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Ana Luísa Araújo

Última atualização: 30 de agosto de 2026

Ana Luísa, o que mais chama atenção aqui é a tese: você amarra os dois problemas do tema — a Negligência Governamental e o machismo enraizado — de forma bem clara já na introdução, e isso sustenta a divisão dos parágrafos com precisão. O repertório inicial (a série sobre o adolescente TK) também cumpre bem a função de contextualizar, ainda que o nome da obra tenha ficado difícil de decifrar na letra — não penalizo por isso, mas vale conferir se ficou grafado corretamente no papel.

No D1 você cita Rousseau e usa a citação para argumentar, não só para enfeitar o parágrafo — o contraste entre a responsabilidade teórica do Estado e a realidade da negligência funciona. Only o fechamento (“consequentemente severos danos que transcendem os emocionais”) fica vago sobre quem sofre esse dano; vale nomear:

Consequentemente, são as crianças e adolescentes que arcam com traumas emocionais e sociais que se perpetuam na vida adulta.

Já no D2 falta o que você fez tão bem no D1: não há um repertório legitimado (pensador, filme, dado, obra) sustentando a discussão sobre o machismo — o parágrafo fica só na argumentação sociológica, por mais bem construída que seja. Um exemplo ou citação aqui elevaria bastante o parágrafo.

Na conclusão, a proposta está com agente (Governo Federal e Ministério da Cultura), ação, meio (palestras obrigatórias, políticas públicas) e detalhamento robusto — é o ponto mais forte do texto. Só o encadeamento final ficou truncado gramaticalmente: “ache a mesma importância a desestigmatização” soa como erro de regência. Ficaria mais limpo assim:

dando a mesma importância à desestigmatização da ideia de que criar os filhos é responsabilidade exclusiva da mãe.

Fora isso, a norma culta está bem controlada para um texto manuscrito longo — os deslizes que aparecem (como “Zamênia” no início do D2, provavelmente um “Ademais” distorcido pela caligrafia) parecem mais rasura/pressa do que desconhecimento de norma.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 160
Competência 3 – 160
Competência 4 – 160
Competência 5 – 200

Um repertório específico no D2 é o que falta para esse texto destravar as competências 2 e 3 de vez.

NOTA
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NOTA:

Ana Luísa, o que mais chama atenção aqui é a naturalidade com que você transita entre repertórios diferentes — Paulo Freire na abertura e Pierre Bourdieu no D2 — sem transformar nenhum dos dois em citação decorativa, o que já é raro nesse nível de redação.

A introdução entrega os dois problemas da tese com clareza: desigualdade educacional e a fragilidade das políticas públicas de alfabetização contínua. Só uma ressalva: na linha 7, a palavra antes de “de políticas públicas” ficou de leitura difícil — parece “inaugurância”, mas o sentido pede algo como “insuficiência”. Vale conferir essa grafia, porque pela caligrafia não dá pra confirmar se é erro real ou só traço apressado.

O D1 amarra bem a Constituição de 1988 ao problema do acesso desigual, mas o fechamento fica um pouco genérico ao listar “falta de infraestrutura, materiais didáticos e programas de reforço” sem dizer quem carrega essa consequência. Ficaria mais forte assim:

Como resultado, estudantes de regiões periféricas chegam à vida adulta sem o domínio pleno da leitura, reproduzindo o ciclo de exclusão que a própria Constituição prometia romper.

O D2 é o parágrafo mais consistente do texto: Bourdieu entra articulado à realidade brasileira — não como nome solto —, e a crítica aos programas que “não garantem acompanhamento adequado” fecha o raciocínio com precisão.

A conclusão está completa: agente (Ministério da Educação, em parceria com as redes de ensino), ação, meio e efeito bem encadeados. Falta só retomar o fio da introdução para fechar com mais força:

Assim, o Brasil poderá se aproximar da autonomia que Freire defendia, superando gradativamente o analfabetismo funcional na sociedade.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 200
Competência 3 – 160
Competência 4 – 160
Competência 5 – 200

Redação sólida; os ajustes que apontei são de refinamento, não de estrutura.

NOTA
0

Ana Luísa, sua redação sobre o estigma das ISTs entre jovens está muito bem construída, com um projeto de texto claro que parte do repertório da série “Sex Education” para discutir a realidade brasileira. Na C1, o domínio da escrita formal é bom, com poucos desvios relevantes. Na C2, você articula muito bem repertórios distintos — a OMS e o sociólogo Erving Goffman — de forma produtiva e conectada ao argumento, não apenas citada solta. Nas C3 e C4, a progressão entre os parágrafos é lógica (educação deficiente → estigma → consequências), mas conectivos como “além disso” e “desse modo” poderiam ganhar mais variedade para reforçar a autoria. Na C5, sua proposta já traz agente (Ministério da Saúde), ação, meios (palestras, redes sociais) e efeitos — falta apenas detalhar um pouco mais o papel específico das escolas na execução. Um texto sólido e maduro!

Competência 1: 160
Competência 2: 180
Competência 3: 200
Competência 4: 180
Competência 5: 160

NOTA
0

Ana Luísa, seu parágrafo usa muito bem o repertório de “O Guarani”, de José de Alencar, articulando a obra à ideia de que patrimônio vai além do material — isso é repertório produtivo, pois você não apenas cita a obra, mas desenvolve a relação com a herança linguística e literária do país. A menção ao incêndio do Museu Nacional também amarra bem essa reflexão à realidade brasileira concreta.

O ponto a ajustar é a abertura: você inicia direto com o repertório, sem um tópico frasal próprio que delimite o problema antes de entrar na obra — isso deixa a introdução do parágrafo meio fundida com o desenvolvimento. Notei ainda a repetição do conectivo “também” duas vezes em poucas linhas, o que enfraquece a variedade coesiva; vale trocar um deles por “além disso” ou “soma-se a isso”. No fechamento, “torna-se eminente a necessidade de conter a desvalorização…” acaba sendo circular, quase repetindo o tema proposto, sem projetar uma consequência real sobre a sociedade. Também há uma troca de parônimos: “eminente” (notável) no lugar de “iminente” (que está prestes a ocorrer) — vale revisar esse uso. Ajustando esses pontos, seu texto ganha muito mais força e autoria.

NOTA:

Parabéns por mobilizar dois repertórios -“Quarto de Despejo” e a Constituição Federal – de forma produtiva. Você demonstrou uma ótima capacidade de relacionar a literatura com a realidade brasileira e com a legislação, o que é uma habilidade muito valorizada no ENEM.

A sentença “em situação parecida de miséria” poderia ser reescrita de forma mais formal: em situação análoga à miséria ou ainda em situação de vulnerabilidade social.

Depois de “Fora do contexto jurídico faltou uma vírgula”.

Para o texto ficar ainda mais forte, precisamos ajustar um ponto de coesão. O conectivo “logo que” (linha 14) tem valor de tempo (assim que) e não de causa, o que quebrou a lógica da frase. Sugiro reescrever o trecho assim: “…esse direito não está sendo corretamente exercido, visto que, com o endividamento, recursos antes destinados a direitos básicos agora são usados em apostas.” Percebe como a relação de causa e efeito fica mais clara?

Eu evitaria conectivos informais como “com base nisso”. Na aula dessa semana trabalhamos uma lista de conectivos bem poderosos.

NOTA:

Ana Luísa, seu parágrafo argumentativo possui uma estrutura sólida e uma excelente progressão temática. A organização das ideias está muito boa, partindo da causa (negligência governamental) para a consequência (precarização) de forma clara. A escolha da música “Admirável Gado Novo” como repertório é pertinente, e seu uso se mostra produtivo ao conectar a letra com a ilusão de autonomia dos trabalhadores de aplicativo, demonstrando autoria. A coesão entre os períodos é bem construída, garantindo fluidez.

Atenção a um desvio de concordância verbal no final: o correto seria “trabalhadores brasileiros, que (…) desconhecem seus direitos”.

NOTA:

Ana Luísa, seu parágrafo argumentativo demonstra uma estrutura muito bem organizada, com um tópico frasal claro e uma progressão temática fluida. A mobilização do repertório com a obra “Operários” de Tarsila do Amaral é produtiva, pois você não apenas cita, mas analisa a pertinência da arte para discutir a precarização do trabalho. A coesão está bem trabalhada. No entanto, atente-se a alguns desvios da norma culta que comprometeram a nota: a grafia de “a fim de” (separado, com sentido de finalidade) e a concordância verbal em “continuará impactando”, cujo sujeito plural (“empecilhos”) exige o verbo no plural (“continuarão”).

NOTA:

Ana Araújo, seu parágrafo argumentativo apresenta uma boa base estrutural e utiliza repertórios socioculturais muito pertinentes, como a obra de Carolina Maria de Jesus e a pintura de Portinari. Você identifica a ineficiência governamental como o problema central logo no início, o que é fundamental. O uso de conectivos como “Análogo a esse tema”, “Nesse sentido” e “Dessa maneira” garante uma progressão lógica entre as ideias. Entretanto, atenção à precisão vocabular: você se referiu ao livro “Quarto de Despejo” como “obra cinematográfica” (o correto é obra literária).

O fechamento é adequado ao reforçar a urgência de mudanças na esfera governamental, mas poderia ser ainda mais incisivo ao detalhar as consequências reais de o Estado não garantir esse direito pleno.

NOTA:

Ana Araújo, sua escrita demonstra que você compreende bem a função social dos temas, mas precisamos de atenção redobrada à norma culta para que sua nota não seja prejudicada por desatenção.

Atenção com a acentuação gráfica em “necessário” e na grafia do termo “conscientização”, que você escreveu sem o til. Outro ponto crucial: ao expressar finalidade, escreva sempre separado — “a fim de”; a forma “afim” (junto) refere-se a semelhança e não a objetivo.

Em seu primeiro texto, você utilizou um excelente detalhamento para o Governo Federal (“órgão de poder máximo executivo”), mas a segunda parte da proposta ficou incompleta por falta de uma metodologia clara (o “como” essa política será feita).

No segundo texto, embora o uso de “Infere-se” seja muito positivo, a frase ficou confusa devido à falta de pontuação e à redundância. Tente ser mais direta: apresente o agente, a ação, o meio e a finalidade de forma bem marcada para garantir que todos os elementos da intervenção sejam contabilizados.

NOTA:

Ana Luísa, sua introdução apresenta um excelente repertório com o filme “Cidade de Deus” e uma tese bipartida clara, focada na negligência governamental e na fragilidade legislativa.

Para evoluir na Competência 1, atente-se a estes pontos gramaticais:

Acentuação: Faltaram acentos em palavras essenciais como “etnias“, “históricas“, “africanas” e “é” (verbo).

Sintaxe e Pontuação: No início, use “Na obra cinematográfica ‘Cidade de Deus’ (2002), observa-se que…” para evitar o erro de deixar o verbo sem sujeito. Além disso, coloque vírgula após o conectivo “Desse modo“.

Vocabulário: Evite a palavra “coisas“, substituindo-a por termos como “entraves” ou “obstáculos” para manter a formalidade.

NOTA:

Ana Luísa, sua introdução utiliza de forma produtiva o contexto histórico da Era Vargas para abordar a formação do mercado de trabalho e a exploração infantil. Sua tese está definida nos eixos da negligência governamental e da frágil fiscalização.

Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à ortografia e à clareza: você escreveu “infantil” como “ingantil” e “infelic” (provavelmente infeliz). Além disso, evite períodos excessivamente longos que dificultam a leitura. Na tese, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a omissão estatal no combate à informalidade e a ineficiência dos órgãos de fiscalização“.

O parágrafo apresenta contextualização histórica e recorte para a sociedade brasileira, mas carece de conectivos mais diversificados para ligar as ideias. Notei que você citou o Ministério da Educação, mas lembre-se de que a fiscalização do trabalho é atribuição primordial do Ministério do Trabalho.

NOTA:

Ana Luísa, ao analisar suas teses, percebo que você possui uma caligrafia excelente e uma organização impecável, o que valoriza muito a estética do seu texto e facilita a correção. Você demonstra um ótimo domínio da técnica de antecipação de argumentos, utilizando conectivos variados e palavras de juízo de valor fortes, como “lamentável” e “nefasto“.

Tese 1 (Exclusão Digital): Você seguiu perfeitamente o padrão sugerido, articulando a ausência de políticas voltadas ao letramento e a negligência governamental quanto à distribuição de rede.

Tese 2 (Trabalhadores Rurais): A estrutura está muito bem montada. Os eixos da desigualdade social e da ausência de políticas públicas aparecem de forma clara e crítica.

Tese 3 (Segurança Alimentar): Você manteve a qualidade, destacando a negligência governamental e a ausência de políticas públicas como fatores que geram efeitos infelizes na sociedade.

NOTA: