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Maria Fernanda Lamounier

Última atualização: 8 de abril de 2026

Maria Fernanda, sua introdução está excelente e demonstra um domínio técnico de alto nível. A escolha de “Vidas Secas” é extremamente produtiva, pois a figura de Fabiano personifica com precisão as barreiras sociais impostas pelo analfabetismo funcional. Você conseguiu conectar o repertório à realidade atual de forma fluida, apresentando uma tese bipartida muito clara focada nas políticas públicas ineficazes e nas lacunas no sistema educacional.

A palavra “século” precisa de acento agudo. Seu vocabulário é preciso e sofisticado, com o uso correto de termos como “debelados” e “hodierno“, e a coesão entre os períodos está impecável.

NOTA:

Maria Fernanda, sua introdução está excelente e demonstra um vocabulário muito refinado. O uso da obra “O Mestiço”, de Cândido Portinari, é um repertório legitimado e muito bem articulado com a tese de que o racismo está “cristalizado” e “enraizado” no Brasil. Sua tese bipartida está clara, focando na fragilidade estatal e na falta de políticas de ação afirmativa.

Para alcançar a nota máxima, atente-se a alguns detalhes de norma culta (Competência 1): Concordância: No início, você escreveu “A obra expressionisto“; o correto é “expressionista” (adjetivo uniforme para masculino e feminino). Acentuação e Grafia: O nome do autor é Cândido (com acento circunflexo). Além disso, em “não obstante aos esforços“, a regência da locução “não obstante” geralmente dispensa a preposição “a”, ficando apenas “não obstante os esforços“.

 No trecho final, a concordância de “enraizado” deveria ser no feminino (enraizada) para concordar com “discriminação racial”. Sua coesão é um ponto forte, com o uso de conectivos sofisticados como “Não obstante” e “Nesse cenário“. O projeto de texto está muito bem definido.

NOTA:

Maria Fernanda, suas teses estão excelentes e cumprem rigorosamente a estrutura bipartida necessária para um bom projeto de texto. Na primeira, você identifica com precisão a inoperância do Estado e as falhas no sistema educacional, conectando-as ao apagamento dos saberes afro-brasileiros. Na segunda, você articula muito bem o machismo estrutural e o descaso estatal, fundamentando a visão patriarcal que invisibiliza o trabalho de cuidado.

Em relação à escrita, sua letra é legível e o vocabulário é sofisticado, como no uso de “inibem” e “conjuntura”. Apenas atente-se para manter a acentuação sempre nítida, especialmente em palavras como “padrão” ou “estatal” se houver pressa. Uma sugestão de reescrita para tornar sua primeira tese ainda mais fluida seria: Nesse cenário, são evidentes os desafios decorrentes da inoperância estatal em mitigar disparidades históricas, aliados às lacunas do sistema de ensino que negligenciam o legado cultural afro-brasileiro.

NOTA: