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Ana Elis Almeida

Última atualização: 27 de março de 2026

Ana Elis, suas introduções estão muito bem estruturadas e demonstram um ótimo uso de repertório sociocultural. No primeiro tema, você utilizou com muita propriedade a personagem Bertoleza, de “O Cortiço”, para contextualizar a exploração do trabalho feminino, e no segundo, o Dia da Consciência Negra serviu como uma base sólida para discutir a valorização da herança africana. Suas teses são claramente bipartidas, apontando problemas como a negligência governamental, a falta de investimentos no ensino e a ausência de projetos de lei específicos.

Entretanto, para elevar sua nota na Competência 1, preciso te alertar para um detalhe importante na construção da sua primeira frase: você escreveu “Na obra ‘O Cortiço’ o autor Aluísio Azevedo retrata…“. Gramaticalmente, esse “Na obra” isola o lugar, deixando a frase sem um encaixe fluido. Para corrigir, você tem duas opções: ou retira o “Na” e escreve diretamente “A obra ‘O Cortiço’ retrata…“, ou mantém o “Na” e ajusta o verbo para a voz passiva: “Na obra ‘O Cortiço’, é retratada a vida de Bertoleza…“. Esse ajuste evita que o sujeito da frase fique “solto”.

No geral, seu projeto de texto é muito bom e segue exatamente o que o ENEM espera ao conectar o contexto ao Brasil atual por meio de conectivos como Entretanto e Nesse cenário.

NOTA:

Ana Elis, sua introdução utiliza de forma produtiva a Constituição Federal de 1988 para contextualizar o tema. Sua tese está bem definida nos eixos da desigualdade social e da negligência governamental.

Para elevar a formalidade na Competência 1, atente-se à regência verbal: em “Isso se deve, predominantemente, pela…“, o correto seria “deve-se à…“. Além disso, certifique-se de que a proibição mencionada seja interpretada conforme a lei (menores de 16, salvo aprendiz). Na tese, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a desigualdade socioeconômica e a inoperância governamental“.

O parágrafo apresenta todos os elementos fundamentais: contextualização jurídica, conectivos (“Entretanto”, “Isso se deve”), recorte para o Brasil contemporâneo e tese bipartida clara.

NOTA:

Ana Elis Almeida Ferreira, sua primeira introdução apresenta um bom domínio da estrutura exigida, utilizando o filme “Central do Brasil” de forma muito pertinente para contextualizar o analfabetismo funcional. A tese bipartida está presente, identificando a negligência governamental e a educação falha como os eixos centrais da problemática.

Para elevar a formalidade, substitua o trecho “encontrar formas de combater” por “viabilizar estratégias que mitiguem” ou “ratificar mecanismos capazes de debelar”. Sua caligrafia é muito clara e o uso do conectivo conclusivo “Assim” garante a transição adequada para o fechamento do parágrafo.

Trecho reescrito: “Assim, torna-se premente viabilizar estratégias que mitiguem a negligência governamental e a educação falha com essa parcela social.”

NOTA:

Ana, a estrutura gramatical e o uso de conectivos estão corretos, mas na primeira tese faltam as causas do problema e, na terceira, a presença de três argumentos (negligência, pobreza e desigualdade) compromete a técnica bipartida e a profundidade da discussão.

 Tese 1: “…torna-se notável que tal cenário é fruto da negligência governamental aliada à insuficiência de infraestrutura tecnológica.”

Tese 3: “…atuam como dificuldades: a negligência estatal e o elevado custo dos alimentos básicos.”

NOTA: