logo
logo icon

Gabriel Luis da Silva

Última atualização: 7 de outubro de 2026

Gabriel, seu texto tem uma estrutura muito clara e você trouxe exemplos super atuais, como a tragédia no Rio Grande do Sul, o que mostra que você está conectado com o tema e sabe como construir um argumento relevante.

Sua tese na introdução já aponta para os dois problemas que você vai discutir: a inópia estatal na prevenção e a falta de campanhas de educação. Isso é ótimo, pois já organiza todo o seu projeto de texto.

Seu primeiro desenvolvimento está bem forte. A conexão entre a falha do Estado e os desastres de Brumadinho e do RS é direta e bem argumentada, mostrando as consequências concretas do problema. No segundo argumento, a escolha de Paulo Freire e a “Pedagogia do Oprimido” é boa, mas a ligação com o tema ambiental ficou um pouco genérica. Você poderia ter sido mais direto, mostrando como a “leitura de mundo” que ele propõe se aplicaria à conscientização sobre os riscos ambientais. A frase final do parágrafo também ficou um pouco repetitiva. Poderia ser mais incisiva, assim:

…sendo uma das habilidades fundamentais para o combate à poluição e, consequentemente, para frear o avanço da degradação ambiental.

`

Na conclusão, você tentou apresentar os 5 elementos, o que é o caminho certo, mas a organização ficou um pouco confusa e alguns elementos ficaram implícitos ou pouco detalhados. A proposta de criar uma disciplina na BNCC é excelente e bem concreta. Veja como poderíamos reestruturar sua ideia para garantir todos os pontos:

Portanto, cabe ao Governo Federal (agente), em parceria com o Ministério da Educação, implementar um plano educacional de conscientização climática (ação). Isso deve ser feito por meio da inclusão de uma disciplina obrigatória sobre meio ambiente e cidadania na BNCC (meio/modo), com aulas práticas e debates sobre a realidade local de cada comunidade (detalhamento do meio), a fim de que (efeito) as novas gerações desenvolvam uma ‘leitura de mundo’, como defendia Freire, aplicada aos desafios ambientais do Brasil.

Sua letra é legível na maior parte do tempo, mas algumas palavras como “sudestinas” exigiram mais atenção na leitura. Cuidado também com a dupla conexão no final, em “Consequentemente, Assim” — escolha apenas uma para dar mais fluidez ao texto.

Você tem uma ótima base de argumentação, Gabriel. O foco agora é refinar esses detalhes na conclusão para buscar a nota máxima.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 160
Competência 3 – 160
Competência 4 – 160
Competência 5 – 120

NOTA
0

NOTA:

Gabriel, a escolha do Maio Amarelo como ponto de partida foi ótima, um repertório super pertinente e que mostra que você está atento à atualidade. Sua tese também ficou bem clara, dividindo o problema na inoperância estatal e no desrespeito da população.

Sua argumentação no primeiro desenvolvimento é sólida. Você conectou bem a falta de punição com a cultura de irresponsabilidade e usou os dados da OMS para legitimar o argumento. Apenas um detalhe na apresentação do dado ficou um pouco confuso (“três de um em cada cinco acidentes”). Fique atento a esses pequenos deslizes de clareza.

No segundo desenvolvimento, a tentativa de usar Rousseau é válida, mas a conexão ficou um pouco forçada e a explicação, um tanto vaga (“como o meio pode influenciar o meio externo”). Em vez de um repertório filosófico mais complexo, seria mais direto e eficaz aprofundar as consequências dos exemplos que você mesmo citou, como o uso do celular e o excesso de velocidade.

A sua proposta de intervenção tem um bom começo, com agente (Estado Federal) e ação definidos. No entanto, para atingir a nota máxima, ela precisa ser completa, com os 5 elementos. Faltaram o “meio/modo” (como a ação será feita?) e um “detalhamento” (uma explicação extra sobre algum dos elementos). Veja como poderia ficar mais robusta:

É premente, portanto, que o Estado Federal, em parceria com o Ministério do Transporte, intensifique a fiscalização das leis de trânsito. Isso deve ser feito por meio da contratação de mais agentes e da implementação de tecnologias de monitoramento, como radares inteligentes e câmeras de reconhecimento facial. Tal medida, detalhada em campanhas de mídia para que a população esteja ciente do aumento da vigilância, tem como finalidade garantir que os infratores sejam devidamente responsabilizados, a fim de diminuir o número de vítimas no Brasil. 

Notei algumas poucas rasuras e a palavra “punidade” (o correto seria “punibilidade”), mas sua letra é legível e os desvios não comprometem o texto como um todo.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 160
Competência 3 – 120
Competência 4 – 160
Competência 5 – 120

NOTA
0

NOTA:

Gabriel, o que mais chama atenção aqui é a tese: você já entrega, na introdução, dois problemas nítidos — a insipiência estatal na fiscalização e a descrença/desrespeito da população às normas —, e isso sustenta a divisão em D1 e D2 do jeito que a matriz pede. Só um deslize de concordância nessa frase: “duas principais entraves” não combina, porque “entrave” é masculino.

Diante desse contexto, observam-se dois principais entraves para a segurança do tráfego brasileiro contemporâneo…

Em primeira análise, o dado da OMS sobre acidentes por embriaguez é um repertório legitimado bem escolhido e conectado à realidade — só ajustar a concordância entre “um” e o verbo:

cerca de um em cada cinco acidentes é causado por embriaguez, e grande parte dos infratores não é responsabilizada.

Já em D2 o repertório perde força: citar “a lei da filosofia Jean Jacques Rousseau” sem nomear a ideia (contrato social? bondade natural corrompida pela sociedade?) soa genérico, quase decorado sem aplicação real. Vale trocar por algo mais específico e já direto ao argumento:

Rousseau, em sua teoria sobre a influência do meio social no comportamento humano, já apontava como normas frouxas naturalizam condutas nocivas — o que se reflete no uso do celular ao volante e nas brigas de trânsito.

Essa mesma frase também tem um deslize de número: “comportamento que afligem” pede plural em “comportamentos” ou singular em “aflige”. A rasura no trecho da OMS não atrapalha a leitura, é só reescrita mesmo.

A conclusão está redonda: agente (Estado Federal com o Ministério do Transporte), ação clara (intensificar a aplicação das leis, responsabilizar infratores) e efeito que fecha o texto retomando a ideia de segurança viária do início — falta só marcar o “meio” com um conectivo explícito, tipo “por meio de um projeto que…”.

Competência 1 – 120
Competência 2 – 160
Competência 3 – 160
Competência 4 – 160
Competência 5 – 160

NOTA
0

NOTA:

Competência 1 (Norma Culta): 120
Desvios de concordância e gênero (“Na quadro”, “refletir o desigualdade”), erros ortográficos (“acaretando”, “subhumanas” sem hífen), problemas de pontuação e estrutura frasal sintaticamente truncada em alguns períodos.

Competência 2 (Compreensão do Tema e Repertório): 160
Excelente repertório sociocultural pertinente e legítimo (obra “Operários” de Tarsila do Amaral, música “Construção” de Chico Buarque e o livro “Sociedade do Cansaço” de Byung-Chul Han). Ocupação total da folha (30 linhas).

Competência 3 (Projeto de Texto e Argumentação): 140 
Bom projeto de texto dividindo a discussão entre negligência estatal e desigualdade de mobilidade geográfica. A argumentação perde um pouco de clareza em trechos longos do D2 por conta da complexidade sintática.

Competência 4 (Mecanismos Coesivos): 180
Uso variado e adequado de conectivos interparágrafos (“Contudo”, “Ademais”, “Diante desse cenário”, “Portanto”). Algumas frases longas sem pontuação adequada prejudicam a coesão interna.

Competência 5 (Proposta de Intervenção): 180 
Proposta muito completa, contendo Agente (Governo Federal + Ministério do Trabalho), Ação (PL de redução da jornada e transporte público), Meio/Modo (rodovias/ferrovias), Efeito e Detalhamento bem construído.

NOTA
0

Gabriel, gostei muito de ver seus dois parágrafos dialogando com a introdução digitada. No primeiro, você abriu retomando a “insuficiência estatal” e trouxe um repertório produtivo com o documentário “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado, conectando à desigualdade social. No segundo, a menção a Aluísio de Azevedo (“O Cortiço”, pelo que li) para tratar da insalubridade dos ambientes foi uma escolha excelente e bem articulada com as vítimas.

Agora os ajustes. Cuidado com o conectivo de abertura repetido: você começou com “Dessa forma” logo após a introdução, mas esse conectivo indica consequência — prefira “Nesse contexto” ou “Diante disso” para abrir a argumentação. Além disso, o trecho ficou um pouco truncado, com ideias emendadas sem pontuação clara (“…ocasionando contundentes impactos nas partes mais vulneráveis…”). Vale reler e separar as orações. Atenção também à ortografia de “condições” e “proliferam”, e finalize o segundo parágrafo com uma consequência afirmativa e fechada.

Reforce a legibilidade — parte do texto ficou difícil de decifrar. Estrutura e repertório estão sólidos, foco na clareza!

NOTA:

No parágrafo argumentativo, os quatro movimentos aparecem — abertura, repertório (obra “Iracema”, de José de Alencar), relação com o Brasil e consequências. Ótimo! Porém, o fechamento ficou truncado: a ideia de “saúde mental e integridade humana” precisa de um conectivo de consequência mais preciso e de um impacto direcionado à parcela mais vulnerável da sociedade. Evite também termos como “entre outras coisas” — substitua por construções mais formais.

Na conclusão, o agente (Ministério da Saúde via SUS) e a ação estão presentes — revise se meio/modo e efeito/finalidade estão explícitos, pois são obrigatórios para a Competência 5. Detalhe: tive MUITA dificuldade para ler sua letra.

Segue um exemplo:

Ademais, é mister ressaltar como a expansão da indústria da beleza intensifica a pressão midiática, gerando severos impactos em todas as camadas dos estratos sociais brasileiros. Diante desse cenário, nota-se que a imposição de um padrão estético não é um fenômeno recente, mas remonta às raízes históricas do país. Essa realidade se faz presente, por exemplo, na obra literária “Iracema”, de José de Alencar, na qual a idealização da mulher indígena constrói expectativas irreais e romantizadas. Consequentemente, tais falhas estruturais consolidaram um processo de valorização extrema do aspecto físico, em detrimento do intelecto, da saúde mental e da própria essência humana.

NOTA:

Evite fazer introduções tão longas, pois o seu primeiro parágrafo ocupou nove linhas inteiras, o que acaba comprometendo o espaço necessário para você aprofundar os seus argumentos nos parágrafos seguintes, sendo ideal manter a introdução entre 5 e 6 linhas. Além disso, procure completar as letras de forma total para facilitar a leitura do corretor, já que algumas conexões incompletas prejudicam a legibilidade. Notei também um deslize de pontuação na linha 14, onde você colocou um ponto final inadequado logo após a palavra “literária”, cortando a frase bem antes de citar o título da obra. Por outro lado, gostei muito do uso do conectivo “à luz da literatura“, que deu excelente coesão ao seu repertório.

Para que você veja como o seu desenvolvimento ganha mais fluidez sem aquele erro de pontuação, reescrevi o trecho integrando melhor as suas ideias.

Ademais, é premente evidenciar que a desigualdade no acesso à educação contribui diretamente para a manutenção dos desequilíbrios econômicos, sendo um dos principais gatilhos para a busca lamentável por casas de apostas virtuais como uma ilusória saída da miséria. À luz da literatura, essa perspectiva é amplamente retratada na obra literária Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, cujo diário real de uma catadora de papel retrata de forma contundente essa vulnerabilidade socioeconômica que, por sua vez, conduz os indivíduos a uma realidade de ainda maior marginalização e privação dos direitos sociais básicos.

Seu raciocínio está no caminho certo, continue praticando esses ajustes!

NOTA:

Gabriel, seu parágrafo argumentativo possui uma estrutura sólida e bem definida. A progressão temática é excelente, partindo de um tópico frasal claro, desenvolvendo a ideia com um repertório produtivo e concluindo com as consequências diretas do problema. A menção à música “Construção” de Chico Buarque é pertinente e está bem articulada com a discussão sobre a precarização do trabalho, demonstrando autoria. A coesão é bem trabalhada, mas atente-se à regência do verbo “submeter”, que exige a preposição “a” (submeter a algo), e não “em”.

NOTA:

Gabriel, seu parágrafo apresenta uma estrutura argumentativa sólida e bem definida. A progressão temática é excelente, partindo de um tópico frasal claro, passando por um repertório sociocultural produtivo e concluindo com uma análise que retoma a tese. A escolha da obra “Morro da Favela” de Tarsila do Amaral é pertinente e bem articulada com a discussão sobre desigualdade. Contudo, atente-se a alguns desvios linguísticos, como o erro de grafia em “diametralmente” e a concordância verbal em “o abismo social (…) permanece”. O vocabulário, embora demonstre esforço, pode ser aprimorado para maior precisão (o uso de “preconização” é inadequado ao contexto).

NOTA:

Gabriel Luiz, sua estrutura de conclusão é muito sólida e você utiliza conectivos variados, como “Outrossim” e “Além disso”, o que garante uma boa coesão ao texto.

Se possível, dê uma atenção especial à estética.

No entanto, é fundamental ter atenção redobrada com a ortografia e a acentuação gráfica: palavras como “disciplina”, “saúde” e “país” precisam ser grafadas corretamente para não prejudicar sua nota na competência 1.

No primeiro texto, você apresentou todos os elementos fundamentais de forma clara. Já no segundo, tenha cuidado com a precisão dos termos: você utilizou “administração ministral”, quando o termo técnico correto seria “administração ministerial”. Além disso, evite repetições próximas, como ocorreu com “pautado pautando” na primeira atividade. Tente também detalhar um pouco mais o meio/modo das suas propostas (como os investimentos serão feitos na prática?), para garantir que sua intervenção seja considerada completa e bem desenvolvida.

NOTA:

Gabriel Luiz, suas introduções estão muito bem fundamentadas e seguem a estrutura exigida pelo ENEM. Você utilizou repertórios pertinentes, como a Constituição Federal de 1988 e a Lei Áurea, para contextualizar os temas e conseguiu fechar ambos os parágrafos com teses bipartidas claras, focando em problemas como a falta de fiscalização legislativa, a falha das instituições educacionais e a fragilidade do incentivo estatal.

No entanto, preciso te fazer um alerta muito importante sobre a sua caligrafia. Em vários momentos do texto, as letras e palavras estão muito juntas e “emboladas”, o que dificulta a leitura fluida. Lembre-se de que o corretor do ENEM tem centenas de redações para ler e, se ele encontrar dificuldade em decifrar o que você escreveu (como ocorreu em palavras como “contemporâneo”, “fiscalização” ou “instituições”), isso pode prejudicar sua nota na Competência 1 e até na compreensão do seu argumento. Tente dar um pouco mais de espaçamento entre as palavras e definir melhor o traçado das letras.

Quanto à gramática e estilo, atenção a alguns pontos:

  • No primeiro texto, você repetiu “1988 1988”; evite rasuras e repetições por desatenção.

  • No segundo texto, você utilizou “de forma lamentável” duas vezes no mesmo período; isso empobrece o vocabulário. Use sinônimos como “infelizmente” ou “de maneira lastimável”.

NOTA:

Gabriel Luiz, sua introdução utiliza o ECA de forma pertinente para contextualizar a proteção infantil. Sua tese bipartida está presente nos eixos da negligência estatal e da desigualdade social. Gabriel, sua legibilidade é o ponto que mais precisa de cuidado.

Palavras como “inoperantes”, “precocemente” e “resolucionados” estão muito “emboladas”. No ENEM, se o corretor não conseguir ler uma palavra com clareza, ele pode considerá-la um erro ortográfico ou até desconsiderar o argumento.

NOTA:

Gabriel, sua introdução sobre o analfabetismo funcional apresenta uma construção textual muito sólida e madura, respeitando todos os elementos da “Introdução Completíssima”. No entanto, temos um entrave externo que pode prejudicar sua nota: a legibilidade.

 

  1. Projeto de Texto: Você articulou muito bem o filme “Central do Brasil” com a realidade nacional, utilizando conectivos de transição adequados como “Fora do ambiente cinematográfico” e “Nesse cenário”. Sua tese bipartida está clara, focada na falta de estrutura educacional e na negligência governamental.
  2. Desafio da Caligrafia: Sua letra é bastante inclinada e as letras “m”, “n”, “u” e “v” acabam se confundindo, o que torna a leitura cansativa para o corretor. Lembre-se de que, no ENEM, o corretor tem poucos minutos para avaliar cada redação; se ele não conseguir decifrar uma palavra-chave, sua nota na Competência 1 pode cair drasticamente.

Para elevar a formalidade, substitua “grandes críticas” por “críticas contundentes” e “podem ser percebidas” por “reverberam de forma fidedigna”.

Trecho reescrito: “Fora do ambiente cinematográfico, no Brasil contemporâneo, tais críticas reverberam de forma fidedigna, haja vista o expressivo contingente de indivíduos que padecem da capacidade de escrita e leitura.”

NOTA:

Gabriel Luiz, analisando suas teses, percebo que você consegue identificar bem os fatores estruturais dos problemas, mas precisamos cuidar da legibilidade do seu texto. Peço que você organize melhor sua grafia e capriche na letra, pois há muitas rasuras e palavras sobrepostas que dificultam a leitura do corretor.

A estrutura gramatical e o uso de conectivos estão corretos, mas na primeira tese você acabou focando em termos muito técnicos e, na terceira, os argumentos escolhidos (falha de formação cultural e desigualdade social) podem ficar vagos se não forem bem conectados à questão específica da alimentação.

Tese 1: “Dessa forma, a garantia de direitos é dificultada por dois impasses: o baixo letramento midiático e a negligência estatal no investimento em tecnologias.”

Tese 3: “Atualmente, a insegurança alimentar no Brasil é agravada por múltiplos fatores, principalmente pela insuficiência de políticas públicas e pela má distribuição de renda.”

NOTA: