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Gabriel Augusto Silva

Última atualização: 30 de agosto de 2026

Gabriel, bora começar pelo detalhe que mais salta aos olhos: a Constituição de 88 trata do patrimônio cultural no artigo 216, não 276 — provavelmente uma troca de números na hora de escrever rápido, mas vale conferir esse tipo de dado antes da prova, porque repertório impreciso pesa menos que repertório errado.

Fora isso, a introdução está redonda: contextualização legal, conectivo Entretanto amarrando o segundo período, e uma tese que já entrega os dois problemas (negligência do poder público e falta de conscientização) exatamente como a estrutura pede.

O D1 tem um problema estrutural que os outros blocos não têm: falta repertório legitimado. Você argumenta bem sobre atuação insuficiente do Estado e crescimento urbano desordenado, mas é só lógica argumentativa, sem uma voz de autoridade sustentando o parágrafo — diferente do D2, que traz a UNESCO com function bem explicada. Um exemplo de como fechar esse gap:

Nesse cenário, o IPHAN já apontou que milhares de bens tombados no Brasil carecem de recursos básicos de manutenção, evidenciando a fragilidade da política de preservação nacional.

Na linha 18 tem uma rasura visível (“deve”/”espaços” reescritos) — não atrapalha a leitura, então não penalizo por isso.

A conclusão é o ponto mais forte do texto: dois agentes (Governo Federal e Ministério da Educação), ação clara, meio bem introduzido por por meio de e a fim de, detalhamento com as visitas a museus, e ainda fecha retomando a ideia de memória e patrimônio da introdução. Muito bem construída.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 160
Competência 3 – 160
Competência 4 – 160
Competência 5 – 200

O que separa esse texto de uma nota ainda maior é basicamente o repertório do D1, resolvendo isso, a redação sobe de patamar.

NOTA
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NOTA:

Gabriel, sua redação sobre o analfabetismo funcional está bem estruturada, com tese clara já na introdução e dois argumentos que se conectam bem à proposta. Na C1, o domínio da escrita é bom, com desvios pontuais (como “constituintes” grafado sem problema, mas atenção a “insufucientes” e à ausência de alguns acentos, como em “critico”); nada que prejudique a leitura. Na C2, você trouxe repertório pertinente — Paulo Freire — mas ele aparece mais citado do que articulado; poderia explicar melhor por que a pedagogia freiriana se relaciona à falta de infraestrutura escolar. Nas C3 e C4, a progressão é coerente e os parágrafos dialogam entre si, com bons conectivos como “nesse contexto” e “além disso”; o segundo argumento (hábito de leitura) fica um pouco solto por não retomar diretamente a tese da desigualdade educacional. Na C5, a proposta de intervenção é completa: tem agente (Ministério da Educação), ação, meio (capacitação e distribuição de materiais) e efeito, faltando apenas um detalhamento mais específico de como seria essa capacitação. Uma pequena melhoria de forma: evite “no entanto” logo após “de acordo com”, que gera leve quebra na fluidez. No geral, é uma redação sólida e organizada, faltando só aprofundar um pouco mais o repertório para ganhar ainda mais força argumentativa!

Competência 1: 160
Competência 2: 160
Competência 3: 180
Competência 4: 180
Competência 5: 160

NOTA
0

Gabriel, seus dois parágrafos argumentativos estão muito bem construídos! No primeiro, você fez uma abertura clara retomando a negligência estatal (ligada ao P1 da introdução) e mobilizou um repertório produtivo com “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo, articulando a metáfora do cortiço com as habitações precárias atuais. No segundo, o uso da “Revolta da Vacina” e a figura de Oswaldo Cruz mostram domínio histórico e conectam bem com o adoecimento das populações vulneráveis (P2). O conectivo “Ademais” garante boa progressão entre os blocos.

Alguns ajustes: cuide da concordância em “mostra um romance” — o correto seria “mostra-se um romance” ou “apresenta“. Atenção também a “puseram na margem”, que ficou estranho; reveja a costura da frase.

No fechamento do 2º parágrafo, ótimo uso de “conclui-se que”, amarrando o problema à realidade contemporânea. Nice demais!

NOTA:

Você organizou muito bem a introdução (só esqueceu do espaço de parágrafo), apresentando a Constituição como repertório e definindo claramente os dois problemas que vai abordar: a negligência governamental e a falha educacional. Eu não gosto muito do conectivo “com isso” – talvez fosse possível usar um mais formal e aproveitar para não usar o termo “baixa renda”

“Desse modo, tais grupos marginalizados e em situação de vulnerabilidade social…”

Atente-se à acentuação de palavras como “econômica”, “mínima” e “miséria”, que apareceram sem o acento. Para o fechamento do parágrafo, experimente algo mais direto e formal. Por exemplo: “Ademais, no Brasil odierno, essa dinâmica leva as parcelas mais vulneráveis da sociedade a comprometerem seus recursos em jogos virtuais, intensificando um ciclo de miséria.”

Sua base é muito boa, continue praticando esses ajustes!

NOTA:

Gabriel, seu parágrafo argumentativo possui uma estrutura inicial sólida, com um tópico frasal bem definido. Contudo, a progressão temática se torna confusa à medida que avança. O repertório sociocultural (a música do Skank) é apresentado, mas sua articulação com a tese é pouco produtiva, funcionando mais como uma exposição do que como um pilar para a argumentação.

O maior problema reside no encerramento, que apresenta um truncamento sintático: uma única e longa frase tenta conectar diversas consequências (exclusão, direitos, alfabetização) sem a devida coesão e clareza, prejudicando a defesa do ponto de vista. Atenção a desvios como “desgatada” (desgastada) e “baixo taxa” (baixa taxa).

NOTA:

Gabriel, você demonstra uma excelente capacidade de organizar o pensamento e utilizar agentes pertinentes, como o Governo Federal e o Ministério da Saúde. No entanto, é preciso atenção a alguns pontos estruturais e formais.

Na sua segunda proposta dentro da primeira atividade, você mencionou a ação do Ministério dos Povos Indígenas, mas não apresentou a finalidade (o “para quê”). Lembre-se de que toda intervenção precisa dizer qual o objetivo final daquela ação específica. Além disso, muita atenção com a acentuação gráfica em palavras como “política”, “públicas” e “ética”. Como sua letra é muito pequena, a acentuação precisa ser mais forte e nítida; caso contrário, o corretor pode considerar que o acento não existe.

NOTA:

Gabriel Augusto, sua introdução apresenta um recorte histórico pertinente ao citar o Brasil Colônia, estabelecendo uma base para discutir a invisibilização das matrizes africanas. Sua tese bipartida está clara ao apontar a negligência governamental (que você chamou de negligência nacional) e a fragilidade legislativa como os entraves principais.

Para elevar sua nota na Competência 1, atente-se à precisão vocabular e à gramática. No início, a expressão “espalhou diversas etnias” não é a mais adequada para descrever o processo de diáspora forçada; prefira termos como “trouxe compulsoriamente” ou “deu início à diáspora de”. Há também erros de acentuação e concordância importantes: o correto é “século XVI” (com acento), “democratização histórica africano-brasileira” (ajuste o gênero) e a necessidade de crase em “junta à fragilidade legislativa“.

Evite repetições próximas da palavra “nacional” para não empobrecer o vocabulário. Você demonstrou ter um excelente planejamento nas anotações de rodapé, citando Castro Alves e Racionais MC’s; tente incorporar esses repertórios artísticos diretamente na introdução para torná-la ainda mais legitimada e produtiva perante a banca.

NOTA:

Gabriel, sua introdução utiliza de forma produtiva o filme “Capitães da Areia” para contextualizar a exclusão social e o trabalho precoce. Sua tese bipartida foca na lacuna governamental e na lacuna educacional.

Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à gramática: em “substituída pelo mercado“, o termo concorda com “infância” (feminino); em “À vista desse conceito“, o acento grave (crase) é obrigatório. Além disso, evite repetir excessivamente a expressão “se perceber” (usada três vezes). Na tese, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a inoperância estatal e o déficit educacional no combate à exploração infantil“.

O parágrafo apresenta todos os elementos fundamentais: repertório legitimado, conectivos (“Nesse contexto”, “À vista desse conceito”), recorte para o Brasil contemporâneo e problemas definidos.

NOTA:

Gabriel Augusto, ao analisar suas teses, percebo que você demonstra um excelente domínio da estrutura exigida para o “Projeto de Texto”, com uma caligrafia muito clara e organizada. Você utiliza palavras de juízo de valor de forma precisa e conectivos que garantem uma ótima fluidez técnica.

Para elevar ainda mais o nível do seu texto e buscar a nota máxima na Competência 3, deixo duas dicas pontuais:

Aprofundamento Vocabular: Na Tese 2, você usou “não ajudando a valorizar”. Para dar mais força argumentativa, você poderia usar termos como “negligenciam o reconhecimento”.

“Portanto, devido a diversas complexidades no Brasil hodierno — como a desigualdade social e a negligência governamental —, o acesso à ‘alimentação segura’ é negada à população.”

NOTA:

Gabriel, a contextualização já estava pronta, bastando realizar a tese. Nessa atividade o objetivo era continuar a introdução adicionando a problematização.

Para refinar a construção da tese, procure apresentar os dois problemas de forma mais objetiva e ligados por um conectivo, facilitando a identificação da estrutura argumentativa.

Nesse cenário, a valorização da herança africana no Brasil é dificultada pela permanência de desigualdades sociais herdadas do período escravocrata, bem como pela insuficiência de políticas públicas voltadas ao reconhecimento da cultura afro-brasileira.”

Assim, a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil decorre da persistência de preconceitos de gênero na sociedade, bem como da sobrecarga gerada pela dupla jornada de trabalho enfrentada por muitas mulheres.

NOTA: