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Luiz Fellipe Silva Dias

Última atualização: 9 de abril de 2026

Sua introdução está muito bem construída e demonstra um excelente domínio do modelo ENEM. O uso de “Vidas Secas” é um repertório legitimado e foi articulado com perfeição para ilustrar a “defasagem do personagem Fabiano”, servindo de base para a problematização. Você apresentou uma tese bipartida clara e bem sinalizada ao final, focando na exclusão de indivíduos com baixo letramento e na inefetividade do sistema educacional.

Quanto à Competência 1, o ponto principal de atenção é a sintaxe da primeira frase. Ao escrever “Na obra ‘Vidas Secas’…, retrata a defasagem…”, o verbo “retrata” fica sem um sujeito gramatical, pois “Na obra” é um adjunto adverbial. Para ajustar a estrutura, o ideal seria escrever “A obra ‘Vidas Secas’… retrata” ou “Na obra ‘Vidas Secas’… retrata-se“. Além disso, certifique-se de que a palavra “educacional” na última linha e a palavra “soluções” (ou solução) no meio do texto estejam com a grafia bem nítida, para que o corretor não interprete como rasura ou erro de letra.

Sua Competência 4 está excelente, com o uso de conectivos variados como “Fora da ficção” e “Desse modo“, que garantem a progressão fluida das ideias. O projeto de texto está totalmente definido e pronto para um desenvolvimento de alto nível.

NOTA:

Sua introdução para o tema do racismo está muito bem estruturada, utilizando a canção “Preto Demais” de forma produtiva para expor o racismo enraizado na sociedade. Você conseguiu cumprir as etapas de contextualização e apresentação da tese, focando na falta de políticas públicas e na desigualdade racial, o que demonstra um projeto de texto sólido.

Para refinar a nota na Competência 1, ajuste a grafia de “enraizado”, que deve ser escrita com “z”, e revise a acentuação de palavras como “públicas”. Além disso, tente evitar a redundância de terminar a tese com “diante deste contexto”, preferindo uma finalização mais incisiva como “fatores que perpetuam a exclusão”. O uso dos conectivos “Fora da esfera artística” e “Dessa forma” foi excelente e garantiu a fluidez necessária entre as ideias.

NOTA:

Luiz, ao analisar suas teses manuscritas, percebo que você compreendeu bem a técnica da tese bipartida, apresentando dois problemas distintos que servirão de guia para o seu desenvolvimento. Na primeira proposta, você identifica o racismo social como o primeiro entrave e a insuficiência educacional como o segundo, o que demonstra um excelente projeto de texto ao ligar causas estruturais a falhas institucionais. Já no segundo tema, utilizando o repertório de Maria Carolina de Jesus, você aponta o racismo histórico e a desigualdade social como os pilares da desvalorização cultural, mantendo a coerência com o contexto de exclusão da obra citada.

Embora os argumentos estejam claros, é importante refinar a escrita para evitar termos que possam soar como generalizações ou imprecisões gramaticais. Por exemplo, na primeira tese, você menciona “indivíduos negros” logo antes de falar em racismo social; para tornar a frase mais fluida e técnica, você poderia focar diretamente no processo de apagamento cultural. Além disso, observei que você escreveu “hierança” em vez de herança e “desafios” com uma grafia que pode ser confundida com “desafíos” ou “desafios” dependendo da pressa. Cuidado também para não repetir “desvalorização” se puder usar sinônimos como marginalização ou invisibilidade.

Uma sugestão de reescrita para a sua primeira tese, mantendo sua ideia original mas elevando o tom acadêmico, seria: Nesse cenário, são evidentes os desafios históricos e sociais que perpetuam o racismo estrutural no Brasil, o qual, somado à lacuna no ensino sobre o legado africano, dificulta a valorização dessa matriz cultural. Note que essa estrutura deixa os dois problemas — o racismo e a falha no ensino — milimetricamente separados por um elemento coesivo, facilitando a vida do corretor.

NOTA: