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Lorena Rodrigues de Oliveira

Última atualização: 7 de outubro de 2026

Lorena, que ótima escolha de repertório para começar! A pintura “Herança” de Munch é muito original e você a conectou de forma excelente com a realidade brasileira, já deixando clara sua tese sobre a falta de conhecimento e a negligência governamental. A estrutura da sua introdução está certinha.

Seus parágrafos de desenvolvimento defendem bem os dois problemas que você apontou. O uso da série “Sex Education” foi uma boa escolha para discutir a educação sexual deficiente. No segundo argumento, a crítica à ineficácia do Ministério da Saúde e do SUS é pertinente, mas a construção “mortal de contaminação” soou um pouco estranha. Uma pequena mudança deixaria a ideia mais clara:

…evidenciando ainda mais um cenário deficiente de informação que resulta em maior mortalidade por contaminação.

Sua proposta de intervenção na conclusão está excelente, um dos pontos altos do texto. Você apresentou todos os cinco elementos de forma clara, com destaque para o detalhamento do agente (“como órgão de instância máxima”) e o fechamento circular, que retoma a obra de arte da introdução. Isso mostra um ótimo planejamento de texto.

O ponto que mais precisa de atenção é a Competência 1. Notei alguns desvios recorrentes de norma culta, como a grafia de “conscientização” (escrita como “concientização”), a falta de acento em “órgão” e a ausência de crase em “visitas às casas” e “trazer à tona”. A concordância verbal em “nota-se os principais alicerces” também precisa de ajuste (o correto seria “notam-se”).

Seu texto já está em um nível muito alto. Agora é manter esse padrão até o dia do Enem.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 200
Competência 3 – 200
Competência 4 – 200
Competência 5 – 200

NOTA
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NOTA:

Lorena, a primeira coisa que salta aos olhos é a transposição de Vidas Secas para o tema — você não larga a citação solta, liga Fabiano diretamente à negação da paternidade hoje, e isso já entrega repertório produtivo desde a abertura. Só um cuidado: “retrata em sua obra” repete a palavra “obra” que você já usou na frase anterior; um ajuste simples resolve:

A obra literária Vidas Secas, do modernista Graciliano Ramos, retrata a triste vida do vaqueiro Fabiano, que durante a narrativa pensa em abandonar sua família diante das dificuldades da seca do sertão.

O D1 está redondo: o repertório da novela Por você entra bem encaixado e você faz a ponte com a realidade da mãe solo, não só cita. Um deslize pontual de acentuação: “os filhos tem” precisa de circunflexo — “têm”.

O D2, por outro lado, é o parágrafo mais frágil do texto: além de mais curto que o D1, não traz nenhum repertório legitimado — fica só na constatação. E a frase final quebra a estrutura sintática, faltando um verbo que amarre a ideia:

Entretanto, na maioria das vezes, a obrigação financeira é transferida para a criança, o que institui o trabalho infantil precoce, enquanto a sobrecarga emocional advinda da necessidade de levar o sustento para casa destrói ainda mais o seu quadro psicológico.

Na conclusão, a proposta está completa — agente, ação, meio e detalhamento aparecem todos, com o programa “Você não está só” bem desenvolvido. Mas alguns deslizes de regência e crase pedem atenção: “implementar aos cartórios” e “apoio […] à mulheres” (sem artigo definido, não cabe crase) devem virar algo como:

o Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, deve implementar nos cartórios de registro civil o programa, que consiste no apoio financeiro e psicológico a mulheres que foram deixadas…

Vale também trocar “onde aquela mãe” por “em que aquela mãe” (onde é para lugar físico) e ajustar a concordância final: “se efetivadas, tais medidas irão reduzir o mal causado pelo abandono parental”. Um retorno final a Fabiano ou a Vidas Secas fecharia o texto com mais unidade.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 160
Competência 3 – 200
Competência 4 – 160
Competência 5 – 200

Boa base de repertório e proposta bem construída — o próximo passo é revisar regência e crase com mais calma antes de passar a limpo.

NOTA
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NOTA:

Competência 1 (Domínio da norma culta): 160 pontos O texto demonstra excelente estrutura sintática e boa fluidez de leitura. Apresenta poucos desvios gramaticais e de pontuação (como a ausência de crase em “pode ser comparada a contemporaneidade” na l.3-4 e pequenos deslizes de acentuação/concordância em pontos isolados).

Competência 2 (Compreensão do tema e repertório): 200 pontos Desenvolve o tema de forma completa, discutindo os impactos das escalas exaustivas na qualidade de vida do trabalhador. Mobiliza repertório sociocultural legitimado e muito produtivo, conectando perfeitamente a obra Operários, de Tarsila do Amaral, a referência cinematográfica Que Horas Ela Volta? e a Constituição de 1988 ao longo de todo o texto.

Competência 3 (Projeto de texto e argumentação): 200 pontos Apresenta projeto de texto claro e bem estruturado. Na introdução, antecipa a tese abordando a pressão dos contratantes e a negligência estatal, e desenvolve ambos os aspectos de maneira consistente e progressiva nos parágrafos de desenvolvimento.

Competência 4 (Mecanismos linguísticos/Coesão): 200 pontos Demonstra excelente domínio dos recursos coesivos. Utiliza diversificados operadores argumentativos para interligar os parágrafos (“Sob esse viés”, “Nesse cenário”, “Além disso”, “Logo”) e recursos referenciais adequados dentro dos períodos.

Competência 5 (Proposta de intervenção): 200 pontos Apresenta proposta completa contendo todos os 5 elementos obrigatórios: agente (Governo em parceria com o Ministério da Saúde), ação (implementar projetos para preservação da saúde mental), meio/modo (por meio de acompanhamento psicológico), detalhamento e efeito (melhorar a produtividade e a convivência). Respeita integralmente os direitos humanos.

NOTA
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Lorena, gostei bastante do seu trabalho! Você trouxe repertórios muito produtivos: a Revolta da Vacina (1904) no primeiro argumento e a canção “Alagados” dos Paralamas do Sucesso no segundo, ambos muito bem articulados com a tese sobre a negligência estatal e conectados ao Brasil contemporâneo. Os quatro movimentos aparecem, e o fechamento das consequências mira a população vulnerável, exatamente como pede o ENEM.

Só não curti muito a repetição de negligência no final do segundo argumento.

NOTA:

Lorena, que introdução bem construída! O repertório da canção “Ai, que saudades da Amélia” está bem articulado, a relação com o Brasil contemporâneo aparece com clareza, e os dois problemas (P1: mercantilização dos padrões de beleza; P2: adoecimento mental e físico) estão destacados em negrito — ótima escolha visual e estrutural.

No parágrafo argumentativo, o repertório de *A Hora da Estrela* é legítimo e produtivo. Porém, o movimento de consequências ficou fraco: você descreve Macabéa, mas não fecha com o impacto explícito na parcela mais vulnerável da sociedade brasileira atual. Falta esse elo entre o repertório e o Brasil de hoje.

Sugestão de fechamento: *”…consolidando um pensamento crítico enraizado de si, o que evidencia como a imposição de padrões estéticos afeta de forma desproporcional as classes menos abastadas, privadas de suporte psicológico adequado.”*

Na conclusão, atenção à palavra “automedicações” — parece haver rasura; revise para garantir clareza ao corretor. O verbo “mitigando” no início de período cria um truncamento; prefira: *”Assim, mitiga-se a crescente pressão…”*

Você está no caminho certo — ajuste o fechamento do argumento e sua redação ganha muito mais força!

NOTA:

Parabéns pelo bom uso dos repertórios – tanto a obra “Operários” de Tarsila do Amaral quanto a Lei do Superendividamento foram bem relacionados ao texto.

Vamos a alguns pontos de melhoria. Atenção a dois desvios gramaticais importantes: a concordância em “nota-se as mesmas necessidades” e a falta de crase em “devido à divulgação” e “relacionados à ausência”. Para corrigir a concordância, você poderia reescrever o trecho assim: “notam-se as mesmas necessidades básicas do trabalhador…” ou “nota-se que as mesmas necessidades…”. A primeira opção é mais direta e elegante.

Lorena, analisando o fechamento do seu texto na linha 14, quando você escreveu: “Por conseguinte, gerando uma situação ainda mais vulnerável e miserável”, o gerúndio “gerando” acabou ficando um pouco solto na estrutura da frase. Para enriquecer a sua argumentação e dar mais força ao encerramento, seria muito interessante mencionar explicitamente as classes que sofrem diretamente com esse impacto, o que evita o verbo solto e aprofunda a sua crítica social.

Veja como podemos reestruturar esse final: Por conseguinte, esse fenômeno social lamentável gera uma situação de maior vulnerabilidade e agrava as misérias projetadas às classes menos abastadas, fragilizadas e cooptadas de maneira perversa pelo sistema de marketing agressivo dos cassinos online, resultando em problemas psicológicos profundos que adoecem a sociedade brasileira.

NOTA:

Lorena, fiquei com uma pontinha de dúvida em um trecho. Você utilizou o poema “Canção do Exílio” de maneira correta e apresentou o autor direitinho, como combinamos em sala de aula. Mas, quando você diz que o poema “introduz a literatura”, parece que falta um complemento: com qual intenção? Talvez ficasse mais completo dizer que ele introduz a literatura com a intenção de estabelecer — ou na tentativa de se estabelecer — um marco patrimonial, histórico e cultural brasileiro.

Depois disso, você entraria com o conectivo de oposição da mesma maneira que fez, e que, por sinal, ficou muito legal: “Para além da literatura, contudo, no tecido nacional…” e assim por diante.

Só atenção a dois detalhes estruturais: há um erro de crase no trecho “devido à falta de reconhecimento do patrimônio” e algumas vírgulas que foram usadas de maneira incorreta, mas nada grave. Fora isso, o restante do parágrafo está bem desenvolvido!

NOTA:

Lorena, seu parágrafo argumentativo possui uma estrutura sólida e uma progressão temática bem definida. A organização das ideias está excelente, partindo da tese da inoperância estatal, passando por um repertório cultural e contrastando-o com a realidade concreta do país. O uso da música do Skank é produtivo, pois você articula a letra com a construção do argumento sobre pertencimento, demonstrando marcas de autoria. Contudo, atente-se a desvios gramaticais importantes: o correto é “traz” (verbo trazer) e não “trás”. A expressão “onde uma vez que” é redundante e prejudica a coesão.

NOTA:

Lorena Rodrigues, suas propostas são muito bem fundamentadas e você demonstra uma excelente habilidade em conectar o fechamento do texto com repertórios literários, como o poema “Erro de Português” e a “Teoria do Traste”. Isso enriquece muito a sua conclusão!

A primeira atividade está excelente; já a segunda poderia ser melhor desenvolvida – evitando a repetição de “conscientização – conscientizar” (atenção também para a ortografia).

[…] um projeto pedagógico educacional voltado à saúde mental nas instituições de ensino brasileiras. Tal medida deve ocorrer por meio da revisão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a inclusão de competências socioemocionais, aliada à promoção de palestras e oficinas ministradas por psicólogos especializados. Esse projeto tem a finalidade de desconstruir o preconceito histórico e garantir que os estudantes desenvolvam empatia e busquem auxílio precocemente. Dessa forma, será possível superar o estigma associado às doenças mentais e construir uma sociedade verdadeiramente acolhedora.

NOTA:

Lorena, suas introduções estão muito bem estruturadas e demonstram um domínio sólido do modelo ENEM. Você utilizou repertórios muito pertinentes, como a frase clássica de Simone de Beauvoir e o Movimento Modernista de 1922, conectando-os com precisão aos desafios da contemporaneidade. Suas teses bipartidas são claras e bem definidas, apontando problemas como a falta de fiscalizações estatais, a precarização educacional e a negligência governamental.

Para elevar ainda mais o nível do seu texto, atente-se a alguns detalhes de Competência 1:

  • Ortografia e Acentuação: Cuidado com a grafia de “invisibiliza” (você escreveu com um ‘a’ extra em um momento) e mantenha a atenção aos acentos em palavras como “histórico-cultural”.

  • Pontuação: No segundo texto, a vírgula após “reparação histórico-cultural” ajuda na fluidez, mas evite separar o sujeito do predicado.

  • Vocabulário: Você demonstra um bom léxico, mas tente evitar repetir “enfrenta diversos desafios” em ambos os temas; use sinônimos como “perpetua entraves” ou “vivencia obstáculos”.

Suas introduções cumprem todos os requisitos: repertório legitimado, conectivos adequados e tese com dois problemas. Continue mantendo essa organização e o foco na clareza.

NOTA:

Sua introdução utiliza de forma produtiva a obra “Que Horas Ela Volta?” para contextualizar como a pobreza condiciona trajetórias de trabalho precoces, estabelecendo uma conexão clara entre a sétima arte e a realidade brasileira. Sua tese bipartida está bem definida nos eixos da massante desigualdade social e da falta de fiscalização dos ambientes laborais, o que garante um projeto de texto sólido para o desenvolvimento.

A substituição de termos genéricos qualifica o seu texto, por isso, conforme a orientação para o grupo, prefira utilizar a expressão indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica para descrever o perfil daqueles que são empurrados ao mercado de trabalho antes da idade permitida. Para elevar a nota na Competência 1, é necessário ter atenção rigorosa à ortografia de palavras como adolescentes (você escreveu “adolecêntes”) e à acentuação em trajetórias. Além disso, evite o uso de “onde” para se referir a situações abstratas; prefira utilizar no qual ou em que.

Na estrutura da tese, prefira sempre a construção direta para facilitar a leitura do corretor, como em nota-se dois grandes problemas: a profunda disparidade socioeconômica e a ineficiência estatal na fiscalização do labor infantil. O parágrafo cumpre os requisitos do modelo ENEM, apresentando repertório legitimado, conectivos como De maneira análoga e Diante desse cenário, além de um recorte temporal para a atualidade.

NOTA:

Lorena Rodrigues de Oliveira, sua introdução apresenta um excelente domínio da estrutura exigida para o ENEM ao utilizar o filme “Central do Brasil” para contextualizar a segregação social pautada pelo analfabetismo. Sua tese bipartida está claramente definida nos eixos da insuficiência educacional e da negligência governamental.

Para elevar a formalidade e garantir a impessoalidade no fechamento do parágrafo, atente-se a alguns pontos técnicos importantes: no trecho final, você estruturou bem a ideia, mas para manter o rigor formal e a clareza do projeto de texto, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a insuficiência educacional e a negligência governamental diante do analfabetismo no Brasil”. Além disso, embora sua caligrafia seja muito legível, procure evitar rasuras como a que ocorreu na palavra “(insuficiência)”, utilizando apenas um traço simples sobre o erro para manter a limpeza estética da folha.

O uso de conectivos como “Contemporaneamente” e “Dessa forma” garante a fluidez necessária para a nota máxima nas competências de coesão, conectando o repertório à problemática atual de forma orgânica.

Trecho reescrito: “Dessa forma, diante desse cenário estático, nota-se dois grandes problemas: a evidente insuficiência educacional e a negligência governamental no combate ao analfabetismo funcional.”

NOTA:

Lorena Rodrigues, analisando suas teses, notei que você teve uma boa percepção dos problemas, mas houve uma inversão: você escreveu a resposta do tema 1 no espaço do tema 2 e vice-versa.

Muita atenção na hora de passar para a folha oficial para não trocar os parágrafos de lugar 😀

A estrutura gramatical está correta e você utiliza bons conectivos, mas na tese sobre segurança alimentar você utilizou a expressão “Diante esse cenário“. Prefira utilizar “Diante desse cenário“, pois a contração do pronome ajuda na coesão referencial. Além disso, no tema 3, você focou em apenas uma causa e uma consequência, o que foge um pouco da técnica bipartida que pede dois eixos causais distintos.

Tese 2 (escrita no espaço da 1): “Assim, dois grandes entraves persistem como desafios para a valorização dos trabalhadores do campo: a negligência governamental e o forte estigma social.”

Tese 3: “Diante desse cenário, observa-se que a insegurança alimentar advém da negligência estatal somada à insuficiência de políticas de distribuição de renda.”

NOTA:

Lorena, sua atividade demonstra boa compreensão das propostas e apresenta ideias pertinentes aos dois temas. No primeiro, você aponta o preconceito social e a alienação da sociedade em relação à cultura afrodescendente, fatores que dificultam sua valorização no Brasil. No segundo, sua tese evidencia a invisibilidade do trabalho de cuidado e a falta de apoio e valorização dessas atividades, elementos que contribuem para a sobrecarga feminina. As ideias são adequadas, mas podem ser organizadas de forma mais direta para explicitar com maior clareza os dois problemas solicitados na tese.

Nesse cenário, a valorização da herança africana no Brasil é dificultada pelo preconceito ainda presente na sociedade, bem como pela alienação social que impede o reconhecimento e a inclusão das culturas afrodescendentes na vida coletiva.

Assim, a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil decorre da falta de apoio social às mulheres, bem como da desvalorização das atividades de cuidado, o que resulta em sobrecarga física e emocional feminina.

 

NOTA: