parágrafos de desenvolvimento, os argumentos são bem articulados e coerentes, embora a transição entre o trabalho formal exaustivo e a informalidade no D2 pudesse ser um pouco mais aprofundada na relação de causa e efeito com o tema principal.

Competência 4 (Mecanismos linguísticos/Coesão): 180 pontos
Utiliza repertório variado de operadores argumentativos tanto interparágrafos (“Primordialmente”, “Outrossim”, “É urgente, portanto”) quanto intraparágrafos (“Embora”, “Entretanto”, “por exemplo”). Observa-se apenas a repetição pontual de palavras-chave como “persistência” e “precarização” ao longo dos parágrafos, sem contudo comprometer a fluidez do texto.

Competência 5 (Proposta de intervenção): 160 pontos
Apresenta uma proposta de intervenção muito bem estruturada e conectada ao projeto de texto. Identificam-se o Agente (Ministério do Trabalho), a Ação (criar o Plano Nacional de Regulamentação dos Vínculos Trabalhistas), o Meio/Modo (por meio de uma política pública), o Efeito (mitigar a precarização) e o Detalhamento relativo aos canais de ouvidoria e denúncia.

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Rafael, sua redação sobre o analfabetismo funcional impressiona pela consistência: três repertórios diferentes (“Central do Brasil”, “Vidas Secas” e Magda Soares) aparecem bem escolhidos e articulados ao argumento, não apenas citados de passagem, e a conclusão retoma o filme da introdução, fechando o texto com elegância.

Na C1, a escrita é majoritariamente formal, mas há um desvio de regência em “vulnerabilidade socioeconômica, a qual se encontram milhões de famílias” — falta a preposição (“na qual se encontram”). Na C2, o desenvolvimento do tema é excelente, com repertórios plenamente produtivos. Nas C3/C4, a progressão entre parágrafos é clara, com bons conectivos (“nesse sentido”, “consequentemente”), embora o verbo “analisar” apareça repetido em dois parágrafos. Na C5, a proposta tem agente, ação, meio e efeito bem definidos, mas evite “baixa renda” — prefira “classes menos abastadas”. Excelente base, redação madura!

Competência 1: 180
Competência 2: 200
Competência 3: 200
Competência 4: 160
Competência 5: 180

NOTA
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Rafael, sua redação sobre o estigma das ISTs entre jovens está muito bem construída, com projeto de texto claro desde a introdução, que já situa o problema na Constituição de 1988 e aponta duas causas (falha educacional e negligência estatal) que são retomadas nos desenvolvimentos.

Na C1, o domínio da norma culta é bom, com desvios pontuais e raros (como “mostra-se” em vez de formas mais precisas em alguns trechos), que não comprometem a leitura. Na C2, o repertório é forte e bem escolhido: Paulo Freire é usado de forma produtiva, articulado à ideia de autonomia crítica, e o resgate histórico das campanhas brasileiras contra o HIV nos anos 1990 mostra domínio de contexto sociocultural.

Nas C3 e C4, a progressão é sólida — cada parágrafo tem tópico frasal, desenvolvimento e fechamento parcial —, mas a coesão poderia ganhar mais variedade; conectivos como “outrossim” e “portanto” aparecem de forma um pouco mecânica. Na C5, a proposta de intervenção é completa: você detalha agente (Ministérios da Saúde e Educação), ação (programa nacional), meio (aulas nas escolas com profissionais de saúde) e finalidade, faltando apenas explicitar melhor o efeito social esperado.

Excelente trabalho, é um texto de nível muito consistente!

Competência 1: 180
Competência 2: 200
Competência 3: 200
Competência 4: 180
Competência 5: 200

NOTA
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Rafael, seus dois parágrafos argumentativos estão muito bem construídos! No primeiro, você abriu com clareza o problema do “descaso governamental” e usou um repertório histórico produtivo (o processo de urbanização do século XX e a favelização), amarrando de forma consistente com as favelas contemporâneas e as consequências para os moradores vulneráveis. No segundo, a citação de *Ilha das Flores*, de Jorge Furtado, foi um acerto ótimo, e você fechou mostrando o impacto na saúde (hepatite, cólera, gastroenterite). Os quatro movimentos estão presentes nos dois.

Alguns ajustes: cuidado com a crase em “à céu aberto” — antes de palavra masculina não há crase, então o correto é “a céu aberto”. Revise também alguns truncamentos e rasuras que atrapalham um pouco a leitura; capriche na letra para o corretor não ter dúvidas. E prefira “a céu aberto” sem hesitação para manter a formalidade.

Trabalho de altíssimo nível, Rafael — continue nesse ritmo!

NOTA:

Que parágrafo bem construído, Rafael! Você trouxe um repertório legítimo e produtivo ao citar o surgimento de aplicativos como Instagram, Snapchat e TikTok como vetores da distorção da autoimagem, conectando isso ao TDC — Transtorno Dismórfico Corporal — reconhecido pela OMS. Isso dá solidez ao argumento e demonstra domínio do tema.

Para alcançar a nota máxima, preste atenção em pequenos detalhes de coesão e concordância. No bloco de argumentação, você escreveu “popularizou o uso de filtros que alteram a auto-percepção anatômica dos usuários”. Lembre-se de que, pela reforma ortográfica, o correto é autopercepção (tudo junto e sem hífen). Além disso, a frase “é premente, portanto, uma ação governamental” na proposta de intervenção necessita de um verbo explícito para evitar o truncamento sintático, como “torna-se premente”.

Sugiro ajustar o início do fechamento assim: “Torna-se premente, portanto, uma ação governamental que mitigue os problemas agravados pela pressão estética…”

Seu texto demonstra um nível altíssimo de maturidade. Corrigindo esses pequenos desvios normativos, sua nota vai decolar!

NOTA:

Parabéns pelo uso produtivo do repertório da Revolta da Vacina! Você construiu uma ótima relação entre o fato histórico e o problema atual, seguindo a estrutura argumentativa esperada. A articulação das ideias está muito clara e bem organizada. Vamos a dois ajustes para deixar o texto ainda mais forte. O primeiro é um detalhe de concordância verbal: o sujeito “as ineficazes estratégias” (plural) pede o verbo no plural, ou seja, “perpetuam”. O segundo é sobre o conectivo “Sendo assim”; para um texto mais formal, prefira usar apenas “Assim”.

Sugestão para o trecho de conexão: “Assim, como reflexo desse fato histórico, o Governo brasileiro ainda se omite na criação de campanhas educativas…”

Seu raciocínio está impecável. Continue assim, ajustando esses pequenos pontos para alcançar a excelência!

NOTA:

Rafael Vital Reis Sousa, seu parágrafo argumentativo demonstra uma estrutura muito bem definida, com um repertório sociocultural produtivo e bem articulado. A alusão à geração romântica e a Gonçalves Dias, conforme combinamos em sala de aula, funciona de maneira excelente para criar um contraponto histórico e sustentar a tese do descaso estatal. A progressão temática é clara, sem circularidade ou truncamentos. Os mecanismos de coesão são bem empregados e o vocabulário é preciso (como em “apagamento memorialístico-identitário”). Parabéns!

NOTA:

Rafael, seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura sólida, com excelente progressão temática. A estratégia de contrastar a valorização identitária do Romantismo com o cenário atual se mostrou muito eficaz para a defesa da sua tese. O repertório mobilizado é produtivo e bem articulado, conferindo marcas de autoria ao texto. A coesão é bem trabalhada, garantindo a fluidez da leitura. Apenas atente-se a um desvio lexical relevante no fechamento do período: o adjetivo “brasiliense” se refere a Brasília, sendo “brasileiro” o termo adequado para o contexto nacional.

NOTA:

Rafael, seu parágrafo demonstra uma estrutura argumentativa muito bem definida. A progressão temática é clara, partindo de um tópico frasal forte e desenvolvendo a ideia com excelente coesão, evidenciada pelo bom uso de conectivos como “Contudo” e “Portanto”. O repertório sociocultural é utilizado de forma produtiva, especialmente ao contrastar o dever previsto na Constituição Federal com a realidade da falta de investimentos. A análise crítica dessa lacuna, citando exemplos concretos como comunidades periféricas e escolas, confere marcas de autoria ao texto. A conclusão é coerente e retoma o ponto defendido. Ótimo trabalho.

NOTA:

Rafael, seu parágrafo apresenta uma estrutura argumentativa sólida e uma progressão temática clara. O uso do repertório sociocultural, a obra “Os Operários”, é produtivo, pois você o articula bem com a discussão sobre a precarização do trabalho, demonstrando autoria. A coesão é bem construída, garantindo a fluidez do raciocínio. Contudo, atente-se a imprecisões vocabulares que podem afetar a precisão da crítica, como o uso de “resistente” para qualificar a inércia do Estado; termos como “omisso” ou “inerte” seriam mais adequados. No geral, a argumentação é consistente e bem fundamentada.

NOTA:

Rafael, seu parágrafo argumentativo é excepcional, apresentando uma reflexão crítica profunda e um vocabulário sofisticado e preciso. Você inicia com um problema marcante — a incapacidade do governo em operacionalizar normas legislativas — e utiliza a Constituição de 1988 como base para contrastar com a realidade. O uso do curta-metragem “Ilha das Flores” como repertório é brilhante, pois permite expor o paradoxo entre a força agroexportadora do Brasil e a persistência da fome. A articulação por meio de conectivos como “Entretanto”, “Sob essa ótica” e “de modo a” garante uma fluidez impecável, culminando em um fechamento que propõe uma mudança pragmática necessária no sistema executivo nacional.

NOTA:

Rafael, você demonstra um ótimo domínio estrutural, articulando bem os agentes e as finalidades. Focando nos elementos fundamentais:

No primeiro texto, você apresentou todos os componentes. O destaque positivo é o Meio/Modo (“por intermédio do corpo parlamentar”) e o Detalhamento ao citar as “sociedades tupiniquins”. Garanta apenas que a ação de “promover o estudo obrigatório” venha acompanhada de um “como” ainda mais prático (ex: via cartilhas ou capacitação docente).

No segundo texto, você identificou bem o Agente (Ministério da Saúde) e a Ação (intensificar atendimentos via SUS). Para atingir a nota máxima, tente detalhar mais o Meio/Modo: de que forma o SUS fará isso? (Ex: através da ampliação de verbas para os CAPS). Lembre-se que o detalhamento de um dos cinco elementos é o que consolida os 200 pontos na Competência 5.

NOTA:

Rafael Vital, suas introduções estão em um nível altíssimo. Você demonstra um domínio sofisticado do vocabulário, utilizando termos como “visceral“, “estigmatizada“, “analógica” e “eurocêntrica“, o que confere muita maturidade acadêmica ao seu texto. Além disso, a sua organização das anotações ao final da página mostra um planejamento de texto (projeto de texto) muito consciente, separando claramente o problema 1 do problema 2.

A escolha dos repertórios foi certeira: o filme “Que Horas Ela Volta?” e o contexto histórico da escravidão brasileira foram muito bem articulados com a realidade atual. Suas teses bipartidas estão completas, apontando causas profundas como a ineficiência dos mecanismos legislativos, a deficiência do sistema educacional, a negligência das esferas de poder e a fragilidade legislativa.

Quanto à Competência 1 e fluidez:

No primeiro texto, atenção à grafia de “contemporâneo” (que apareceu com uma pequena confusão na letra inicial) e certifique-se de que o acento circunflexo esteja sempre presente.

No segundo texto, a expressão “racismo enraizado” (ou “arraigado”) parece ter sido a sua intenção, mas a palavra ficou um pouco difícil de ler; mantenha o cuidado com a caligrafia para que termos tão importantes não gerem dúvida no corretor.

Em relação à crase, você usou corretamente em “devido à completa ineficácia” e “somada à deficiência“, o que é excelente. No entanto, no segundo texto, em “negligência das esferas de poder e a fragilidade legislativa“, para manter o paralelismo, o ideal seria usar “e À fragilidade legislativa“.

Sua caligrafia é elegante, mas em alguns momentos o espaçamento entre as palavras fica muito reduzido, o que pode cansar o leitor. Tente manter um ritmo constante na escrita. Seu projeto de texto é um dos mais sólidos que vi nesta atividade.

Nota: 9,5

NOTA:

Rafael, sua introdução utiliza de forma produtiva o fato histórico da Revolução Industrial Brasileira para contextualizar a origem da exploração do trabalho infantil no país, estabelecendo uma linha temporal muito coerente com o tema. Sua tese bipartida está bem fundamentada nos eixos do descaso das esferas de poder e da desigualdade social, o que demonstra um excelente projeto de texto.

A substituição de termos genéricos qualifica sua escrita, por isso, você já acertou ao usar “questões socioeconômicas”, mas pode reforçar essa precisão trocando “classes mais baixas” por indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à concordância e à regência: em “trabalho realizado por criança”, o ideal é o plural “crianças“; e em “devido ao descaso… e à desigualdade”, o uso da crase está correto, mas revise a acentuação em palavras como século e ética.

Na estrutura da tese, prefira manter a construção direta para facilitar a leitura do corretor, como em nota-se dois grandes problemas: a inoperância estatal e a profunda disparidade socioeconômica brasileira. Seu parágrafo apresenta um vocabulário sofisticado e conectivos bem empregados, como Sob essa ótica e na qual, garantindo uma base sólida para o desenvolvimento.

NOTA:

Rafael Vital Reis Sousa, sua introdução apresenta um excelente domínio da estrutura exigida para o ENEM ao utilizar o filme “Central do Brasil” para contextualizar a incidência de iletramento em comunidades vulneráveis. Sua tese bipartida está claramente definida nos eixos da negligência das esferas de poder e da deficiência do sistema educacional.

Para elevar a formalidade e garantir a impessoalidade no fechamento do parágrafo, atente-se a alguns pontos técnicos importantes: no trecho final, você escreveu “Essa problemática se perpetua no tecido social”. Para manter o rigor formal e a clareza do projeto de texto, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a negligência das esferas de poder e a deficiência do sistema educacional nacional”. Além disso, verifique a precisão histórica: o filme foi lançado em 1998, e não em 1988; ajustar esse dado fortalece a credibilidade do seu repertório sociocultural.

Sua caligrafia é legível e o uso de conectivos como “Ainda que”, “Sobretudo” e “Dessa forma” garante a fluidez necessária para a nota máxima nas competências de coesão.

Trecho reescrito: “Nesse contexto, diante dessa conjuntura, nota-se dois grandes problemas: a negligência das esferas de poder e a deficiência do sistema educacional nacional.”

NOTA:

Rafael Vital, ao analisar suas teses, percebo que você demonstra um excelente domínio de vocabulário e uma ótima capacidade de articular argumentos complexos, o que valoriza muito o seu projeto de 

A estrutura gramatical está correta e você utiliza conectivos muito sofisticados para abrir seus parágrafos. No entanto, na primeira tese, você acabou construindo um período muito longo e com muitas orações intercaladas, o que pode tornar a leitura um pouco cansativa e aumentar o risco de erros de pontuação. Na terceira tese, sua estrutura foi muito precisa.

Tese 1: “Sob essa ótica, dois estorvos perpetuam os efeitos da exclusão digital na garantia de direitos: a educação digital deficiente e a negligência das esferas de poder acerca do recorte social que não possui acesso às tecnologias.”

Tese 3: Sua tese está excelente; o uso de “Afinal” como conectivo inicial e a escolha dos eixos “negligência estatal” e “ineficácia das políticas públicas nacionais” estão muito bem articulados e devem ser debelados.

NOTA:

Rafael, sua atividade demonstra boa compreensão da proposta e apresenta dois problemas claros em cada tese, mantendo relação com os textos motivadores. No primeiro tema, você identifica a negligência do poder público e a permanência de uma mentalidade eurocêntrica na sociedade brasileira como entraves para a valorização da herança africana.

No segundo, aponta a permanência da mentalidade patriarcal e a negligência governamental diante dessa questão social, fatores que contribuem para a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pelas mulheres.

NOTA: