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Maria Eduarda Maia

Última atualização: 30 de agosto de 2026

Maria Eduarda, o que mais chama atenção aqui é a maturidade na escolha da base jurídica — abrir com a Constituição Federal de 1988 para definir patrimônio material e imaterial já entrega uma tese bem amarrada, com dois problemas nítidos: falta de investimento e falta de conscientização social. Só cuidado com a vírgula entre sujeito e verbo logo na primeira linha (“A Constituição Federal de 1988, reconhece”): essa pausa não deveria existir.

O D1 é o ponto mais forte do texto: o incêndio do Museu Nacional em 2018 funciona como repertório legitimado de verdade, porque você não só cita o fato, mas explica a perda para a história e a ciência brasileiras. O D2, em contrapartida, fica só na reflexão sociológica sobre desvalorização cultural, sem trazer uma voz de autoridade que sustente o argumento. Um pensador ou dado ajudaria a equilibrar com o parágrafo anterior:

Nesse sentido, o antropólogo Néstor García Canclini já alertava que, em sociedades marcadas pela lógica do consumo, bens simbólicos sem valor de mercado tendem à invisibilidade — o que explica por que festas populares e saberes tradicionais são frequentemente relegados a segundo plano.

A conclusão é robusta: dois agentes (Ministério da Cultura e Ministério da Educação), ação, meio e efeito bem encadeados. Falta só fechar o ciclo retomando a ideia da Constituição de 1988 lá do início:

Somente assim o reconhecimento jurídico previsto desde 1988 deixará de ser letra morta e se traduzirá em preservação efetiva da identidade brasileira.

Um deslize pontual: “conservação da memória Nacional” não deveria ter maiúscula, já que não é nome próprio ali.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 160
Competência 3 – 200
Competência 4 – 180
Competência 5 – 160

Com um repertório mais forte no D2 e o fechamento circular, essa redação chega tranquilamente na casa dos 880-900.

NOTA
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NOTA:

Maria Eduarda, seus dois parágrafos argumentativos estão muito bem construídos! No P1, você abriu retomando a negligência estatal anunciada na introdução e trouxe a Revolta da Vacina (1904) como repertório histórico produtivo, articulando com maestria o passado ao presente por meio de “De modo semelhante, na atualidade…”. No P2, o uso de O Cortiço, de Aluísio Azevedo, foi certeiro para discutir insalubridade e proliferação de doenças, e você fechou mostrando a consequência (sobrecarga do SUS) sobre a parcela vulnerável — exatamente o esperado.

Só um ajuste de estilo: evite o termo “baixa renda” no fim do P2. Reescreva assim: “…atingindo principalmente as classes menos abastadas da sociedade.” Ganha peso e formalidade. Fique atenta também à legibilidade de algumas palavras, para não gerar dúvida ao corretor.

No mais, os quatro movimentos estão presentes e bem coesos. Excelente trabalho, continue nesse ritmo!

NOTA:

No parágrafo argumentativo, o repertório de Zygmunt Bauman sobre a sociedade de consumo está bem aproveitado e a relação com a realidade brasileira aparece nas consequências (transtornos alimentares, ansiedade, baixa autoestima). Ótimo caminho!

Dois ajustes importantes: o trecho “Consequentemente, observa-se o aumento de transtornos alimentares, de ansiedade e da baixa autoestima” funciona bem como consequência, mas falta indicar que esse impacto recai especialmente sobre a parcela mais vulnerável da sociedade — mulheres periféricas, por exemplo, que têm menos acesso a suporte psicológico.

NOTA:

Maria Eduarda Maia, você demonstra um excelente domínio da estrutura dissertativa e utiliza conectivos de forma muito eficaz para garantir a coesão do texto. No que diz respeito aos elementos fundamentais da sua proposta de intervenção, notei que você apresentou agentes muito bem definidos, como o Ministério da Saúde e o Governo Federal, e ações pertinentes ao problema.

Atenção com a acentuação gráfica das palavras “Ministério, inteligência, através”, por exemplo.

NOTA: