A introdução está bem construída, o repertório da canção “Ai, que saudades da Amélia” está bem articulado com o Brasil contemporâneo, e os dois problemas (P1: mercantilização dos padrões de beleza; P2: adoecimento mental e físico) aparecem com clareza. Parabéns pela estrutura.
No parágrafo argumentativo, os quatro movimentos estão presentes: abertura, repertório legítimo com Clarice Lispector, relação com o Brasil e consequências. Ótimo! Porém, o fechamento “o problema não é só individual e passa a ser de saúde pública” ficou um pouco vago — faltou nomear quem mais sofre. Traga a parcela mais vulnerável explicitamente.
Sugestão de reescrita do fechamento: “…o que revela que o adoecimento ultrapassa a esfera individual, tornando-se um grave problema de saúde pública que afeta sobretudo as classes menos abastadas, com menor acesso a suporte psicológico.”
Na conclusão, os quatro elementos da proposta de intervenção estão presentes (agente, ação, meio e finalidade), mas o “meio” — “por meio de palestras” — é genérico (se puder, evite, me lembre de falar sobre isso na aula, pode ser?). Detalhe mais: palestras em escolas públicas? Campanhas nas redes? Isso eleva a nota na Competência 5.