Olá, Gabriel! Sua redação tem uma base de repertórios culturais muito sólida, o que é um grande diferencial. A forma como você conecta clássicos da literatura e do cinema ao tema mostra leitura e capacidade de análise.
A introdução com “Central do Brasil” é um começo excelente e contextualiza o problema de forma sensível. Sua tese, que aponta a “negligência governamental e a fragilidade do sistema educacional”, está bem definida e direciona toda a argumentação que vem a seguir.
Nos seus desenvolvimentos, o uso de “Capitães da Areia” e “Vidas Secas” é muito produtivo para ilustrar as consequências do analfabetismo. A análise sobre como a falta de letramento torna Fabiano uma vítima de exploração é o ponto alto do seu argumento. Apenas uma observação sobre o primeiro desenvolvimento: a menção a “O Cortiço” no final do parágrafo, embora pertinente, soa um pouco apressada e poderia ser retirada para dar ainda mais força à análise principal sobre a obra de Jorge Amado.
Sua proposta de intervenção está completíssima, parabéns! Você apresenta o Governo Federal como agente, detalha a parceria com o Ministério da Educação, define as ações (ampliar acesso a cursos como EJA), o meio (investimentos) e a finalidade. Os cinco elementos estão presentes e bem articulados.
O ponto que mais precisa de atenção é a norma culta. Notei alguns desvios recorrentes, principalmente na grafia de palavras com “ss” e uma questão de regência. São detalhes fáceis de corrigir e que farão sua nota subir bastante.
Na linha 6, o correto seria: “…diante disso, observa-se…”
Na linha 9: “Nesse viés…”
Na linha 25, a regência pede outra preposição: “…em parceria com o Ministério da Educação…”
Ajustando esses pontos de gramática e ortografia, seu texto ficará ainda mais forte. Você já tem o mais difícil, que é a argumentação consistente.
Competência 1 – 140
Competência 2 – 200
Competência 3 – 160
Competência 4 – 200
Competência 5 – 200
Continue nesse caminho, sua capacidade de argumentar é excelente
NOTA:
Gabriel, o que mais chama atenção aqui é a arquitetura do texto: você não usa um repertório por parágrafo, usa dois em D1 — “A Metamorfose” e “A Revolução dos Bichos” — e ainda assim consegue conectar os dois à mesma ideia (o trabalhador reduzido à utilidade econômica) sem que o parágrafo vire uma lista de citações soltas. Isso é raro e mostra domínio real da técnica argumentativa.
A tese na introdução já entrega os dois problemas com clareza (falta de apoio estatal / alienação frente à rotina), e cada desenvolvimento retoma exatamente um deles — D1 fecha com o esgotamento físico e mental, D2 fecha com a privação do tempo livre e do convívio familiar. Estrutura muito bem amarrada.
Único ponto que vale observar, mais por rigor gramatical que por prejuízo real ao texto: em “a ausência de fiscalizações efetivas e atualizações nas leis trabalhistas permitem“, o sujeito é “a ausência” (singular), então o mais correto seria a concordância no singular:
a ausência de fiscalizações efetivas e de atualizações nas leis trabalhistas permite que as empresas tratem o funcionário apenas como fator de produção.
Fora isso, a conclusão fecha o texto com muita elegância — retomar a Constituição Federal de 1988 da introdução através da “Constituição Cidadã” no último período é o tipo de fechamento circular que poucos alunos conseguem sem soar forçado. A proposta de intervenção também está completa: agente, ação, meio e efeito bem detalhados.
Competência 1 – 160
Competência 2 – 200
Competência 3 – 200
Competência 4 – 200
Competência 5 – 200
Gabriel, o que mais chama atenção aqui é a arquitetura do texto: você não usa um repertório por parágrafo, usa dois em D1 — “A Metamorfose” e “A Revolução dos Bichos” — e ainda assim consegue conectar os dois à mesma ideia (o trabalhador reduzido à utilidade econômica) sem que o parágrafo vire uma lista de citações soltas. Isso é raro e mostra domínio real da técnica argumentativa.
A tese na introdução já entrega os dois problemas com clareza (falta de apoio estatal / alienação frente à rotina), e cada desenvolvimento retoma exatamente um deles — D1 fecha com o esgotamento físico e mental, D2 fecha com a privação do tempo livre e do convívio familiar. Estrutura muito bem amarrada.
Único ponto que vale observar, mais por rigor gramatical que por prejuízo real ao texto: em “a ausência de fiscalizações efetivas e atualizações nas leis trabalhistas permitem“, o sujeito é “a ausência” (singular), então o mais correto seria a concordância no singular:
a ausência de fiscalizações efetivas e de atualizações nas leis trabalhistas permite que as empresas tratem o funcionário apenas como fator de produção.
Fora isso, a conclusão fecha o texto com muita elegância — retomar a Constituição Federal de 1988 da introdução através da “Constituição Cidadã” no último período é o tipo de fechamento circular que poucos alunos conseguem sem soar forçado. A proposta de intervenção também está completa: agente, ação, meio e efeito bem detalhados.
Competência 1 – 160
Competência 2 – 200
Competência 3 – 200
Competência 4 – 200
Competência 5 – 200
Gabriel, sua redação sobre o estigma das ISTs entre jovens é de nível bem avançado, com repertório denso e variado — “A Cabocla” (Júlia Lopes de Almeida), a obra “Os Retirantes” de Candido Portinari, a Constituição de 1988 e “Quarto de Despejo” de Carolina Maria de Jesus, todos articulados com propriedade ao argumento, não apenas citados. Isso mostra domínio de repertório sociocultural produtivo (C2), com estrutura dissertativa muito bem construída.
Na C1, seu domínio da norma culta é sólido; os raros deslizes (como “postubar” por “postular”, possivelmente lapso de escrita) não comprometem a leitura. Na C3 e C4, a progressão entre parágrafos é excelente, com conectivos variados como “sob essa ótica” e “nesse viés” — evite repetir “diante desse panorama”/”diante da” mais de uma vez, para não gerar eco.
Na C5, a proposta é forte: tem agente (Governo Federal), ação (Plano Nacional de Amparo), meio (consultas gratuitas, acompanhamento psicológico) e efeito, com bom detalhamento também para o Ministério da Saúde. Está muito completa.
Um trabalho de excelência, Gabriel — poucos ajustes finos separam você da nota máxima!
Competência 1: 180
Competência 2: 200
Competência 3: 180
Competência 4: 180
Competência 5: 200
Gabriel, seus dois parágrafos de desenvolvimento estão muito bem construídos e dialogam com perfeição com a tese sobre negligência estatal proposta na introdução digitada. Você cumpre os quatro movimentos em ambos: tópico frasal claro, repertório articulado (não apenas citado), relação específica com o Brasil atual e fechamento com consequências recaindo sobre a população vulnerável — ótimo uso de “diante do exposto” e “de maneira análoga” para costurar essas partes.
Dois pontos para ajustar: “O Cortiço” é obra naturalista, não modernista — vale revisar essa classificação, pois o repertório em si (a denúncia da insalubridade moldando o comportamento das personagens) está muito bem aproveitado. Também troque “levando – por consequente -” por “por conseguinte”, forma correta do conectivo. Além disso, “tal cenário reflete na realidade” ganha mais precisão como “reflete-se na realidade” (uso pronominal).
A Revolta da Vacina como repertório histórico foi uma escolha excelente e muito bem conectada à segregação sanitária das favelas hoje. Excelente domínio argumentativo!
NOTA:
Ótimo domínio da estrutura argumentativa do ENEM, cumprindo os quatro movimentos essenciais. A escolha de mobilizar dois repertórios, “Iracema” e “O Nascimento de Vênus”, foi uma estratégia ousada e muito bem executada, mostrando uso produtivo do repertório. A conexão entre a arte, o mercado e os impactos na saúde pública ficou muito clara e produtiva. Seu raciocínio é muito sofisticado.
A conclusão está excelente. Sucesso demais!
NOTA:
Que introdução bem construída, Gabriel! Você trouxe a Constituição Federal de 1988 como repertório jurídico, relacionou ao Brasil contemporâneo e sinalizou dois problemas — a negligência governamental e a influência midiática. Isso demonstra domínio da estrutura.
No parágrafo argumentativo, o uso de Carolina Maria de Jesus é um repertório legítimo e produtivo, e a relação com a vulnerabilidade socioeconômica atual está bem articulada. O fechamento com a menção à “Constituição Cidadã” amarra bem os dois blocos.
O trecho “levando-os, por conseguinte, à um cenário” apresenta crase indevida: antes de artigo masculino, não se usa crase. Corrija para “a um cenário”.
Texto denso, vocabulário formal e argumentação encadeada — você está no caminho certo!
NOTA:
Gabriel Antônio Pimentel, seu parágrafo argumentativo demonstra uma estrutura sólida e muito bem organizada. A progressão das ideias é excelente, partindo de um tópico frasal claro (a ineficácia das leis) e desenvolvendo-o com lógica. A articulação do repertório, que conecta a canção “Admirável Gado Novo” à desatualização da CLT, funciona de maneira produtiva e enriquece a análise. A coesão entre os períodos é um ponto forte, garantindo a fluidez do texto. Demonstra ótimo domínio da norma culta e vocabulário adequado.
NOTA:
Gabriel, seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura sólida e completa. A progressão das ideias é excelente, partindo de um tópico frasal claro e desenvolvendo o raciocínio de forma coesa. O uso do repertório com a obra de Tarsila do Amaral é produtivo e bem articulado, pois você o conecta de maneira crítica à omissão estatal e à gentrificação, demonstrando marcas de autoria. A coesão textual é um destaque, com operadores argumentativos (“Nesse contexto”, “Essa lógica”, “Por conseguinte”) empregados com precisão. O vocabulário é adequado e não há desvios gramaticais significativos.
NOTA:
Gabriel, sua introdução sobre a persistência do racismo mantém o altíssimo nível das suas produções anteriores. O uso da canção “Preto demais” é um repertório moderno e legítimo que se conecta com precisão ao tema. Sua tese bipartida está impecável, apontando a falta de políticas públicas de ação inclusiva e a fragilidade estatal como os pilares do problema.
Em relação à Competência 1, seu domínio da norma culta é evidente. Observe apenas o uso da crase no final do parágrafo: você acertou em “somada à fragilidade Estatal“, mas certifique-se de que a letra deixe o acento sempre bem nítido para evitar dubiedade. O uso de conectivos como “De forma análoga à música” e “Nesse cenário adverso” garante uma coesão excelente. O projeto de texto está muito bem definido, antecipando os argumentos que serão detalhados no desenvolvimento.
NOTA:
Gabriel, suas introduções são excelentes e demonstram um domínio sofisticado da estrutura ENEM. Você articulou com maestria obras de Graciliano Ramos e Tarsila do Amaral aos problemas contemporâneos, apresentando teses bipartidas muito claras e bem fundamentadas.
Na Competência 1, atente-se apenas ao uso da crase: no primeiro texto, o correto é “devido à ineficácia das políticas públicas” para manter o paralelismo com “falha no sistema”. No segundo texto, lembre-se de acentuar “século” e “metrópoles“. Sua escrita é fluida, utiliza conectivos variados e demonstra um vocabulário rico, como em “iletrismo estrutural” e “cenário adverso“. O projeto de texto está impecável e pronto para o desenvolvimento.
NOTA:
Gabriel Antônio, suas teses demonstram uma excelente capacidade de síntese e uso de vocabulário técnico.
No tema da herança africana, a tese bipartida está bem construída ao citar a inefetividade das leis e as lacunas no sistema educacional. Para maior rigor, prefira: “nota-se dois grandes problemas: a inoperância legislativa na proteção cultural e o déficit educacional conscientizador”. Atente-se ao uso da crase em “voltadas à preservação”.
No tema do trabalho de cuidado, você identificou corretamente a falta de valorização/remuneração e o papel do Estado/ensino. Para tornar a tese mais estratégica para o desenvolvimento, prefira: “nota-se dois grandes problemas: a desvalorização social do labor doméstico e a omissão estatal no combate à invisibilidade feminina”.
Ambos os blocos apresentam contextualização, conectivos e recorte para o Brasil contemporâneo
NOTA: