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Maria Clara Silva Leite

Última atualização: 21 de maio de 2026

Maria Clara, seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura sólida e bem definida. A progressão temática é clara, partindo de um tópico frasal direto para a apresentação e análise do repertório. A mobilização da obra “Morro da Favela” é pertinente e produtiva, conectando com sucesso a arte à discussão sobre marginalização. A coesão é um ponto forte, com o uso adequado de conectivos como “Ademais” e “Por conseguinte”, que garantem a fluidez do raciocínio. A conclusão do período retoma a tese e a atualiza, demonstrando um bom projeto de texto. Atente-se apenas a pequenos desvios, como a grafia do nome da artista (Tarsila do Amaral).

NOTA:

Maria Clara, seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura muito bem definida, iniciando com a identificação clara da “máquina pública” como o entrave para a garantia do direito à alimentação. A articulação entre o relato de Carolina Maria de Jesus e a Constituição de 1988 é feita de forma fluida, utilizando conectivos adequados como “Entretanto”, “Nesse sentido” e “Sendo assim”. Você conseguiu demonstrar bem o contraste entre a norma jurídica e a precariedade da realidade hodierna. O fechamento é eficiente ao concluir que a falha estatal resulta na exclusão dos cidadãos das condições previstas na lei, encerrando o parágrafo com uma síntese crítica coerente.

NOTA:

Maria Clara, suas introduções estão muito bem fundamentadas e demonstram um excelente repertório sociocultural. Quero elogiar a escolha das suas obras: o uso de “Que Horas Ela Volta?” para tratar da invisibilidade do cuidado e de “Cidade de Deus” para abordar a marginalização da herança africana mostra que você sabe selecionar repertórios legitimados e muito produtivos para os temas propostos.

Suas teses bipartidas estão claras e bem localizadas ao final dos parágrafos, o que facilita muito a organização do seu projeto de texto. Entretanto, preciso fazer um alerta importante sobre a Competência 1 na sua primeira atividade: você utilizou incorretamente o acento indicativo de crase em “sujeito à diversas negligências”. Lembre-se de que não ocorre crase antes de palavras no plural quando o “a” está no singular, pois nesse caso ele é apenas uma preposição. Para haver crase, você precisaria escrever “às diversas negligências” ou apenas “a diversas negligências”.

Além disso, atente-se à regência e fluidez: no segundo texto, em “evidenciou a fragilidade legislativa agregada a cultura“, também faltou o uso da crase antes de “cultura” (à cultura), já que o termo “agregada” exige a preposição “a” e a palavra “cultura” aceita o artigo feminino. Fora esses detalhes gramaticais, sua caligrafia é excelente e muito legível, o que é um ponto muito positivo para a correção.

NOTA:

Maria Clara, analisando suas teses, percebo que você tem uma boa capacidade de organizar o pensamento e utiliza conectivos que dão fluidez ao texto.    

A estrutura gramatical está correta e você apresenta clareza, mas na primeira tese o argumento sobre “bullying” acaba sendo muito específico para um tema que exige uma abordagem mais ampla sobre “garantia de direitos”. Na terceira tese, o conectivo “Sob esse viés” está bem aplicado, mas a tese foca muito em causas econômicas similares.

Tese 1: “Ademais, observa-se que a exclusão digital promove a marginalização social de grupos vulneráveis e colabora com a ineficiência no acesso a serviços públicos essenciais.”

Tese 3: “Sob esse viés, a carência de rendas estáveis e a ausência de incentivos à produção de alimentos básicos agravam a insegurança alimentar no país.”

NOTA:

Maria Clara, sua atividade demonstra boa compreensão dos temas e apresenta dois problemas pertinentes em cada tese. No primeiro caso, você evidencia os estigmas raciais e a intolerância religiosa direcionada às religiões de matriz africana, fatores que dificultam a valorização desse legado cultural. No segundo, sua tese aponta os estereótipos associados ao papel feminino no espaço doméstico e o machismo persistente na sociedade, elementos que contribuem para a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pelas mulheres.

Para aperfeiçoar o registro formal do texto, sugiro substituir a palavra “rótulo” por uma expressão mais adequada ao contexto acadêmico.

Assim, a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil decorre da persistência de estereótipos sociais que associam a mulher exclusivamente ao espaço doméstico, bem como do machismo estrutural presente na sociedade.

NOTA: