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Arthur Silva Guimarães

Última atualização: 21 de maio de 2026

Arthur, seu parágrafo apresenta uma argumentação muito bem construída, com uma estrutura sólida e coerente. A organização das ideias é excelente, com uma progressão temática que flui naturalmente do tópico frasal à conclusão. O repertório sociocultural é utilizado de forma produtiva e sofisticada, articulando criticamente a obra de Tarsila do Amaral e o filme “Cidade de Deus” para sustentar seu ponto de vista sobre a marginalização urbana. A coesão textual é um destaque, com o uso preciso de conectivos. Há apenas um pequeno deslize na construção sintática da frase final, mas que não prejudica a clareza geral. Ótimo trabalho.

NOTA:

Arthur, seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura lógica muito bem definida e um vocabulário sofisticado, iniciando com a identificação clara da “inércia governamental” como o problema central. A articulação entre os repertórios socioculturais — Graciliano Ramos e Portinari — foi feita de maneira pertinente, reforçando a gravidade da insegurança alimentar por meio de diferentes linguagens artísticas. O uso de conectivos como “Desse modo”, “Nesse prisma” e “Assim” garante uma fluidez impecável ao texto.

O fechamento é assertivo ao retomar a falta do “olhar estatal” e apontar as camadas sociais mais atingidas, embora pudesse ser ainda mais potente se finalizasse com uma consequência crítica sobre o futuro dessa população ou a negação de sua cidadania.

NOTA:

Arthur Guimarães, suas atividades estão excelentes! Você demonstra uma ótima habilidade em detalhar os agentes (como ao definir o Ministério da Educação como “órgão responsável pela transmissão do conhecimento fundamental”) e em utilizar conectivos variados como “Destarte”, “Além disso” e “Nesse modo”.

No entanto, atenção com a estética da letra: tente passar a limpo com mais tranquilidade. Embora isso não conte diretamente na pontuação, uma caligrafia mais nítida ajuda muito na apresentação geral do texto e evita que o corretor sinta dificuldade em ler palavras importantes.

NOTA:

Arthur Silva, sua introdução utiliza de forma produtiva o filme “Cidade de Deus” para contextualizar a exclusão social e o trabalho infantil. Sua tese bipartida está bem construída nos eixos do descaso estatal e da normalização do trabalho precoce.

Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à regência e ao uso da crase: em “devido à necessidade“, o acento grave é obrigatório; em “ligadas à problemática“, também (você escreveu “ligados”, mas o termo deve concordar com “adversidades”). Além disso, cuidado com a grafia de “contemporâneo” e “estatal“. Na tese, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a negligência estatal e a naturalização laboral na infância“.

O parágrafo apresenta todos os elementos fundamentais: repertório cinematográfico, conectivos (“Ao transpor”, “Desse modo”), recorte para o Brasil contemporâneo e problemas definidos para o desenvolvimento.

NOTA:

Arthur Silva Guimarães, sua introdução apresenta um excelente domínio da estrutura exigida para o ENEM, articulando a obra literária “Vidas Secas” de forma muito pertinente para contextualizar como a dificuldade de acesso à educação prolifera o iletrismo. Sua tese bipartida está claramente definida nos eixos da inércia estatal e da profunda desigualdade social.

Para elevar a formalidade e garantir a impessoalidade no fechamento do seu parágrafo, atente-se a um ajuste técnico importante:

Impessoalidade na Tese: No trecho final, você escreveu “denota-se que tal estorno é decorrente da”. Além de o termo “estorno” estar fora de contexto (o ideal seria “entrave” ou “problemática”), para manter o rigor formal e a clareza do projeto de texto, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a inércia estatal e a profunda desigualdade social na nação”.

NOTA:

Arthur Guimarães, sua atividade demonstra boa compreensão da estrutura da tese bipartida, pois você apresenta dois problemas em cada tema e mantém relação direta com as propostas. No primeiro tema, aparecem a negligência estatal e a falha educacional na valorização da cultura afro-brasileira; no segundo, a invisibilidade das atividades femininas e a naturalização das jornadas excessivas de trabalho. A única sugestão, se você me permite, é tentar caprichar mais na letra.

NOTA: