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Domiro Inácio Neto

Última atualização: 7 de outubro de 2026

Domiro, seu texto começa muito bem! A escolha do artigo 225 da Constituição para abrir a discussão é certeira e você já apresenta uma tese bem definida na sequência, dividindo o problema entre a negligência estatal e a dependência do modelo agrícola.

O seu primeiro desenvolvimento, que retoma a Revolução Verde, está ótimo. Você mostra como uma solução do passado gerou consequências que sentimos até hoje, o que é uma análise crítica e produtiva. Já no segundo argumento, o uso de Zygmunt Bauman e a “modernidade líquida” ficou um pouco deslocado. A conexão entre a fluidez das relações sociais e o uso de agrotóxicos não ficou clara, soando mais como um repertório encaixado do que como uma ferramenta para defender seu ponto. Faltou mostrar como essa “liquidez” se manifesta concretamente na agricultura.

Um pequeno ajuste na grafia: a palavra correta é “afligindo”, com “i”, na linha 19.

Sua conclusão traz duas propostas de intervenção bem encaminhadas, com agentes claros como o Poder Executivo e o governo federal. O que faltou para a nota máxima aqui foi o detalhamento de uma das propostas. Você poderia ter explicado melhor um dos elementos (o agente, a ação ou o meio). Veja um exemplo de como a primeira proposta poderia ser detalhada:

Portanto, cabe ao Poder Executivo, em parceria com o MMA — órgão responsável pela política ambiental nacional —, regulamentar o uso de agrotóxicos por meio de leis mais rígidas, com fiscalização intensificada nas zonas rurais, a fim de coibir práticas que visam mais ao lucro que à saúde da população.

Perceba como a explicação sobre o MMA funciona como um detalhamento do agente.

No geral, é um texto com uma ótima base argumentativa. O próximo passo é garantir que todo repertório que você usa sirva diretamente para defender sua ideia.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 160
Competência 3 – 160
Competência 4 – 200
Competência 5 – 160

NOTA
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NOTA:

Domiro, o que mais chama atenção aqui é o par de repertórios do desenvolvimento: trazer “Cidade de Deus” e depois contrapor com “Vidas Secas” para mostrar que família estruturada resiste ao crime é uma escolha argumentativa inteligente, e você faz a ponte com a realidade em vez de só citar as obras soltas. Isso já garante um bom desempenho na Competência 2.

Só que a lógica desse mesmo parágrafo tropeça um pouco: dizer que os criminosos “vieram de famílias desestruturadas e de classes mais abastadas” soa contraditório — dá a entender que os dois grupos são a mesma coisa. Vale separar melhor:

dado que a maioria dos criminosos faccionados vem tanto de famílias desestruturadas quanto de núcleos mais abastados que negligenciam o cuidado parental

O outro ponto que se repete no texto — e por isso pesa mais na nota — é o uso da crase. Você escreve “à todos” na introdução, “mediante às problemáticas” no D2 e “multas à quem abandonar” na conclusão: nenhum desses casos pede crase, já que “a” antecede palavra masculina, verbo ou pronome indefinido. Vale revisar essa regra com calma, porque ela aparece três vezes.

Na conclusão, “contra o paternidade irresponsável” também derruba a concordância — o certo é “a paternidade”. Fora isso, a proposta está bem构ída: tem agente (governo, poder executivo com o ministério da educação), ação, meio e até um efeito social (“gerando respeito no ambiente”), o que é o que sustenta uma nota boa em Competência 5 mesmo com a expressão “às traças” meio confusa.

Competência 1 – 120
Competência 2 – 160
Competência 3 – 160
Competência 4 – 160
Competência 5 – 160

Ajustando essas crases seu texto sobe bastante — o esqueleto argumentativo já está sólido.

NOTA
0

NOTA:

Domiro, o que mais chama atenção aqui é como você ancora a tese num dado institucional logo de cara — citar o artigo 216 da Constituição já mostra um repertório que foge do óbvio, coisa rara na maioria dos textos que corrijo.

O desenvolvimento sobre o incêndio do Museu Nacional é o ponto alto do texto: você data, localiza e quantifica a perda (“mais de 20 milhões de itens”), e o fechamento sobre as chamas apagarem “a cultura daqueles que nos trouxeram até aqui” sustenta bem a indignação proposta lá na introdução.

O segundo desenvolvimento, porém, perde força. A rasura logo no tópico frasal (“o nacionalismo identitário não é… um posicionamento político”) atrapalha a leitura, e o salto do filme Apocalypto para “nas escolas há raízes dessa aculturação que reforçamos” fica confuso — falta a frase que faz a ponte entre os dois:

Retomando a educação, nota-se que as escolas reproduzem essa aculturação ao negligenciarem o ensino da própria formação cultural brasileira, o que perpetua a lacuna identitária apontada na tese.

Um detalhe pontual de norma culta: “afim de” (junto) aparece duas vezes na conclusão, mas a locução de finalidade correta é “a fim de” — vale revisar antes de bater o martelo no texto.

Na proposta, o detalhamento da matéria “Língua Brasileira” em contraponto à “Língua Portuguesa” é criativo e bem articulado com a discussão sobre educação. Só o início do parágrafo, com “propostas melhores à segurança de ambientes culturais”, ainda soa vago — dá pra amarrar direto ao caso do museu:

Portanto, cabe ao governo federal ampliar a segurança de museus e acervos públicos por meio de investimentos em brigadas de incêndio e sistemas de monitoramento, evitando que tragédias como a do Museu Nacional se repitam.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 160
Competência 3 – 160
Competência 4 – 160
Competência 5 – 160

O texto já tem repertório de peso e uma proposta com detalhamento real — o próximo passo é dar ao D2 a mesma clareza argumentativa que o D1 já tem.

NOTA
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NOTA:

Competência 1 (Domínio da norma culta): 140 pontos O texto apresenta domínio mediano da modalidade escrita formal. Registram-se erros de grafia (“fabulização” em vez de fagulização ou coisificação/uberização, “A dra” por A obra na linha 20), falta de acentuação (“praticas”, “reais”, “medio”), inadequações de regência/concordância (“ligados a qualidade”, “cabem ao Governo… proteger”), rasuras ostensivas e falhas na estruturação sintática/pontuação ao longo dos parágrafos.

Competência 2 (Compreensão do tema e repertório): 160 pontos Aborda a temática de forma completa (escala de trabalho, qualidade de vida e direitos dos trabalhadores). Traz repertórios socioculturais legitimados (CLT/Getúlio Vargas, Franz Kafka e Tarsila do Amaral). Contudo, a articulação dos argumentos com os repertórios oscila em produtividade, especialmente na comparação pouco aprofundada com o sistema de pagamento por hora dos Estados Unidos no D1.

Competência 3 (Projeto de texto e argumentação): 160 pontos Apresenta projeto de texto com estrutura visível (introdução, desenvolvimento e proposta). Todavia, a argumentação é limitada e um pouco confusa em certos pontos, com ideias sobrepostas e lacunas no desenvolvimento das teses (como no conceito de “fabulização” e na transição entre os exemplos do D1).

Competência 4 (Mecanismos linguísticos/Coesão): 160 pontos Utiliza conectivos inter e intraparágrafos (“Entretanto”, “Nesse sentido”, “Ao raciocinar”, “Portanto”, “Além disso”, “Ademais”). No entanto, há repetições excessivas de termos/expressões (“lacuna”, “para assim”, “garantir/garantias”) e uso inadequado de pronomes (“onde ele se vê desumanizado”).

Competência 5 (Proposta de intervenção): 160 pontos Apresenta proposta de intervenção articulada com os seguintes elementos: Agente (Poder Executivo em parceria com o Ministério do Trabalho), Ação (preencher a lacuna por meio de novas leis e fiscalização/palestras) e Efeito/Finalidade (garantir equidade e conscientizar trabalhadores). Falta um detalhamento mais concreto e específico do meio de execução para atingir os 200 pontos. Respeita os direitos humanos.

NOTA
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Ótimo trabalho, Damiro! Você construiu dois parágrafos bem encadeados com a introdução digitada. No D1, usar a Revolta da Vacina para discutir a confiança pública foi uma escolha de repertório interessante, e no D2, trazer “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo, para ilustrar como o ambiente insalubre molda a saúde das pessoas foi excelente e bem articulado ao tema do saneamento.

Alguns ajustes: cuide da colocação pronominal — em “comprova-se quando retornamos” e “percebe-se”, com o pronome relativo ou advérbio, a próclise costuma ser mais adequada (“se comprova“). Atenção também à concordância em “contaminando as partes mais fragilizadas”. No D1, o vínculo entre SUS/vacinas e o problema do saneamento ficou um pouco frouxo; amarre melhor: “…o SUS não resolve sozinho problemas estruturais, como a falta de saneamento…”.

Feche sempre com a consequência sobre a parcela mais vulnerável de forma afirmativa e precisa, evitando truncamentos. Você tem repertório de sobra — é só lapidar a coesão!

NOTA:

Você trouxe a OMS como repertório legítimo, articulou a saúde mental à pressão estética e ainda conectou ao Brasil contemporâneo com os dados da ISAPS sobre cirurgias plásticas. A estrutura dos quatro movimentos está presente e os conectivos funcionam bem.

Dois pontos merecem atenção. Primeiro, o fechamento do parágrafo termina com uma ideia sobre adolescentes que “não se sentem satisfeitos com o próprio corpo ou aparência” — é uma boa consequência, mas ficou genérica. Tente amarrar o impacto nas classes menos abastadas, que são as mais vulneráveis à pressão estética sem acesso a suporte psicológico. Segundo, “uso desempregado das redes sociais” parece um deslize de caligrafia ou vocabular — revise se a palavra correta seria “desenfreado” ou “indiscriminado”.

Sugestão de fechamento: *”…tal distorção impacta desproporcionalmente as classes menos abastadas, que, sem acesso a suporte psicológico adequado, tornam-se ainda mais vulneráveis ao adoecimento.”*

A conclusão também está no caminho certo: agente, ação e meio identificados. Só detalhe melhor o efeito/finalidade para garantir os 200 pontos da Competência 5.

Continue assim — você está evoluindo muito!

NOTA:

Parabéns pela escolha do repertório! A conexão entre a Revolta da Vacina e a pandemia de Covid-19 foi muito inteligente e mostrou que você compreendeu a raiz histórica do problema. Lembre-se, nessa atividade você deveria elaborar um único parágrafo, em bloco.

O ponto a melhorar é o fechamento. Você começa apontando a “ineficácia comunicacional” do governo, mas termina mencionando a “negligência populacional”. Para o argumento ficar mais coesivo, a consequência final deve ser um desdobramento direto da falha do Estado que você apontou. Além disso, a expressão “latejam gritantemente” pode ser substituída por um termo mais formal, como “permanecem evidentes”.

Sugiro reescrever o trecho final assim: “…o que evidencia como a falha na comunicação estatal resulta em perdas de vidas, afetando principalmente a parcela mais vulnerável da sociedade, que depende do sistema público.”

Você está no caminho certo, continue assim!

NOTA:

Domiro, gostei muito do início do seu parágrafo! Achei bem interessante como você usou a estratégia que combinamos em sala para transpor a arte para a realidade e, logo na sequência, inseriu a questão governamental. A escolha do incêndio no Museu Nacional também foi uma excelente sacada para enriquecer a redação.

O ponto de atenção fica para a quinta linha, onde senti falta de um conectivo para amarrar melhor todas essas ideias. Além disso, evite terminar seus parágrafos fazendo perguntas para o leitor. O ideal é fechar com afirmações mais precisas e diretas, pois isso traz muito mais impacto para quem está corrigindo o seu texto.

NOTA:

Domino Inácio Neto, a estrutura do seu parágrafo argumentativo é excelente. A progressão das ideias está muito bem organizada, partindo de um repertório literário pertinente e conectando-o de forma produtiva a um exemplo factual contundente: o incêndio do Museu Nacional. Essa articulação demonstra clareza na defesa do seu ponto de vista sobre a negligência estatal. A coesão entre os períodos é fluida e o vocabulário, adequado. A pergunta retórica ao final confere uma boa marca de autoria ao texto. Como ponto de atenção, lembre-se de usar letra maiúscula em “Poder Executivo”.

Sobretudo, nunca realize perguntas retóricas em sua argumentação. Seja claro, direito e objetivo. Até hoje, se não me falha a memória, nenhuma redação que dialoga ou faz perguntas ao leitor atingiu nota máxima na história do ENEM.

NOTA:

Domiro, seu parágrafo demonstra uma estrutura argumentativa sólida e bem definida. O uso do repertório sociocultural, a canção de Zé Ramalho, é produtivo, pois não se limita à exposição.

O grande mérito do seu texto está na progressão temática: você utiliza a música como ponto de partida para uma análise crítica mais profunda, conectando o conformismo da classe trabalhadora a um problema histórico estrutural do Brasil – o legado da escravidão. Essa articulação revela marcas de autoria e um projeto de texto claro. A coesão entre os períodos é satisfatória, garantindo a fluidez da leitura.

NOTA:

Domiro, seu parágrafo argumentativo possui uma estrutura sólida e uma progressão temática bem construída, seguindo um roteiro claro de exposição. A coesão é um ponto forte, com conectivos bem empregados. O repertório mobilizado, a obra “Operários”, é pertinente. Contudo, sua análise se mostra improdutiva, pois a afirmação de que a pintura expõe que “‘não há’ desigualdades” contradiz a mensagem da própria obra, enfraquecendo a argumentação. Atente-se a desvios pontuais, como a concordância verbal em “leis […] não tem sido” (o correto é têm) e o uso do vocábulo “permitante”.

NOTA:

Domiro, seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura básica coerente e utiliza repertórios socioculturais pertinentes, como a obra de Carolina Maria de Jesus e o programa “Fome Zero”. Entretanto, a articulação entre essas ideias precisa ser mais fluida. Você inicia bem identificando a negligência governamental, mas o texto carece de conectivos mais diversificados para ligar os períodos, o que torna a leitura um pouco truncada.

Além disso, o fechamento do parágrafo focou em sugerir soluções (debates e campanhas), o que é mais adequado para a Proposta de Intervenção; em um parágrafo de desenvolvimento, o ideal é encerrar reforçando a consequência crítica do problema discutido ou sintetizando como essa negligência perpetua a insegurança alimentar.

NOTA:

Domiro, você demonstra um bom entendimento sobre quais órgãos devem agir, mas para alcançar a nota máxima, precisamos deixar suas propostas mais robustas e técnicas. Siga este conselho: prefira termos mais diretos e substitua o “é cabível” por uma afirmação imperativa – diretão: “é indispensável que o Governo implemente”.

Outro ponto importante de estrutura: não abra um novo parágrafo para separar as duas partes da conclusão, como você fez na linha 04 do primeiro texto; a conclusão deve ser um bloco único e coeso. Além disso, lembre-se de utilizar vírgula após o conectivo; na segunda atividade, você esqueceu a vírgula após “Ademais”.

Tente detalhar mais suas conclusões. No segundo texto, termos como “espectros deficientes” e “estigmas impostos” (que você grafou como “impostor”) ficaram um pouco confusos. Seja mais específica: em vez de apenas “criar um plano”, explique como ele será feito (ex: por meio de verbas federais) e quem exatamente ele atingirá. No ENEM, o detalhamento de um dos 5 elementos (Agente, Ação, Meio/Modo, Finalidade e Detalhamento) é o que garante os 200 pontos na competência 5.

NOTA:

Domiro, suas introduções estão muito bem encaminhadas e cumprem o papel fundamental de contextualizar o tema com repertórios pertinentes, como o filme “Que horas ela volta?” e o marco histórico da abolição da escravidão. Suas teses são claramente bipartidas: no primeiro texto, você foca no baixo investimento educacional e na falta de fiscalização do Poder Executivo; no segundo, aborda a negligência governamental e a fragilidade legislativa. Esse é um projeto de texto sólido e eficaz.

Para elevar o nível da sua redação e torná-la ainda mais robusta, recomendo que você trabalhe a fluidez entre as frases e utilize um vocabulário um pouco mais diversificado. Por exemplo, em vez de repetir estruturas como “é perceptível”, você pode variar para expressões como “torna-se evidente” ou “urge analisar”. Na Competência 1, atente-se à escrita de algumas palavras: você escreveu “cinematográfico” sem o acento e “escravidão” precisa estar com a grafia bem nítida para não haver dúvida na correção.

Uma sugestão de reescrita mais robusta para sua primeira introdução seria: A obra cinematográfica “Que horas ela volta?” evidencia as dificuldades enfrentadas pela mulher em virtude da invisibilidade do trabalho doméstico. Conquanto a essa ficção, nota-se que, no Brasil contemporâneo, a problemática persiste devido ao insuficiente investimento no cerne educacional e à inoperância fiscalizatória por parte do Poder Executivo. Perceba como o uso de termos como “virtude”, “insuficiente” e “inoperância” confere um tom mais acadêmico ao seu parágrafo.

NOTA:

sua introdução utiliza de forma produtiva o filme “Que Horas Ela Volta?” para contextualizar como a pobreza condiciona trajetórias infantis. Sua tese bipartida está bem construída nos eixos da falta de políticas públicas e da naturalização cultural do trabalho infantil.

Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à concordância nominal em “obra cinematográfico” (o correto é cinematográfica) e à ortografia de “públicas“. Na tese, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a inoperância de políticas estatais e a normalização sociocultural do labor precoce“.

O parágrafo apresenta todos os elementos fundamentais: repertório legitimado, conectivo (“Fora da ficção”), recorte para a estrutura social brasileira e problemas bem definidos. Perceba também que você esqueceu a vírgula após o conectivo.

NOTA:

Domiro Inácio Neto, sua introdução sobre o analfabetismo funcional apresenta um excelente domínio da estrutura exigida, utilizando o longa-metragem “Central do Brasil” de forma muito pertinente para contextualizar a exclusão daqueles que não dominam a leitura e a escrita. A tese bipartida está claramente definida nos eixos da brutal omissão governamental e da alta desigualdade social.

Um alerta importante: Notei que você utilizou o verbo na primeira pessoa do plural em “percebemos“. Na redação do ENEM, deve-se priorizar a impessoalidade para manter o rigor formal do texto. Portanto, substitua “percebemos” por “percebe-se”. Além disso, para elevar ainda mais a formalidade, você pode substituir o trecho “que pode se enraizar em nossa sociedade” por “que se enraíza no cerne da estrutura social brasileira” ou “que reverbera de forma intrínseca no corpo social”. Sua caligrafia é muito bonita e o uso de conectivos como “Fora da ficção” garante a fluidez necessária para a nota máxima.

Trecho reescrito: “Fora da ficção e diante deste cenário, percebe-se uma brutal omissão governamental e uma alta desigualdade social que se enraíza no cerne da estrutura social brasileira.”

NOTA:

Domiro, analisando suas teses, percebo que você utiliza um vocabulário muito bem articulado e conectivos diferenciados, o que valoriza bastante o seu texto. A estrutura gramatical e o uso de conectivos estão perfeitos, mas na primeira tese você acabou unindo as duas causas em uma ideia muito dependente e, na terceira, os argumentos escolhidos (negligência governamental e ausência de sustentabilidade em políticas públicas) são conceitos que se sobrepõem, o que pode gerar repetição no desenvolvimento.

Tese 1: “Diante deste cenário, percebe-se que a lacuna governamental somada à omissão da sociedade civil perpetuam a exclusão digital.”

Tese 3: “Racionalizando acerca disto, percebem-se como entraves a insuficiência de investimentos no pequeno produtor e a má distribuição de renda no corpo social.”

NOTA:

Domiro, sua atividade demonstra compreensão parcial da proposta. No primeiro tema, você aponta ideias relacionadas à permanência do racismo estrutural e à valorização de culturas de origem colonial, fatores que dificultam o reconhecimento da herança africana no Brasil. Entretanto, a tese apresenta estrutura pouco clara e períodos muito longos, o que dificulta a identificação precisa dos dois problemas solicitados na atividade. Além disso, o segundo tema não foi desenvolvido, o que compromete o atendimento completo da proposta.

Para melhorar, procure formular a tese de forma mais direta e explicitar claramente dois problemas distintos, ligados por um conectivo. Também é importante responder às duas propostas da atividade. Veja:

Nesse cenário, a valorização da herança africana no Brasil é dificultada pela permanência do racismo estrutural na sociedade, bem como pela predominância de referências culturais eurocêntricas que marginalizam as tradições afro-brasileiras.

NOTA: