Maria Clara, seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura sólida em sua forma, mas a progressão temática é confusa. Você inicia com um tópico frasal claro sobre a inoperância governamental, o que é positivo. No entanto, o repertório mobilizado, embora pertinente, funciona de maneira expositiva e pouco produtiva, pois não há uma análise que o conecte de fato ao problema da falta de investimento. O trecho final é o mais problemático, pois a conclusão se mostra contraditória e revela uma circularidade no raciocínio, comprometendo a defesa da tese. A escolha do verbo “perpetuar” nesse contexto é inadequada e prejudica a clareza.
NOTA:
Maria Clara Ferreira Costa, seu parágrafo demonstra uma estrutura argumentativa sólida e uma progressão temática muito bem executada. O tópico frasal define claramente a tese a ser defendida, e o repertório sociocultural mobilizado, a obra “Operários”, é pertinente e produtivo. A articulação entre a análise da pintura e o problema da precarização do trabalho é bem-sucedida, demonstrando autoria. A coesão textual é fluida, e o fechamento do período retoma a tese de forma crítica e eficaz, sem circularidade. A correção linguística está adequada.
NOTA:
Maria Clara Ferreira Costa, seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura clara e objetiva, iniciando com um tópico frasal que identifica corretamente a ineficiência da máquina pública como o problema central. A utilização do repertório de Carolina Maria de Jesus é muito pertinente e foi bem articulada ao tema, mantendo a formalidade adequada. Você utilizou bons conectivos, como “Nesse sentido” e “Com base nisso”, o que garante a coesão do texto.
O fechamento apresenta uma conclusão lógica sobre a necessidade de mudança, embora pudesse ser ainda mais contundente se conectasse de forma mais explícita como essa “mudança pragmática” interromperia o ciclo de vulnerabilidade citado.
NOTA:
Maria Clara Ferreira Costa, você demonstra um excelente domínio da estrutura da proposta de intervenção, utilizando agentes muito pertinentes e conectivos que garantem uma ótima fluidez ao texto. Em ambos os textos, você apresentou boas ações, mas é preciso desenvolver melhor o “como” elas serão realizadas. No primeiro texto, você menciona “insinando a valorizar os saberes tradicionais”, mas qual seria a metodologia prática? (Ex: por meio de palestras, cartilhas digitais ou revisão de materiais didáticos?). No ENEM, o detalhamento do meio/modo é o que garante os 200 pontos na Competência 5.
No tema sobre doenças mentais, sua proposta de “criar novos espaços dedicados ao tratamento” é muito boa. Tente detalhar que esses espaços seriam os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), utilizando verbas do Ministério da Saúde. Isso demonstra um conhecimento mais específico sobre as políticas públicas brasileiras.
Concordância e Precisão: No segundo parágrafo, você escreveu “o Estado… criem“. Como o sujeito “Estado” está no singular, o correto seria “crie”. Além disso, em “inclusão dessas parcela”, o correto seria “dessa” para concordar com o singular de “parcela”.
NOTA:
Maria Clara, suas introduções estão muito bem organizadas e demonstram um domínio sólido da estrutura exigida para uma nota alta. Você utilizou repertórios pertinentes, como o filme “Que Horas Ela Volta?” e a importância do Dia da Consciência Negra, conectando-os de forma fluida ao contexto brasileiro atual através de bons conectivos, como “Fora da ficção” e “Nesse viés“.
Suas teses bipartidas estão claras e bem definidas, apontando problemas como a negligência governamental, a falta de investimentos na educação e a fragilidade legislativa. Isso garante um ótimo projeto de texto para os parágrafos de desenvolvimento.
Para refinar ainda mais a sua escrita na Competência 1, atente-se a alguns detalhes:
Acentuação e Concordância: No primeiro texto, você usou corretamente o acento circunflexo em “têm” (plural de mulheres), o que é excelente. No entanto, cuidado com a grafia de palavras como “notório” e “problemática” para que fiquem sempre bem legíveis.
Vocabulário: Você usou “hodierno” em ambos os textos. Embora seja uma palavra sofisticada, evite repeti-la em parágrafos tão próximos para demonstrar maior repertório vocabular. Pode substituir por “contemporâneo” ou “atual”.
Caligrafia: Sua letra é muito boa e legível, mas cuidado com rasuras leves; tente manter a folha o mais limpa possível.
No segundo texto, a expressão “massacrada e desvalorizada” é forte e bem aplicada, mas lembre-se de que, na redação, devemos manter um tom de análise técnica. Na sua tese, o termo “decorre da negligência governamental e à fragilidade legislativa” possui um pequeno erro de regência: o correto seria “decorre da negligência governamental e DA fragilidade legislativa” (quem decorre, decorre de algo).
NOTA:
Maria Clara, sua introdução utiliza de forma produtiva a obra “Cidade de Deus” para contextualizar a realidade de crianças em periferias que abandonam os estudos, estabelecendo uma conexão clara com o tema. Sua tese bipartida está bem definida nos eixos da negligência governamental e da desigualdade social, o que garante um projeto de texto sólido.
Conforme a orientação para o grupo, a substituição de termos qualifica sua escrita: em vez de “periferias” ou “desigualdade”, utilize a expressão indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica para descrever o perfil populacional afetado. Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à regência e ao uso da crase: em “devido à negligência“, o acento grave é obrigatório por se tratar de um termo feminino regido pela preposição “a”. Além disso, na tese, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a inoperância estatal e a profunda disparidade socioeconômica brasileira“.
O parágrafo apresenta todos os elementos fundamentais do modelo ENEM: repertório legitimado, conectivos como “Fora da ficção” e “Dessa forma“, e um recorte para o Brasil contemporâneo.
NOTA:
Maria Clara Ferreira Costa, sua introdução apresenta um excelente domínio da estrutura exigida para o ENEM ao utilizar o filme “Central do Brasil” para contextualizar a exclusão de indivíduos que não dominam a leitura e a escrita. Sua tese bipartida está claramente definida nos eixos da negligência governamental e das desigualdades sociais.
Para elevar a formalidade e garantir a impessoalidade no fechamento do parágrafo, atente-se a um ajuste técnico importante: no trecho final, você escreveu “percebe-se que essa problemática decorre da”. Para manter o rigor formal e a clareza do projeto de texto, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a negligência governamental e as desigualdades sociais”. Além disso, verifique a grafia de “observa-se“, que apresenta uma pequena hesitação na escrita, e evite a repetição da palavra “severas” em um curto espaço para manter a fluidez do vocabulário.
Sua caligrafia é legível e o uso de conectivos como “Fora da ficção” e “Dessa forma” garante a progressão orgânica entre o repertório sociocultural e a problemática atual brasileira.
Trecho reescrito: “Dessa forma, diante desse cenário, nota-se dois grandes problemas: a negligência governamental e a persistência de profundas desigualdades sociais.”
NOTA:
Maria Clara, analisando suas teses, percebo que você tem uma ótima capacidade de síntese e consegue identificar causas estruturais de forma direta.
A estrutura gramatical está correta e você cumpre bem a divisão em dois eixos (negligência e desigualdade), mas no início da tese 3, o conectivo “Com isso” é considerado muito simples para uma redação de alto nível. Para elevar a sofisticação do seu texto, sugiro substituir por conectivos mais formais, como “Nesse sentido“, “Dessa forma” ou “Sob essa ótica“.
Tese 2: “Tal cenário ocorre, primordialmente, devido à inoperância estatal e à desigualdade social.”
Tese 3: “Sob essa ótica, a garantia da segurança alimentar no Brasil contemporâneo tem como entraves a negligência governamental e a desigualdade social.”
NOTA:
Maria Clara, sua atividade demonstra boa compreensão dos dois temas propostos e apresenta claramente dois problemas em cada tese. No primeiro, você aponta o racismo estrutural e a invisibilização da cultura afro-brasileira na educação, fatores que ajudam a explicar o apagamento desse legado histórico. No segundo, sua tese destaca a permanência da cultura patriarcal e a ausência de políticas públicas eficazes, elementos que contribuem para a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pelas mulheres.
Para refinar a construção da tese, procure apenas organizar os períodos de forma um pouco mais direta e objetiva. Nas teses o foco é a problematização.
Nesse cenário, a valorização da herança africana no Brasil é dificultada pela persistência do racismo estrutural, bem como pela invisibilização da cultura afro-brasileira no sistema educacional.
Assim, a invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil decorre da permanência de uma cultura patriarcal que concentra o poder nos homens, bem como da ausência de políticas públicas eficazes voltadas à valorização dessas atividades.
NOTA: