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Maria Clara Ferreira

Última atualização: 30 de agosto de 2026

Maria Clara, raro ver uma redação trazendo três repertórios tão distintos — pintura, música e cinema — e todos de fato conectados à tese, não apenas citados soltos. Isso já garante consistência argumentativa em D1 e D2.

A introdução monta bem o contraste entre a pintura “A Família”, de Tarsila do Amaral, e a realidade brasileira, com os dois problemas da tese (ausência de punição eficaz e falta de planejamento familiar) claros desde o início — e retomados com precisão em cada parágrafo de desenvolvimento.

Um deslize pontual de revisão: falta a crase em “acesso a educação sexual” — o certo é “acesso à educação sexual”.

A conclusão amarra bem agente, ação, meio e efeito, mas perde a chance de fechar o texto retomando a imagem que abriu a redação:

Portanto, cabe ao Governo Federal criar leis mais eficazes com o intuito de amenizar os casos de abandono parental, para que a base familiar unida retratada por Tarsila do Amaral deixe de ser exceção e passe a ser regra na realidade brasileira.

Vale rever ainda a vírgula antes de “relata” em “‘Preciosa’ (2009), relata a vida” — sujeito e verbo não se separam por vírgula.

Competência 1 – 180
Competência 2 – 160
Competência 3 – 200
Competência 4 – 160
Competência 5 – 200

Você já argumenta com maturidade acima da esperada nessa etapa — o próximo passo é só apurar esses detalhes finos de revisão.

NOTA
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NOTA:

Maria Clara, o que mais chama atenção aqui é a curadoria de repertório: você não larga a citação solta em nenhum parágrafo — a pintura de Tarsila, a música de Chico César e o filme “Preciosa” são todos amarrados ao recorte de raça e vulnerabilidade social, o que já entrega autoria de verdade, não só erudição.

A tese sai redonda logo na introdução, com os dois problemas bem separados (ausência de punição eficaz x falta de planejamento familiar), e cada desenvolvimento resgata exatamente um deles — isso facilita muito a leitura do seu raciocínio. Só um cuidado de regência: “acesso a educação sexual” pede crase (à educação sexual), e o trecho “são os que mais evidenciam a não efetivação parental” fica um pouco truncado — fica mais direto assim:

Jovens sem acesso à educação sexual e a métodos contraceptivos são os que mais sofrem com a ausência de planejamento familiar, o que intensifica a não efetivação parental.

A conclusão cumpre agente, ação e meio sem falhar, mas o conectivo “Juntamente” sozinho enfraquece a transição entre as duas medidas, e o parágrafo não volta à imagem da Tarsila do Amaral que abriu o texto — fechar em círculo daria mais força final:

Somente assim a “família” retratada por Tarsila do Amaral deixará de ser uma exceção pictórica e passará a refletir a realidade de milhares de lares brasileiros.

Competência 1 – 180
Competência 2 – 200
Competência 3 – 200
Competência 4 – 180
Competência 5 – 160

Redação sólida — os ajustes que faltam são de lapidação, não de estrutura.

NOTA
0

NOTA:

Maria Clara, sua redação sobre os obstáculos ao letramento no Brasil está bem estruturada e mostra domínio do tema. Na C1, o texto tem boa escrita formal, com pequenos deslizes (como “erradiação” por “erradicação” e alguma pontuação truncada em “sendo a parcela”), mas nada que comprometa a leitura. Na C2, você usa repertório sociocultural rico e pertinente — a citação da Constituição de 1988, o filme “Central do Brasil” e a obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos — e articula bem os dois últimos ao argumento, mostrando como o personagem Fabiano sofre por ser analfabeto. Nas C3 e C4, a progressão entre parágrafos é coerente e os conectivos (“ademais”, “portanto”, “logo”) funcionam bem, embora a transição entre repertório e Brasil atual no segundo parágrafo pudesse ser mais explícita. Na C5, sua proposta tem agente (Governo Federal e MEC), ação (Plano Nacional de reintegração escolar) e efeito, mas falta detalhar melhor o modo/meio de execução — como a ação seria colocada em prática na prática escolar. Um projeto muito sólido, com pequenos ajustes você atinge o topo da nota!

Se possível, tente passar o texto a limpo com mais calma, vai ajudar bastante a leitura do corretor.

Competência 1: 160
Competência 2: 180
Competência 3: 200
Competência 4: 200
Competência 5: 160

NOTA
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Maria Clara, seus dois parágrafos manuscritos ficaram muito bons! Você retomou com precisão o P1 da introdução (negligência estatal) e trouxe repertórios legítimos e produtivos: “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, ilustrando a insalubridade das moradias, e a Revolta da Vacina (1904), mostrando o histórico excludente das políticas de saneamento. A ponte com o Brasil e o fechamento nas populações vulneráveis também apareceram bem.

Cuidado também com a coesão em alguns pontos que ficaram truncados: no fim do primeiro argumento, o trecho “as camadas sociais que mais sofrem com isso… são indivíduos em situação de vulnerabilidade” precisa fechar a frase de forma mais afirmativa e sem repetição. Sugiro algo como: “…evidencia que os mais atingidos são os indivíduos em situação de vulnerabilidade.

NOTA:

No parágrafo argumentativo, você trouxe a filósofa Djamila Ribeiro como repertório legítimo, conectou ao Brasil e caminhou bem até as consequências. O ponto a ajustar é o fechamento: o parágrafo parece encerrar de forma abrupta com “na sociedade atual”, sem uma conclusão autoral sobre o impacto nas populações mais vulneráveis.

Feche com uma afirmação precisa, por exemplo: “…tornando as classes menos abastadas as mais expostas ao adoecimento gerado por essa imposição cultural.”

Na conclusão, os quatro elementos da proposta de intervenção estão presentes, mas o detalhamento do meio/modo pode ser mais específico — citar, por exemplo, a criação de protocolos clínicos dentro do SUS fortalece a proposta.

Evite também “Diante disso” repetido no mesmo parágrafo; varie com “Nesse sentido” ou “Com base nisso”.

NOTA:

Parabéns pelo bom uso do repertório “Operários” de Tarsila do Amaral! Isso mostra um ótimo conhecimento cultural e enriquece muito seu texto. A estrutura do parágrafo, com a apresentação do problema e a articulação com a arte, está no caminho certo.

Vamos aprimorar dois pontos. O primeiro é a conexão entre a obra e o tema. Para que o repertório seja produtivo, você precisa mostrar como o descontentamento dos operários de 1933 se reflete na busca por apostas hoje.

Para tornar a conexão mais forte, você poderia reescrever o trecho assim: “…e o descontentamento. De forma análoga, a desesperança socioeconômica atual leva o trabalhador a buscar nas apostas uma ilusão de ganhos rápidos…”. Percebe como a ligação fica mais explícita?

Seu raciocínio é excelente, só precisamos refinar a forma de conectar as ideias. Continue assim!

NOTA:

Maria Clara, seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura sólida em sua forma, mas a progressão temática é confusa. Você inicia com um tópico frasal claro sobre a inoperância governamental, o que é positivo. No entanto, o repertório mobilizado, embora pertinente, funciona de maneira expositiva e pouco produtiva, pois não há uma análise que o conecte de fato ao problema da falta de investimento. O trecho final é o mais problemático, pois a conclusão se mostra contraditória e revela uma circularidade no raciocínio, comprometendo a defesa da tese. A escolha do verbo “perpetuar” nesse contexto é inadequada e prejudica a clareza.

NOTA:

Maria Clara Ferreira Costa, seu parágrafo demonstra uma estrutura argumentativa sólida e uma progressão temática muito bem executada. O tópico frasal define claramente a tese a ser defendida, e o repertório sociocultural mobilizado, a obra “Operários”, é pertinente e produtivo. A articulação entre a análise da pintura e o problema da precarização do trabalho é bem-sucedida, demonstrando autoria. A coesão textual é fluida, e o fechamento do período retoma a tese de forma crítica e eficaz, sem circularidade. A correção linguística está adequada.

NOTA:

Maria Clara Ferreira Costa, seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura clara e objetiva, iniciando com um tópico frasal que identifica corretamente a ineficiência da máquina pública como o problema central. A utilização do repertório de Carolina Maria de Jesus é muito pertinente e foi bem articulada ao tema, mantendo a formalidade adequada. Você utilizou bons conectivos, como “Nesse sentido” e “Com base nisso”, o que garante a coesão do texto.

O fechamento apresenta uma conclusão lógica sobre a necessidade de mudança, embora pudesse ser ainda mais contundente se conectasse de forma mais explícita como essa “mudança pragmática” interromperia o ciclo de vulnerabilidade citado.

NOTA:

Maria Clara Ferreira Costa, você demonstra um excelente domínio da estrutura da proposta de intervenção, utilizando agentes muito pertinentes e conectivos que garantem uma ótima fluidez ao texto. Em ambos os textos, você apresentou boas ações, mas é preciso desenvolver melhor o “como” elas serão realizadas. No primeiro texto, você menciona “insinando a valorizar os saberes tradicionais”, mas qual seria a metodologia prática? (Ex: por meio de palestras, cartilhas digitais ou revisão de materiais didáticos?). No ENEM, o detalhamento do meio/modo é o que garante os 200 pontos na Competência 5.

No tema sobre doenças mentais, sua proposta de “criar novos espaços dedicados ao tratamento” é muito boa. Tente detalhar que esses espaços seriam os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), utilizando verbas do Ministério da Saúde. Isso demonstra um conhecimento mais específico sobre as políticas públicas brasileiras.

Concordância e Precisão: No segundo parágrafo, você escreveu “o Estado… criem“. Como o sujeito “Estado” está no singular, o correto seria “crie”. Além disso, em “inclusão dessas parcela”, o correto seria “dessa” para concordar com o singular de “parcela”.

NOTA:

Maria Clara, suas introduções estão muito bem organizadas e demonstram um domínio sólido da estrutura exigida para uma nota alta. Você utilizou repertórios pertinentes, como o filme “Que Horas Ela Volta?” e a importância do Dia da Consciência Negra, conectando-os de forma fluida ao contexto brasileiro atual através de bons conectivos, como “Fora da ficção” e “Nesse viés“.

Suas teses bipartidas estão claras e bem definidas, apontando problemas como a negligência governamental, a falta de investimentos na educação e a fragilidade legislativa. Isso garante um ótimo projeto de texto para os parágrafos de desenvolvimento.

Para refinar ainda mais a sua escrita na Competência 1, atente-se a alguns detalhes:

  • Acentuação e Concordância: No primeiro texto, você usou corretamente o acento circunflexo em “têm” (plural de mulheres), o que é excelente. No entanto, cuidado com a grafia de palavras como “notório” e “problemática” para que fiquem sempre bem legíveis.

  • Vocabulário: Você usou “hodierno” em ambos os textos. Embora seja uma palavra sofisticada, evite repeti-la em parágrafos tão próximos para demonstrar maior repertório vocabular. Pode substituir por “contemporâneo” ou “atual”.

  • Caligrafia: Sua letra é muito boa e legível, mas cuidado com rasuras leves; tente manter a folha o mais limpa possível.

No segundo texto, a expressão “massacrada e desvalorizada” é forte e bem aplicada, mas lembre-se de que, na redação, devemos manter um tom de análise técnica. Na sua tese, o termo “decorre da negligência governamental e à fragilidade legislativa” possui um pequeno erro de regência: o correto seria “decorre da negligência governamental e DA fragilidade legislativa” (quem decorre, decorre de algo).

NOTA:

Maria Clara, sua introdução utiliza de forma produtiva a obra “Cidade de Deus” para contextualizar a realidade de crianças em periferias que abandonam os estudos, estabelecendo uma conexão clara com o tema. Sua tese bipartida está bem definida nos eixos da negligência governamental e da desigualdade social, o que garante um projeto de texto sólido.

Conforme a orientação para o grupo, a substituição de termos qualifica sua escrita: em vez de “periferias” ou “desigualdade”, utilize a expressão indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica para descrever o perfil populacional afetado. Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à regência e ao uso da crase: em “devido à negligência“, o acento grave é obrigatório por se tratar de um termo feminino regido pela preposição “a”. Além disso, na tese, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a inoperância estatal e a profunda disparidade socioeconômica brasileira“.

O parágrafo apresenta todos os elementos fundamentais do modelo ENEM: repertório legitimado, conectivos como “Fora da ficção” e “Dessa forma“, e um recorte para o Brasil contemporâneo.

NOTA:

Maria Clara Ferreira Costa, sua introdução apresenta um excelente domínio da estrutura exigida para o ENEM ao utilizar o filme “Central do Brasil” para contextualizar a exclusão de indivíduos que não dominam a leitura e a escrita. Sua tese bipartida está claramente definida nos eixos da negligência governamental e das desigualdades sociais.

Para elevar a formalidade e garantir a impessoalidade no fechamento do parágrafo, atente-se a um ajuste técnico importante: no trecho final, você escreveu “percebe-se que essa problemática decorre da”. Para manter o rigor formal e a clareza do projeto de texto, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a negligência governamental e as desigualdades sociais”. Além disso, verifique a grafia de “observa-se“, que apresenta uma pequena hesitação na escrita, e evite a repetição da palavra “severas” em um curto espaço para manter a fluidez do vocabulário.

Sua caligrafia é legível e o uso de conectivos como “Fora da ficção” e “Dessa forma” garante a progressão orgânica entre o repertório sociocultural e a problemática atual brasileira.

Trecho reescrito: “Dessa forma, diante desse cenário, nota-se dois grandes problemas: a negligência governamental e a persistência de profundas desigualdades sociais.”

NOTA:

Maria Clara, analisando suas teses, percebo que você tem uma ótima capacidade de síntese e consegue identificar causas estruturais de forma direta.     

A estrutura gramatical está correta e você cumpre bem a divisão em dois eixos (negligência e desigualdade), mas no início da tese 3, o conectivo “Com isso” é considerado muito simples para uma redação de alto nível. Para elevar a sofisticação do seu texto, sugiro substituir por conectivos mais formais, como “Nesse sentido“, “Dessa forma” ou “Sob essa ótica“.

Tese 2: “Tal cenário ocorre, primordialmente, devido à inoperância estatal e à desigualdade social.”

Tese 3:Sob essa ótica, a garantia da segurança alimentar no Brasil contemporâneo tem como entraves a negligência governamental e a desigualdade social.”

NOTA:

Maria Clara, sua atividade demonstra boa compreensão dos dois temas propostos e apresenta claramente dois problemas em cada tese. No primeiro, você aponta o racismo estrutural e a invisibilização da cultura afro-brasileira na educação, fatores que ajudam a explicar o apagamento desse legado histórico. No segundo, sua tese destaca a permanência da cultura patriarcal e a ausência de políticas públicas eficazes, elementos que contribuem para a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pelas mulheres.

Para refinar a construção da tese, procure apenas organizar os períodos de forma um pouco mais direta e objetiva. Nas teses o foco é a problematização.

Nesse cenário, a valorização da herança africana no Brasil é dificultada pela persistência do racismo estrutural, bem como pela invisibilização da cultura afro-brasileira no sistema educacional.

Assim, a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil decorre da permanência de uma cultura patriarcal que concentra o poder nos homens, bem como da ausência de políticas públicas eficazes voltadas à valorização dessas atividades.

NOTA: