Luiz, ao analisar suas teses manuscritas, percebo que você compreendeu bem a técnica da tese bipartida, apresentando dois problemas distintos que servirão de guia para o seu desenvolvimento. Na primeira proposta, você identifica o racismo social como o primeiro entrave e a insuficiência educacional como o segundo, o que demonstra um excelente projeto de texto ao ligar causas estruturais a falhas institucionais. Já no segundo tema, utilizando o repertório de Maria Carolina de Jesus, você aponta o racismo histórico e a desigualdade social como os pilares da desvalorização cultural, mantendo a coerência com o contexto de exclusão da obra citada.
Embora os argumentos estejam claros, é importante refinar a escrita para evitar termos que possam soar como generalizações ou imprecisões gramaticais. Por exemplo, na primeira tese, você menciona “indivíduos negros” logo antes de falar em racismo social; para tornar a frase mais fluida e técnica, você poderia focar diretamente no processo de apagamento cultural. Além disso, observei que você escreveu “hierança” em vez de herança e “desafios” com uma grafia que pode ser confundida com “desafíos” ou “desafios” dependendo da pressa. Cuidado também para não repetir “desvalorização” se puder usar sinônimos como marginalização ou invisibilidade.
Uma sugestão de reescrita para a sua primeira tese, mantendo sua ideia original mas elevando o tom acadêmico, seria: Nesse cenário, são evidentes os desafios históricos e sociais que perpetuam o racismo estrutural no Brasil, o qual, somado à lacuna no ensino sobre o legado africano, dificulta a valorização dessa matriz cultural. Note que essa estrutura deixa os dois problemas — o racismo e a falha no ensino — milimetricamente separados por um elemento coesivo, facilitando a vida do corretor.