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Isabela Silva Castro

Última atualização: 30 de agosto de 2026

Isabela, o que mais chama atenção aqui é a escolha de repertório: você não fica na citação solta nem no Museu Nacional nem em “A Banda” — nos dois casos você força a ponte com o descaso brasileiro atual, que é exatamente o que a competência 3 cobra.

A introdução cumpre bem o combinado: cita o Artigo 216, situa o tema e fecha com os dois problemas (falta de investimento e descaso populacional/governamental) que puxam D1 e D2. Boa arquitetura.

No D1, o parágrafo trava no fechamento — “o abandono, com tal desse modo isso reflete na postura negligente” empilha conectivos e perde a linha de raciocínio. Um fechamento mais limpo seria:

Isso evidencia a ausência de fundos para a herança histórica, refletindo uma postura negligente que acelera o apagamento do patrimônio cultural.

O D2 tem uma rasura na linha 20-21 (o trecho cortado antes de “o desencanto pelo momento”) que não atrapalha a leitura, então não penalizo por aí. A ligação com “A Banda” está bem-feita — você usa a letra pra ilustrar o esquecimento, não só cita.

A conclusão é o ponto mais forte: dois agentes distintos (Poder Executivo e órgãos sociais), ações separadas para cada problema, meio bem descrito (“pela mídia ou presencialmente, em empresas e áreas educativas”) e um fechamento circular que retoma a ideia de memória e identidade lá da introdução. Só trocaria “mantimento” por manutenção, que é o termo correto.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 160
Competência 3 – 160
Competência 4 – 160
Competência 5 – 200

Ajustando essa amarração final do D1, essa redação sobe fácil de patamar.

NOTA
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NOTA:

Isabela, a primeira coisa que salta aos olhos é um deslize de repertório que pode custar caro: Capitães de Areia” é de Jorge Amado, não de Aluísio Azevedo (você deve ter confundido com “O Cortiço”). A análise que você faz da obra — crianças que desconhecem a figura paterna — está correta e bem conectada ao tema, mas a atribuição errada enfraquece a credibilidade do repertório. Vale revisar autores antes da prova.

A introdução parte bem do ECA e chega a uma tese clara com dois problemas nítidos, mas repete o mesmo conectivo duas vezes seguidas, o que pesa na coesão:

Diante disso, nota-se um assunto persistente no Brasil contemporâneo… Sob essa ótica, observam-se dois grandes problemas associados à falta da figura paterna: a desigualdade social e o histórico das relações familiares.

Note também a concordância: “o histórico das relações familiar” deveria ser “relações familiares”. No D1, mais um deslize de concordância que se repete no seu texto: “as consequências… deixa de ser” precisa concordar no plural — “as consequências… deixam de ser físicas e financeiras”.

O D2 é o parágrafo mais maduro do texto: a leitura de Ovelha Negra”, de Rita Lee, como metáfora da incompreensão entre pai e filha é uma interpretação com autoria de verdade. Só corrija a abertura, que tem um erro de grafia real (não é rasura, é a palavra mesmo): “Consequinte” não existe — o certo seria:

Em decorrência das questões emocionais, o ambiente no qual o indivíduo cresceu influencia diretamente…

A conclusão traz agente (ministério público), ação e detalhamento (o programa “Quebra de Ciclos” é um toque bom), mas falta amarrar meio e efeito com os conectivos de praxe. Fica mais redondo assim:

É premente que o Ministério Público intervenha por meio de programas de ajuda social a pais de família, criando poupanças e ofertando apoio psicológico, com o objetivo de erradicar o abandono parental.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 180
Competência 3 – 180
Competência 4 – 160
Competência 5 – 180

Ajustando a variedade de conectivos e revisando esse repertório literário, o texto sobe fácil.

NOTA
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NOTA:

Isabela, seus dois parágrafos estão bem encaminhados! No primeiro, você abriu com o problema da omissão pública e trouxe um repertório histórico consistente — a “Revolta da Vacina” — conectando-o ao descaso atual com o saneamento nas periferias. No segundo, o uso de “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, foi muito produtivo, e você amarrou bem literatura, Brasil contemporâneo e a consequência (sobrecarga do sistema de saúde).

Alguns ajustes: cuidado com a oralidade e o truncamento em “que ainda sofre com isso” — prefira algo mais preciso, como “que ainda padece com essa negligência”. Note também os desvios de acentuação em “século” e o excesso de vírgulas quebrando o fluxo das orações. Revise a coesão em “traz a tona os problemas”: faltou concordância — o correto é “trazem à tona“, com crase.

Para o fechamento das consequências, tente: “…sobrecarregando hospitais e postos de atendimento, o que penaliza sobretudo as classes mais vulnerabilizadas.”

Estrutura sólida e repertório rico — continue assim!

NOTA:

Você fez bom uso da Constituição Federal como repertório, isso mostra conhecimento! A sua tese também está clara, apontando a negligência do governo e a estratificação social como os dois problemas a serem discutidos. Ótima escolha.

O principal ponto de atenção é a estrutura do parágrafo argumentativo. Você não usou repertório, conforme combinamos em sala de aula. Talvez fosse melhor também dividir a frase na linha 12 com um ponto final, a fim de organizar melhor as ideias.

NOTA:

Isabela, seu parágrafo argumentativo possui uma estrutura confusa devido a problemas de coesão e clareza. A organização das ideias é mediana, pois, embora você apresente um tópico frasal, um repertório e uma consequência, a articulação entre eles é frágil e a progressão temática fica prejudicada. O uso do repertório (música “Admirável Gado Novo”) é pertinente ao tema, mas sua aplicação é superficial, tornando-o pouco produtivo para a defesa da tese.

É crucial revisar a construção sintática para evitar truncamentos que comprometem a compreensão, como no trecho “…já que possui da população encontra-se precarizada…”.

NOTA:

Isabela, sua introdução apresenta um repertório muito bom com o filme “Cidade de Deus” e uma tese bipartida clara (negligência governamental e ausência de leis efetivas). Para evoluir na Competência 1, observe que o termo “ilustre” deve concordar com o substantivo masculino (“O ilustre filme”). Na sintaxe, evite deixar o verbo sem sujeito claro; prefira algo como “O filme ‘Cidade de Deus’ (2002) retrata a marginalização…”. No final, substitua “em exaltar” por “para a exaltação” ou “que impedem a valorização” para garantir a precisão semântica. Sua letra é legível e o projeto de texto está bem definido.

NOTA:

Isabela, sua introdução utiliza de forma produtiva a obra “Capitães da Areia” para contextualizar a vulnerabilidade e a marginalização infantil. Sua tese bipartida foca na estratificação social e na falta de fiscalização.

Conforme solicitado, a substituição qualifica o texto: em vez de “função do trabalho”, utilize “situação de vulnerabilidade socioeconômica“.

Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à precisão terminológica: a expressão “fiscalização da sociedade” é vaga; prefira “negligência estatal na fiscalização das leis“. Além disso, na tese, utilize a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a abismal estratificação social e a ineficiência dos órgãos fiscalizadores“.

O parágrafo apresenta todos os elementos fundamentais: repertório literário, conectivo (“Ao transpor”), recorte para o Brasil contemporâneo e problemas definidos para o desenvolvimento.

NOTA:

Isabela, analisando suas teses, percebo que você tem uma excelente caligrafia e utiliza conectivos muito adequados para abrir seus parágrafos.     

A estrutura gramatical e o uso de conectivos estão perfeitos, mas na terceira tese, os argumentos escolhidos (desigualdade social e negligência governamental) são causas muito abrangentes que você já utilizou na primeira tese, o que pode tornar seu projeto de texto repetitivo.

Tese 2: Sua tese está muito boa; a escolha da indiferença social e da lacuna educacional permite um ótimo debate sobre a desvalorização do trabalhador rural.

Tese 3: “Portanto, o enfrentamento desse impasse encontra barreiras na má distribuição de renda e na baixa produtividade voltada ao mercado interno.”

NOTA:

Isabel, nas duas respostas, a tese aparece mais próxima de uma reflexão geral do que de uma delimitação clara de dois problemas distintos, o que enfraquece a estrutura solicitada na atividade.

Perceba o trecho:” […] são evidentes os desafios de invisibilidade[…] a melhor construção seria:

[…] são evidentes os inúmeros problemas relacionados à manutenção da invisibilidade […]

Para aprimorar a construção da tese, procure apresentar dois fatores problematizadores mais explícitos e conectados na mesma frase, o que torna a ideia central mais objetiva.

Nesse cenário, a valorização da herança africana no Brasil é dificultada pela persistente invisibilização da cultura afro-brasileira, bem como pelas marcas históricas deixadas pelo período escravocrata.

Assim, a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil decorre da permanência de uma mentalidade machista na sociedade, bem como da desvalorização social das atividades tradicionalmente atribuídas às mulheres.

NOTA: