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Luna Emanuelly Sousa

Última atualização: 30 de agosto de 2026

Luna, a abertura com Vidas Secas é um acerto e tanto — trazer a ausência de nome dos filhos de Fabiano como metáfora do abandono é uma leitura fina do romance. O problema é que, depois desse gancho, a tese trava em “negligência governamental e invisibilidade social” sem retomar as palavras do próprio tema. Vale amarrar isso à paternidade responsável já na introdução:

Fora da ficção, essa realidade se materializa no Brasil contemporâneo, onde a ausência paterna e a negligência governamental perpetuam o abandono parental como problema estrutural.

No D1, o dado sobre as certidões registradas só com o nome da mãe é um repertório forte e bem escolhido, mas a frase final perde a concordância: “a ausência de cuidado ativo, escuta e participação […] gera impactos” precisa ser “geram“, já que o sujeito é plural. Também falta um ponto antes de “isso é por causa do abandono parental” — as duas ideias estão coladas sem pausa.

No D2 você recorre à Constituição e ao ECA, o que é ótimo, mas a frase perde o verbo no meio do caminho e fica difícil de acompanhar: “A Constituição Federal e pelo Estatuto […] sob essa perspectiva jurídica, o exercício da paternidade transcende…” Vale reorganizar assim:

Sob essa perspectiva jurídica, a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelecem que o exercício da paternidade transcende a obrigação financeira, configurando-se como dever moral e afetivo compartilhado.

A conclusão acerta o agente (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) e a ação (criar lei antiabandono), mas falta o “como” — por meio de quê essa lei seria aplicada? — e a última frase sobre a figura do homem fica sem verbo, o que compromete o fechamento. Dá pra unir isso a um retorno ao repertório inicial:

Dessarte, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em parceria com a Educação, criar uma lei antiabandono parental, por meio de campanhas de conscientização nas escolas, a fim de romper o estigma de que o cuidado infantil é responsabilidade exclusiva das mulheres — rompendo, enfim, o silêncio que Fabiano e seus filhos sem nome ainda representam.

Competência 1 – 140
Competência 2 – 160
Competência 3 – 200
Competência 4 – 160
Competência 5 – 160

O repertório é o ponto forte do texto — agora o próximo passo é dar mais atenção ao fechamento de cada frase antes de emendar a próxima ideia.

NOTA
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NOTA:

Luna, essa é uma redação completa (introdução, dois desenvolvimentos e conclusão), então vou avaliar pelas cinco competências do ENEM. O tema do estigma sobre ISTs entre jovens fica bem delimitado desde a introdução, e você usa “Sex Education” de forma pertinente, ligando a ficção à realidade brasileira — bom começo de repertório.

Na C1, o domínio da norma padrão é bom, com alguns desvios de acentuação e concordância pontuais (como em “esse contesto” e pequenas trocas de grafia), mas nada que prejudique a leitura. Na C2, o tema é bem compreendido e você cita a Constituição de 1988 como repertório complementar, o que fortalece a argumentação, embora esse dado pudesse ser mais articulado ao argumento em vez de apenas citado. Nas C3 e C4, a organização em parágrafos é clara e a progressão lógica, mas os conectivos se repetem bastante (“nesse sentido”, “nesse contexto”) — vale variar com opções como “diante disso” ou “sob essa ótica” para dar mais fluidez. Na C5, a proposta é boa: tem agente (Ministério da Educação), ação (palestras e campanhas) e meio (parceria com escolas e profissionais da saúde), mas falta detalhar melhor o efeito esperado para deixá-la ainda mais completa. No geral, é uma redação consistente e madura — com pequenos ajustes de coesão e aprofundamento do repertório, você atinge notas ainda mais altas!

Competência 1: 160
Competência 2: 160
Competência 3: 160
Competência 4: 180
Competência 5: 160

NOTA
0

Luna, sua redação sobre o analfabetismo funcional está bem estruturada e mostra domínio do formato dissertativo-argumentativo, com introdução, dois desenvolvimentos e proposta de intervenção. Na C1, o texto tem bom domínio da norma culta, com raros desvios (ex.: “custe” por “custo” não ocorre, mas vale revisar “acesso a educação” na linha 2, que pede crase: “acesso à educação”). Na C2, você usa dois repertórios pertinentes e bem escolhidos — “Vidas Secas” e “Capitães da Areia” —, ambos articulados ao tema, não apenas citados. Na C3, a argumentação progride bem entre desigualdade educacional e ausência de políticas públicas, mas o segundo parágrafo de desenvolvimento poderia aprofundar mais a causa antes de partir para a comparação literária. Na C4, a coesão é boa, com conectivos como “em primeira análise” e “além disso”, embora “de forma análoga” apareça de forma um pouco mecânica. Na C5, a proposta tem agente (Ministério da Educação) e ação clara, mas falta detalhar o modo/meio de execução dos programas de alfabetização. No geral, um texto sólido e maduro!

Competência 1: 160
Competência 2: 180
Competência 3: 160
Competência 4: 160
Competência 5: 140

NOTA
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Competência 1 (Domínio da norma culta): 120 pontos O texto apresenta desvios recorrentes de ortografia (“afeta a jornada as folgas” l.16, “Constituição Feral” l.18, “inalienávelis” l.19), erros de acentuação, ausência de pontuação adequada entre orações e marcas de informalidade/oralidade (“as pessoas estão ficando cansadas” l.22-23), enquadrando-se no nível mediano.

Competência 2 (Compreensão do tema e repertório): 160 pontos Aborda o tema de forma completa ao tratar das jornadas exaustivas e seus impactos na qualidade de vida. Mobiliza repertório sociocultural legitimado (O Cortiço de Aluísio Azevedo e a Constituição Federal de 1988), porém a articulação com o argumento principal se dá de forma um pouco genérica no segundo desenvolvimento.

Competência 3 (Projeto de texto e argumentação): 140 pontos Apresenta um projeto de texto com desenvolvimento mediano. Na introdução antecipa a discussão sobre o desrespeito aos direitos e impactos na saúde física e mental, mas a argumentação ao longo do texto é previsível, com saltos pontuais na construção do raciocínio (como a menção repentina às “44 horas semanais” e ao transporte público).

Competência 4 (Mecanismos linguísticos/Coesão): 160 pontos Utiliza recursos coesivos interparágrafos (“Em primeira análise”, “Além disso”, “Portanto”), porém apresenta repertório pouco diversificado e incoerências pontuais no encadeamento interno dos períodos (“Assim como na obra muitos brasileiros ainda enfrentam…”, falta de conectores adequados entre orações no D2).

Competência 5 (Proposta de intervenção): 160 pontos Elabora bem a proposta de intervenção articulada ao tema. Apresenta agente (Governo Federal em parceria com o Ministério do Trabalho), ação (fortalecer a fiscalização das leis trabalhistas), efeito (garantir mais qualidade de vida) e finalidade (reduzir jornadas exaustivas). Contudo, falta um detalhamento mais claro para atingir a nota máxima.

 
NOTA
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Luna, gostei bastante das suas escolhas de repertório! Trazer “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, e a Revolta da Vacina (1904) com Oswaldo Cruz mostra domínio de referências produtivas e bem conectadas ao tema do saneamento. Você também soube retomar a introdução, amarrando a “negligência estatal” e os “impactos nas populações vulneráveis” no início do primeiro argumento. Isso é ótimo para a coesão!

Uma maneira mais elegante de finalizar o primeiro parágrafo: “Análogo ao romance naturalista de 1890, a aglomeração e o ambiente insalubre descritos na literatura servem como metáfora perfeita para a realidade de milhões de brasileiros contemporâneos que vivem em habitações precárias”.

Fiz também a reescrita do segundo, veja se esse modelo fica melhor:

Ademais, a falta de infraestrutura e de políticas públicas voltadas ao saneamento gera consequências graves e vitimiza, sobretudo, as populações vulneráveis. Como marco histórico, a Revolta da Vacina de 1904 ilustra o início dessas intervenções no país, as quais priorizaram a higienização dos centros urbanos por vias autoritárias e excludentes, segregando as periferias. Sob o comando do médico Oswaldo Cruz, o Rio de Janeiro passou por uma reestruturação que demoliu moradias populares e expulsou a população de baixa renda para os morros, sem qualquer assistência sanitária, estabelecendo um padrão de negligência que perpetua desigualdades até hoje.

NOTA:

Luna, seu parágrafo está excelente! Você construiu uma argumentação muito sólida, seguindo perfeitamente os quatro movimentos: apresentou o problema, usou o Instagram como um repertório produtivo e conectou tudo com uma consequência muito atual e impactante sobre os medicamentos para emagrecimento.

Contudo, precisamos de atenção rigorosa à estrutura sintática. O período que apresenta o repertório sofreu um truncamento e ficou repetitivo ao dizer “O lançamento do Instagram… o Instagram nasceu”. Além disso, faltou pontuação adequada para separar a virada antropológica do trecho “o corpo real foi substituído”. Evite também o uso de parênteses para trazer informações centrais como o Ozempic, integrando-as de forma fluida e sem marcas de oralidade.

Sugiro reescrever o meio do argumento assim: “…focado na imagem. Desse modo, a partir de 2010, o corpo real passou a ser substituído pelo modelo editável, fenômeno impulsionado hodiernamente pelo uso indiscriminado de medicações como o Ozempic.”

NOTA:

Você começou bem ao trazer repertórios importantes como a Lei do Superendividamento e a Constituição. No entanto, a estrutura da sua introdução precisa de um ajuste fundamental: a tese. Após apresentar o tema, você deve anunciar claramente os dois problemas (P1 e P2) que irá discutir nos parágrafos seguintes. Além disso, seu texto tem trechos com marcas de oralidade, como “acha que” e “algo em troca”, que devem ser substituídos por uma linguagem mais formal. Há também uma frase que ficou sem sentido, começando com “Institucionalmente…”. Cuidado com esses truncamentos e erros de concordância, como em “governo federal tentam”.

Outro detalhe, tente utilizar as linhas até o final. Se necessário, faça a divisão das palavras em sílabas.

Para tornar a ideia sobre os influenciadores mais formal, você poderia reescrever assim:

Em primeira análise, é fundamental destacar que, embora o Governo Federal busque implementar medidas mitigatórias, como a Lei do Superendividamento e projetos de assistência social, as ações públicas ainda se mostram insuficientes para conter o avanço do vício em casas de apostas virtuais. No plano institucional, a Constituição Federal de 1988 consolida-se como o principal dispositivo de garantia à dignidade e à cidadania das diversas classes do estrato social brasileiro. No entanto, a falta de uma regulamentação estatal estrita sobre o mercado de jogos de azar impede a plena efetivação desse preceito magno, uma vez que a dependência financeira e psicológica gerada pelas plataformas corrói a estabilidade socioeconômica de milhares de cidadãos.

Diante desse cenário, a exploração psicológica e financeira do indivíduo assemelha-se ao contexto retratado na pintura ‘Operários’, de Tarsila do Amaral, a qual evidencia uma massa de trabalhadores com feições exaustas, condicionados à engrenagem de um sistema que os despersonaliza. De maneira análoga, o cidadão contemporâneo é empurrado a um cenário de alienação moderna, impulsionado pelo acesso contínuo às redes sociais e pela veiculação de propagandas protagonizadas por jogadores de futebol e influenciadores digitais. Essa estratégia mercadológica constrói uma falsa sensação de segurança e idoneidade, induzindo a classe trabalhadora a acreditar na confiabilidade do sistema de apostas, quando, na realidade, tais celebridades são amplamente remuneradas para promover o engajamento nos jogos. Desse modo, a validação por parte de figuras de grande alcance social mascara os riscos reais da atividade, aprofundando o quadro de exaustão mental e vulnerabilidade coletiva semelhante ao denunciado pela pintura modernista.

NOTA:

Parabéns por usar um repertório tão relevante como a pesquisa do Ibope! Você articulou bem a ideia, mostrando como a desinformação impacta a saúde coletiva, e a estrutura do seu parágrafo está no caminho certo, com abertura, repertório e análise.

Vamos aprimorar dois pontos. A última frase, iniciada com “Além disso”, introduz uma nova causa (a falha do poder público), o que quebra a unidade do seu argumento sobre desinformação. O ideal é focar em aprofundar a consequência do problema já apresentado. Outro detalhe: evite a expressão “citada no texto”, pois enfraquece a autonomia da sua argumentação.

Para o fechamento, você poderia focar no impacto, por exemplo: “…Assim, ao acreditarem que doenças erradicadas não voltarão, muitos deixam de se imunizar, colocando a saúde coletiva em risco e ameaçando, sobretudo, a parcela mais vulnerável da sociedade, como crianças e idosos.”

Seu raciocínio é excelente, são apenas ajustes para deixar o texto impecável. Continue praticando!

NOTA:

Luna, seu parágrafo demonstra uma estrutura argumentativa excelente. A articulação das ideias é muito bem construída, iniciando com um repertório literário que se mostra produtivo ao criar um contraste temporal e crítico com a problemática atual. Achei muito interessante você mencionar que o autor “eterniza a figura do indígena”.

A progressão temática é clara, e você elenca os obstáculos à preservação de forma organizada. A coesão é um ponto forte, com o uso de conectivos que garantem a fluidez do texto. O vocabulário (“negligência estatal”, “ação predatória”) é preciso e adequado à norma-padrão. Ótimo início.

Atenção só com a grafia, tive um pouco de dificuldade de ler sua atividade.

NOTA:

Luna, seu parágrafo argumentativo apresenta um ótimo repertório sociocultural, utilizando tanto a literatura de Carolina Maria de Jesus quanto a arte de Portinari para ilustrar a gravidade da fome. Você inicia bem ao identificar a ineficiência estatal como o problema central, mas a estrutura das frases acabou ficando sobrecarregada, o que prejudicou a clareza e a coesão no final do texto. O fechamento do parágrafo tornou-se confuso devido à ausência de conectivos e à falta de uma pontuação que separasse a menção ao programa governamental da conclusão sobre a desigualdade. Para melhorar, busque dividir melhor os períodos (frases mais curtas) e garantir que o desfecho apresente uma consequência clara da inércia do Estado.

NOTA:

Luna, tenha uma atenção especial com a ortografia: palavras como “imprescindível” e “através” foram grafadas sem a acentuação correta. Além disso, não utilize reticências (“…”) no meio ou no fim das frases; a pontuação deve ser objetiva para garantir a fluidez do texto.

Sobre o conteúdo, a segunda proposta da primeira atividade, que cita o Ministério dos Povos Indígenas, parece estar incompleta, pois não finaliza a ação proposta de forma clara. Também é necessário ter atenção à concordância em trechos como “estabeleça valorização áfrica”, que ficou confuso e prejudica a compreensão do seu raciocínio.

NOTA:

Luna, sua introdução utiliza de forma produtiva a obra “Capitães da Areia” para contextualizar a exclusão social e o trabalho precoce, demonstrando bom domínio de repertório. Sua tese bipartida está bem definida nos eixos da negligência governamental e da profunda desigualdade entre classes.

Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à gramática: em “cuja infância“, não se utiliza artigo após o pronome relativo; e em “por causa da negligência… e a profunda“, mantenha o paralelismo utilizando “e da profunda desigualdade“. Conforme a orientação, você já utiliza corretamente o termo “situação de vulnerabilidade social“, o que qualifica sua escrita. Na tese, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a inoperância estatal e a abismal disparidade socioeconômica“.

O parágrafo cumpre os requisitos do ENEM: repertório legitimado, conectivos (“Entretanto”) e problemas definidos para o desenvolvimento.

NOTA:

Luna, sua introdução utiliza de forma produtiva a obra “Capitães da Areia” para contextualizar a exclusão social e o trabalho precoce, demonstrando bom domínio de repertório. Sua tese bipartida está bem definida nos eixos da negligência governamental e da profunda desigualdade entre classes.

Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à gramática: em “cuja infância“, não se utiliza artigo após o pronome relativo; e em “por causa da negligência… e a profunda“, mantenha o paralelismo utilizando “e da profunda desigualdade“. Conforme a orientação, você já utiliza corretamente o termo “situação de vulnerabilidade social“, o que qualifica sua escrita. Na tese, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a inoperância estatal e a abismal disparidade socioeconômica“.

O parágrafo cumpre os requisitos do ENEM: repertório legitimado, conectivos (“Entretanto”) e problemas definidos para o desenvolvimento.

NOTA:

Luna, sua introdução apresenta um excelente domínio da estrutura do ENEM, articulando de forma produtiva a obra Central do Brasil com a persistência do analfabetismo funcional no país. Sua tese bipartida está bem encaminhada, embora você tenha acabado listando três eixos (falhas no sistema educacional, ausência de políticas públicas e desigualdade social).

  1. Acentuação Gráfica: Notei a ausência de acento na palavra “cinematográfica” logo na primeira linha. Lembre-se de que proparoxítonas são sempre acentuadas.
  2. Foco na Tese: Como a atividade pede uma tese bipartida, tente selecionar os dois problemas que você considera mais fortes para o desenvolvimento, a fim de garantir um projeto de texto mais conciso.

Para elevar a formalidade, substitua o trecho “ainda se vê completamente marcado por um profundo analfabetismo” por “permanece fustigado por um severo analfabetismo funcional” ou “configura-se como um cenário ainda cerceado pelo analfabetismo funcional”. Sua caligrafia é legível e o uso de conectivos como “Fora da ficção” garante a fluidez necessária.

Trecho reescrito: “Fora da ficção, o cenário nacional contemporâneo ainda permanece fustigado por um severo analfabetismo funcional, como consequência de falhas no sistema educacional e da ausência de políticas públicas.”

NOTA: