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Agata Stéfany Pereira

Última atualização: 7 de outubro de 2026

Agata, seu texto tem uma qualidade rara: ele condensa uma redação inteira, com repertórios excelentes, em um único parágrafo. A base de ideias é muito forte, mas o grande desafio aqui é desmembrar esse bloco na estrutura que o ENEM exige (introdução, dois desenvolvimentos e conclusão).

Vamos ver como fazer isso usando o seu próprio conteúdo.

Sua introdução já está praticamente pronta nas primeiras linhas. A citação a Zygmund Bauman é perfeita para o tema. A tese também aparece, ligando o problema à negligência governamental. Só precisamos organizar em um parágrafo separado e fechar a ideia:

Na sociologia, Zygmund Bauman disserta sobre a sociedade do imediatismo, argumentando sobre a busca por satisfação instantânea. Sob esse viés, observa-se que tal comportamento se agrava na sociedade atual, que busca cada vez mais por dopamina rápida e viciante, como nas “bets”. Analisando essa problemática, é notável que o impasse se perpetua devido não só à negligência governamental na regulamentação, mas também à manipulação exercida pelos algoritmos. </blockquote>

Depois, você traz duas discussões ótimas que seriam seus parágrafos de desenvolvimento. O primeiro, sobre o Conar, e o segundo, sobre Shoshana Zuboff. Eles só precisam ser separados e iniciados com conectivos.

O argumento sobre o Conar e as propagandas enganosas seria um ótimo desenvolvimento:

Em primeira análise, a falta de uma fiscalização publicitária eficaz contribui para o problema. O Conar, órgão que regula a ética nas propagandas, deveria agir de forma veemente contra a publicidade das “bets”, que, em sua maioria, é exagerada e enganosa ao exibir usuários que supostamente sempre se dão bem nos jogos. Isso cria uma falsa percepção de ganho fácil, o que atrai a atenção de pessoas vulneráveis. 

E a sua análise com a Shoshana Zuboff, que é um repertório muito sofisticado, se encaixa perfeitamente como desenvolvimento 2:

Ademais, a própria arquitetura digital dessas plataformas intensifica o vício. Conforme a autora Shoshana Zuboff, em seu conceito de “Capitalismo de Vigilância”, os algoritmos não são neutros: eles capturam os rastros digitais dos usuários para modular comportamentos. As plataformas de aposta online usam essa função para aparecer de forma onipresente na vida do indivíduo, transformando a experiência humana em previsões de mercado lucrativas.

Por fim, sua proposta de intervenção já tem um bom começo com o Governo Federal como agente. Faltou detalhar um pouco mais os outros elementos. Notei um pequeno desvio de crase em “à ministérios” (não se usa crase antes de palavra masculina no plural).

Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio de seus ministérios da Fazenda e da Saúde, regulamentar os cassinos online. Isso deve ser feito mediante a criação de leis mais rígidas que limitem a publicidade e exijam alertas sobre os riscos do vício, com o fito de diminuir o número de casos de endividamento e perdas por parte de tais sites. 

Percebe como as suas próprias ideias, quando organizadas nos parágrafos certos, já formam uma redação muito mais forte e alinhada ao que a prova espera? O conteúdo você já tem, e é de ótima qualidade. O próximo passo é só focar nessa organização.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 180
Competência 3 – 160
Competência 4 – 200
Competência 5 – 160

NOTA
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NOTA:

Ágata, o maior ponto que trava sua nota aqui é estrutural: você constrói dois argumentos muito bons — o do CTB e o da Lei Seca — mas os dois estão espremidos dentro do mesmo parágrafo, sem um tópico frasal novo separando-os. A frase “Outra lei de trânsito é a Lei Seca” funciona como uma virada de assunto, mas não como abertura de um novo parágrafo de desenvolvimento. Isso pesa na organização, mesmo com a argumentação sendo consistente. Seria:

Em segunda análise, outra lei de trânsito que se mostra ineficaz é a Lei Seca, responsável por coibir o consumo de álcool antes da direção.

…abrindo um parágrafo à parte, e não uma frase de transição dentro do primeiro.

A introdução está bem construída: o repertório da Constituição Federal de 1988 e o direito à vida inalienável ancoram bem a tese, e você entrega dois problemas reais (negligência legislativa e punição insuficiente). A rasura em “muito” trocado por “extremamente” não atrapalha nada, foi só uma correção sua mesmo.

O fechamento também está sólido: agente (Estado em parceria com órgãos de segurança), ação e meio (intensificar as leis via fiscalização) aparecem, mas o efeito fica solto como consequência, sem o conectivo de finalidade. Ficaria mais redondo assim:

…investindo em melhores meios de fiscalização, a fim de reduzir os números alarmantes de acidentes e vítimas no trânsito brasileiro.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 160
Competência 3 – 160
Competência 4 – 200
Competência 5 – 180

NOTA
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NOTA:

Ágata, o que mais chama atenção no seu texto é a robustez factual dos repertórios: você não fica na citação genérica, traz o Museu Nacional e o Museu da Língua Portuguesa com datas, percentuais e peças específicas (o crânio de Luzia, o meteorito de Bendegó). Isso é repertório de verdade, funcionando como prova, não como enfeite.

Só um deslize verbal na introdução que merece ajuste: “as formas de arte […] vem sido cada vez mais desvalorizadas” está errado — o verbo auxiliar precisa concordar e a construção correta é outra:

as formas de arte — principalmente as tradicionais — vêm sendo cada vez mais desvalorizadas e banalizadas.

O D1 fecha bem, amarrando o caso do Museu Nacional ao “descaso estatal” e à desvalorização popular. Já o D2 perde força no fechamento: depois de apresentar o incêndio do Museu da Língua Portuguesa, você só repete a causa técnica (“falha na estrutura”) sem voltar ao impacto social do problema. Fica mais forte assim:

Mais uma vez, o descaso com a manutenção predial provou que a herança cultural imaterial do país segue exposta a perdas irreparáveis, evidenciando que a proteção jurídica, por si só, não garante a integridade do patrimônio.

Na conclusão, o agente e a ação estão claros (Estado, em articulação com o Ministério da Cultura, transformando a proteção em prioridade efetiva), mas falta o meio — o “como” concreto disso acontecer. Vale acrescentar algo como “por meio de fiscalização periódica e investimento em manutenção preventiva” antes do trecho final, para fechar os cinco elementos da proposta.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 160
Competência 3 – 180
Competência 4 – 200
Competência 5 – 160

E relaxa com a linha pulada no dia do ENEM — seu domínio de repertório já resolve boa parte do jogo.

NOTA
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NOTA:

Competência I: Domínio da norma-padrão da língua escrita Nota: 180 Apresenta bom domínio da modalidade escrita e boa estrutura sintática. Registram-se poucos desvios gramaticais ou de pontuação, como a falta de vírgulas em trechos explicativos/intercalados e a rasura na linha 22.

Competência II: Compreensão do tema e aplicação das áreas do conhecimento Nota: 200 Compreende e desenvolve o tema em sua totalidade. Utiliza repertórios socioculturais pertinentes, legitimados e integrados de forma produtiva (CF/88, Karl Marx, dados da OMS e John Locke).

Competência III: Seleção, relação, organização e interpretação de informações Nota: 200 Projeto de texto muito bem articulado. Seleciona e organiza os argumentos estrategicamente (hiperprodutividade no D1 e omissão estatal/empresarial no D2), justificando com clareza o ponto de vista.

Competência IV: Demonstração de conhecimento dos mecanismos linguísticos Nota: 200 Demonstra excelente uso dos recursos coesivos inter e intraparágrafos (Nesse contexto, Hodiernamente, Consequentemente, Ademais, Contudo, Portanto), sem repetições excessivas ou lapsos de encadeamento.

Competência V: Elaboração de proposta de intervenção Nota: 200 Proposta completa, detalhada, viável e totalmente articulada ao projeto de texto e aos Direitos Humanos. Apresenta agente (Ministério do Trabalho e Congresso Nacional), ação (revisar a CLT e criar projetos de lei), modo/meio (criação de projetos para limitar escalas), detalhamento (exemplificando escalas 5×2 e 4×3) e finalidade (assegurar o direito ao lazer e à saúde).

NOTA
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Agata, seus dois parágrafos argumentativos estão muito bem construídos! No primeiro, você abriu conectando o problema à introdução com “Diante desse cenário” e trouxe o documentário “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado, como repertório produtivo, articulando muito bem a desumanização gerada pela negligência estatal. No segundo, a obra “O povo brasileiro”, de Darcy Ribeiro, foi encaixada com maestria, e a ideia de que a falta de acesso é uma “escolha política” ficou excelente e autoral.

NOTA:

Parabéns pelo parágrafo! Você construiu uma argumentação muito sólida e atual, usando exemplos concretos como o “Peeling de Fenol” para comprovar seu ponto. Isso mostra que você está atento à realidade brasileira, o que torna o repertório muito produtivo. A estrutura está clara e o tópico frasal é excelente.

A frase que começa com “Nos dias atuais…” ficou um pouco longa. Tente usar um ponto final para quebrar o período e melhorar a fluidez da leitura.

Por exemplo, o trecho “…surgem com frequência, sendo, muitas vezes, prejudiciais…” poderia ser reescrito assim para ganhar mais força: “…surgem com frequência e, em muitos casos, são prejudiciais à Saúde.”

NOTA:

Ágata, que introdução bem construída! Você trouxe a Constituição de 1988 como repertório jurídico, conectou ao problema das bets e ainda sinalizou dois problemas — o impacto econômico e a violação da dignidade humana. Isso é exatamente o que o ENEM espera.

No parágrafo argumentativo, os quatro movimentos aparecem com boa articulação: abertura, repertório legítimo (Tarsila do Amaral), relação com o Brasil contemporâneo (dados do Banco Central) e consequências. Parabéns pela densidade argumentativa!

Sugestão de reescrita do final: “…ferem não só a legislação vigente, mas sobretudo a dignidade das classes menos abastadas, aprofundando desigualdades históricas no Brasil.”

NOTA:

Seu parágrafo está muito bem estruturado! A escolha da Revolta da Vacina como repertório produtivo foi excelente e você soube conectar o passado com o presente, mostrando que o problema da desinformação persiste.

Para deixar o argumento ainda mais forte, o fechamento precisa ser mais incisivo. Em vez de apenas citar a “ineficácia operacional”, mostre a consequência disso na vida das pessoas. Note também que “então, ainda nos tempos modernos” soa um pouco redundante, pois você já usou “Hodiernamente” para situar a discussão no tempo atual.

Sugestão para o final: “…Assim, a persistência desse entrave resulta no ressurgimento de doenças já erradicadas, vitimizando, sobretudo, a parcela mais vulnerável da população.”

Você está no caminho certo, continue aprimorando seus argumentos!

NOTA:

Ágata, seu texto desenvolveu muito bem todos os elementos fundamentais. O grande destaque foi você ter usado a estratégia que comentei em sala: colocou o conectivo “para além do viés literário” e, logo em seguida, trouxe um conectivo de oposição. Isso deixou a linguagem excelente e as consequências super bem amarradas. No fim das contas, seu parágrafo ficou simplesmente impecável! Sucesso demais!

NOTA:

Agata, seu parágrafo apresenta uma estrutura argumentativa sólida, com excelente progressão temática. O repertório sobre o Modernismo e a Antropofagia Cultural é utilizado de forma produtiva, conectando-se diretamente à defesa do seu ponto de vista. A coesão é um ponto forte, com conectivos bem empregados que garantem a fluidez das ideias. Atenção apenas a um desvio vocabular no final: o correto seria “tradicional brasileiro” em vez de “brasiliense”, que se refere a quem nasce em Brasília.

NOTA:

Agata, seu parágrafo apresenta uma estrutura argumentativa sólida e bem definida. A progressão temática é excelente, partindo da tese, passando pelo repertório e aprofundando a análise de forma coesa. A escolha da canção “Admirável Gado Novo” é pertinente e seu uso é produtivo, pois você consegue conectá-la de maneira eficaz ao argumento central. A transição “Fora do viés artístico” demonstra bom domínio coesivo e marcas de autoria. O vocabulário é preciso, com escolhas como “convalescente” que enriquecem o texto. A conclusão do período é clara, embora a construção final pudesse ser mais fluida. Ótimo desenvolvimento.

NOTA:

Seu parágrafo argumentativo possui uma estrutura sólida e bem definida. A progressão temática é clara, partindo de uma tese inicial e desenvolvendo-a de forma coerente. O uso do repertório com Josué de Castro é produtivo e bem articulado, fortalecendo a crítica à má distribuição de recursos como causa da fome. Contudo, o fechamento do parágrafo adquire um tom muito propositivo, o que é mais adequado para a conclusão do texto. Busque, nos parágrafos de desenvolvimento, aprofundar a análise das consequências do problema. A coesão e a correção linguística estão satisfatórias.

NOTA:

Ágata, seu desempenho na construção das propostas de intervenção é excelente! Você demonstra um domínio muito seguro dos conectivos e consegue manter um tom formal e sofisticado durante todo o texto.

No primeiro parágrafo, sua estrutura está impecável, mas você poderia ter detalhado um pouco mais o “meio/modo” (como o projeto de lei sairia do papel – por exemplo reformular a disciplina através do apoio de comunidades e organizações não governamentais dirigidas por líderes das comunidades tradicionais e povos originários).

Já no segundo parágrafo, embora todos os elementos fundamentais apareçam, notei uma repetição da expressão “com a finalidade de”, o que tira um pouco da fluidez do seu texto. Além disso, atenção à crase em “à toda”: lembre-se que antes de pronomes que não aceitam artigo definido (como “toda”), a crase não deve ser utilizada. Continue com esse foco, sua escrita é muito promissora!

NOTA:

Ágata, suas introduções estão muito bem fundamentadas e demonstram um ótimo uso de repertório sociocultural. No primeiro texto, você utiliza com propriedade o filme “Que horas ela volta?” e dados do IBGE para contextualizar a jornada dupla feminina. No segundo, o uso de Gilberto Freyre para discutir a formação nacional e as desigualdades herdadas traz uma profundidade teórica excelente.

Para que sua tese seja considerada bipartida e totalmente eficaz para o modelo ENEM, você precisa deixar os dois problemas que serão discutidos no desenvolvimento ainda mais explícitos ao final do parágrafo. No primeiro texto, você mencionou a desigualdade de gênero e a remuneração, mas pode fechar com algo mais direto. No segundo, você citou o racismo estrutural, mas faltou um “segundo culpado” (como a inoperância estatal ou a falha educacional) para completar a estrutura da tese.

Uma sugestão de reescrita para fechar sua segunda introdução com uma tese bipartida clara seria: Desse modo, a valorização do legado africano é dificultada não apenas pelo racismo estrutural, mas também pela insuficiência de políticas educacionais voltadas à reparação histórica.

NOTA:

Agata, sua introdução utiliza de forma produtiva o filme “Que Horas Ela Volta?” para contextualizar o trabalho precoce. Sua tese está claramente definida nos eixos da assimetria social e da negligência governamental.

Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à pontuação: você utilizou incorretamente o ponto e vírgula em “adversidades são;“. Além disso, evite períodos muito extensos. Na tese, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a assimetria socioeconômica e a negligência estatal“.

O parágrafo apresenta todos os elementos fundamentais: contextualização, conectivo (“Fora do cenário fantasioso”), recorte para a realidade atual e tese bipartida.

NOTA:

Ágata, analisando suas introduções para a Atividade 03, percebo que você tem uma excelente habilidade em conectar repertórios socioculturais aos temas propostos, o que é fundamental para uma boa nota na Competência 2 do ENEM. Tema 1: Analfabetismo Funcional Você utilizou a obra “Operários”, de Tarsila do Amaral, de forma muito pertinente. No entanto, a sua tese ao final do parágrafo ficou monopartida. Você mencionou apenas a “melhora da educação” como solução, mas a técnica exige que você aponte dois problemas (eixos) que serão desenvolvidos nos parágrafos seguintes.
Sugestão de ajuste na tese: “Tal problemática deve ser combatida a partir da reforma das metodologias de ensino e do maior incentivo à leitura na sociedade brasileira.”
Tema 2: Crise Habitacional Esta introdução ficou tecnicamente superior e seguiu muito bem o modelo de tese bipartida. Você usou o filme “Cidade de Deus” para contextualizar e encerrou apresentando claramente os dois desafios: a negligência governamental e a infraestrutura precária. Essa organização garante clareza ao seu projeto de texto.
Observação de escrita: Notei que seu lápis está um pouco claro em alguns trechos. Para as próximas atividades, tente utilizar caneta ou um lápis mais escuro, pois a legibilidade é essencial para a correção oficial.

NOTA: