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Júlia Maia de Medeiros

Última atualização: 29 de maio de 2026

Gília, seu parágrafo argumentativo tem uma estrutura em desenvolvimento. A progressão temática é boa, partindo de uma tese clara para a exemplificação. O repertório mobilizado, com Tarsila do Amaral e o Movimento Antropofágico, é pertinente, mas seu uso poderia ser mais produtivo, aprofundando a análise de como as obras efetivamente criticam a desigualdade. Contudo, há desvios gramaticais e estruturais que comprometem a clareza, como o truncamento de períodos — a frase iniciada com “pinturas” está sem verbo, por exemplo. A coesão entre as frases também precisa ser aprimorada para garantir a fluidez do texto.

Nas próximas atividades, procure desenvolver mais o seu parágrafo, apresentando exemplos, fatos, opiniões e dados sobre o assunto. Veja o modelo:

Diante desse cenário, nota-se que a dificultosa promoção de um futuro digno à terceira idade advém de um processo de desenvolvimento nacional pautado na exclusão socioespacial. Isso pode ser constatado, de forma evidente, pois o país, desde o período do Brasil Colônia, foi construído por práticas violentas (como a promulgação da Lei dos Sexagenários), as quais visavam à marginalização de escravizados com mais de 60 anos em detrimento da inserção respeitosa dessa parcela da população no cotidiano brasileiro. Nesse sentido, essa atitude segregacionista mascara, há gerações, a necessidade de reverter esse revés e naturaliza, nos dias atuais, o silenciamento desenfreado dos idosos, produzindo culturalmente a ideia de inferioridade desse grupo. Assim, torna-se inegável o contínuo retrocesso da nação a cerca do reconhecimento da velhice como importante e inevitável, à medida que a manutenção de raízes históricas degradantes existe.

NOTA: