João Lucas, suas introduções demonstram um excelente uso de repertório sociocultural. Utilizar o filme “Minha Mãe é uma Peça” e o pensamento do antropólogo Kabengele Munanga confere muita personalidade e autoridade aos seus textos, mostrando que você consegue transitar entre a cultura popular e a acadêmica com facilidade.
Para elevar sua nota, precisamos focar em alguns pontos de Competência 1 e coesão. Notei que você utilizou a palavra “sobreposta” de uma maneira que prejudicou o sentido da frase; o ideal seria “sobrecarga”. Além disso, a palavra “destinado” parece ter sido usada no lugar de “visto” ou “ignorado”. No segundo texto, cuidado com a concordância e a grafia de termos técnicos: você escreveu “mestiçagem”, o que está correto, mas a frase ficou um pouco confusa na conexão com “massacre social”. Tente ser mais direto na relação entre o conceito do autor e o problema atual.
Suas teses estão bem direcionadas para o modelo bipartido, focando na falta de fiscalização governamental e na ausência de controle educacional, além da negligência governamental e fragilidade estatal. Contudo, evite usar termos como “ministério governamental”, pois é redundante; prefira apenas “esferas governamentais” ou o nome específico do órgão, se souber. No primeiro texto, lembre-se de que a expressão é “Dona Hermínia” e a personagem é o centro da sua análise de repertório.
Uma sugestão de reescrita para a sua primeira tese, visando maior formalidade, seria: Fora do cinema, a invisibilidade do cuidado feminino persiste como um entrave na contemporaneidade, impulsionada tanto pela inoperância estatal em fiscalizar direitos trabalhistas quanto pela lacuna educacional que negligencia a importância desse labor.