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Ana Luísa Fernandes

Última atualização: 29 de maio de 2026

Ana Luísa, seu parágrafo apresenta um projeto argumentativo promissor, mas sua estrutura está incompleta. A organização inicial das ideias é satisfatória, partindo de um repertório pertinente – a canção de Zé Ramalho – para contextualizar o problema no Brasil.

No entanto, o uso do repertório ainda não se mostra produtivo, pois apenas menciona a obra sem aprofundar a análise para validar seu ponto de vista. A progressão temática é interrompida; você aponta causas como a “negligência estatal”, mas não desenvolve como elas operam ou quais suas consequências, o que caracteriza um truncamento da argumentação. A coesão em “como tal a falta de” poderia ser mais fluida (“bem como a falta de”).

Nas próximas atividades procure fazer um parágrafo argumentativo maior, apresentados exemplos, consequências, dados, informações, modalizações, etc.

NOTA:

Ana Luísa, seu parágrafo é claramente argumentativo e apresenta uma progressão temática bem definida, partindo da negligência estatal para chegar à falta de conscientização popular. A organização das ideias é boa.

O ponto que exige mais atenção é o uso do repertório. A “Canção do Exílio” é apenas mencionada no início, sem que sua relação com o argumento seja desenvolvida, o que o torna pouco produtivo. Para fortalecer sua tese, seria preciso conectar a exaltação da pátria no poema com o descaso atual.

Há um desvio gramatical importante na primeira frase, que apresenta um truncamento (“Na obra… aborda”). O correto seria: “A obra (…) aborda…”. Faltou também o acento grave indicativo de crase em “relação à preservação” e “relação à valorização”.

NOTA:

Ana Luísa, sua proposta de intervenção está muito bem estruturada, especialmente pelo uso de detalhamentos como “instância máxima executiva”, que enriquecem o texto. Entretanto, precisamos de atenção em alguns pontos de revisão: ao passar seu primeiro texto a limpo, você utilizou o símbolo {…}; o que você quis dizer com isso? Em uma redação oficial, esse tipo de marcação deve ser evitado, pois pode ser interpretado como omissão de conteúdo. Note também que você repetiu a palavra “igualmente” no mesmo período (“é igualmente igualmente importante”), o que configura um erro de desatenção que prejudica a fluidez.

No segundo parágrafo, você apresenta uma excelente finalidade ao falar sobre a institucionalização do orçamento, mas cuidado para não deixar a frase muito longa sem a pontuação adequada. Além disso, no primeiro texto, a segunda ação (sobre o Ministério dos Povos Indígenas) ficou um pouco vaga; tente sempre detalhar como essa nova política pública será implementada para garantir que todos os elementos da intervenção sejam considerados completos.

NOTA:

Ana Luísa, sua introdução sobre a Valorização da Herança Africana demonstra que você compreende bem a necessidade de um recorte histórico para contextualizar o tema. O uso da Abolição da Escravidão (1888) como marco inicial é muito pertinente, pois permite estabelecer o contraste necessário com a falta de valorização do legado afro-brasileiro na atualidade. Sua tese está bem localizada ao final do parágrafo e apresenta a estrutura bipartida exigida pelo ENEM, apontando a negligência governamental e a fragilidade legislativa como as causas centrais do problema.

Entretanto, precisamos ajustar alguns pontos importantes de gramática e coesão na Competência 1. No início do texto, você utilizou a vírgula de forma incorreta em “A Abolição da Escravidão (1888), foi um marco…“, separando o sujeito do verbo. Além disso, o uso do pronome relativo “onde” em “onde a população negra não recebia…” é inadequado, pois “onde” deve ser usado exclusivamente para lugares físicos; nesse caso, o ideal seria substituir por “em que” ou “período no qual”.

Quanto à formalidade e precisão vocabular, a expressão “encontra-se em falta de conhecimento” pode ser substituída por algo mais técnico, como “apresenta uma lacuna cognitiva” ou “demonstra desconhecimento acerca dos saberes tradicionais”. No fechamento da sua tese, em “negligência governamental bem como a fragilidade legislativa“, faltou o uso de uma vírgula antes do conectivo “bem como” para garantir a clareza da enumeração dos problemas.

NOTA:

Ana Luiza, sua introdução utiliza de forma produtiva a Era Vargas para contextualizar historicamente a formação da classe trabalhadora e o trabalho infantil. Sua tese está claramente definida nos eixos da negligência governamental e da desigualdade social.

Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à escrita de “desigualdade” (você esqueceu o “a” final). Na tese, prefira a estrutura direta e impessoal: “nota-se dois grandes problemas: a omissão estatal e a abismal desigualdade socioeconômica entre as classes“.

O parágrafo apresenta todos os elementos fundamentais: contextualização histórica, conectivos (“De maneira análoga”, “Nesse cenário”), recorte para o Brasil contemporâneo e tese bipartida com dois problemas distintos.

NOTA:

Ana Luísa Álvares Fernandes, sua introdução sobre o analfabetismo funcional apresenta um excelente domínio da estrutura exigida. O repertório de “Vidas Secas” foi articulado de forma produtiva ao relacionar a falta de acesso à educação da família de Fabiano à problemática atual no Brasil. A tese bipartida está claramente definida nos eixos das falhas no sistema educacional e do acesso precário a uma educação de qualidade.

Para elevar a formalidade, substitua o trecho “há muitos casos de analfabetismo” por “subsiste um elevado contingente de indivíduos afetados pelo analfabetismo” ou “prevalece uma conjuntura marcada pela persistência do analfabetismo”. Sua caligrafia é legível e o uso de conectivos como “Diante desse cenário” e “Dessa forma” garante a fluidez necessária para a nota máxima.

Trecho reescrito: “Diante desse cenário, na realidade brasileira subsiste um elevado contingente de indivíduos afetados pelo analfabetismo, também associados à desigualdade social presente no país.”

NOTA: