Você trouxe um repertório literário interessante, conectando a pressão estética à representação feminina — isso é um bom movimento! A abertura do parágrafo também tenta situar o problema dentro do tema proposto.
Porém, o parágrafo apresenta alguns pontos que precisam de ajuste. O repertório ficou pouco produtivo: a obra é citada, mas a relação com o argumento central não foi bem desenvolvida — faltou mostrar como ela embasa a discussão sobre mercantilização estética. Além disso, o trecho final acumula consequências de forma solta (“depressão, ansiedade, baixa estima” e “entre outros” — evite essa expressão, pois é marca de oralidade e enfraquece o argumento). O fechamento precisa ser afirmativo e preciso, não uma lista aberta.
Outra coisa Jairo, atenção com a acentuação gráfica, por exemplo a palavra estética; outro ponto é a concordância verbo-nominal e a linguagem que está informal “não conseguem se vê?”
A relação com o Brasil contemporâneo aparece, mas de forma genérica. Tente especificar: quem é mais afetado? Priorize as classes menos abastadas como foco das consequências.
Veja o exemplo:
Diante desse cenário, torna-se indubitável que a excessiva mercantilização de elementos estéticos intensifica a pressão midiática, gerando severos impactos em todas as camadas do estrato social brasileiro. A esse respeito, na produção cinematográfica “Minha Mãe é uma Peça”, a busca por uma aparência excessivamente jovial e elegante é retratada na conduta da protagonista, ilustrando a preocupação exagerada com a imagem. Fora da ficção, a realidade do Brasil contemporâneo reflete essa dinâmica por meio da alta demanda por procedimentos cirúrgicos e pela imposição de padrões inalcançáveis, o que afeta significativamente inclusive a população idosa. Como consequência, muitos indivíduos que não se enquadram nesses estereótipos enfrentam sentimentos de desvalorização pessoal, que culminam em quadros de ansiedade, depressão e severa baixa autoestima.
NOTA:
Jairo, seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura bem definida, com tópico frasal e tentativa de articulação com repertório. A organização das ideias é satisfatória, mas a argumentação se torna um pouco circular. O ponto que mais precisa de atenção é o uso do repertório: a canção “Faroeste de Caboclo” é mobilizada de forma expositiva e pouco produtiva. Você afirma que a obra denuncia o fenômeno, mas não desenvolve *como* essa denúncia acontece, o que é essencial para validar seu ponto de vista. Atente-se a desvios gramaticais, como a ausência de crase em “relação à falta”.
Estão sem acentuação gráfica os termos análise, indivíduo, fenômeno e condições.
NOTA:
Jairo, a escolha do repertório sociocultural é excelente. A pintura “Operários” é muito pertinente para discutir a desvalorização do trabalho. Seu parágrafo argumentativo, contudo, apresenta uma estrutura prejudicada na parte da análise. A progressão das ideias fica confusa devido a um truncamento frasal: você cria um único período longo, com repetição excessiva do verbo “mostrar”. Fique atenta a desvios como “o trabalhador ele é judiado”, que compromete a norma-padrão. A base do seu argumento é boa, mas precisa de mais coesão e clareza na construção dos períodos.
NOTA:
Jairo, seu parágrafo argumentativo identifica o problema central da ineficiência estatal e utiliza um excelente repertório duplo (Portinari e Graciliano Ramos) para ilustrar a gravidade da insegurança alimentar. Entretanto, a estrutura do texto apresenta falhas graves de coesão e pontuação; o parágrafo foi escrito como se fosse uma única frase gigante, o que prejudica a clareza e a formalidade. É essencial o uso de pontos finais para separar as ideias e de conectivos (como “Nesse sentido”, “Ademais” ou “Portanto”) para ligar os períodos. Além disso, atenção a erros de grafia.
O fechamento traz uma reflexão crítica válida sobre o retrocesso do país, mas precisa de uma redação mais polida para garantir a fluidez.
NOTA:
Jairo, suas introduções mostram que você possui um excelente repertório sociocultural. Utilizar conceitos como a “Sociologia das Ausências” de Boaventura de Sousa Santos e a obra “Filhos do Vento” confere muita autoridade aos seus argumentos e demonstra que você consegue conectar teoria e realidade.
Contudo, para elevar sua nota na Competência 1, preciso fazer alertas pontuais sobre a sua escrita. Notei uma ausência constante de acentuação gráfica em palavras essenciais como “sociólogo” e “exploração”. Na redação do ENEM, a falta de acentos é contabilizada como erro gramatical e pode reduzir sua pontuação drasticamente. Além disso, você precisa ter cuidado redobrado com a repetição de palavras: no seu segundo texto, o termo “isso” aparece repetidas vezes em uma mesma linha e em frases muito próximas. Isso prejudica a coesão e a fluidez da leitura; tente substituir por conectivos como “tal cenário”, “essa problemática” ou “esse processo”.
Outro ponto fundamental para o seu desempenho é a caligrafia. Em diversos trechos, as letras estão muito juntas ou com traçados incompletos, o que dificulta a compreensão imediata do corretor. Lembre-se de que a legibilidade é o primeiro passo para que sua ideia seja bem avaliada. Tente dar um pouco mais de espaço entre as palavras e definir melhor as vogais e consoantes.
Por fim, no seu primeiro texto, você acabou focando em uma sugestão de solução (o governo verificar leis) no final do parágrafo. Lembre-se de que a introdução deve fechar com a tese bipartida, apontando os dois problemas (causas) que você vai desenvolver. Uma sugestão de reescrita para sua tese seria: “Nesse sentido, a invisibilidade do cuidado feminino persiste devido à inoperância estatal em fiscalizar direitos trabalhistas e ao estigma social que marginaliza esse labor.”
NOTA:
Jairo, sua introdução utiliza de forma produtiva o filme “Que Horas Ela Volta?” para contextualizar como a necessidade de sobrevivência empurra jovens para o mercado de trabalho. Sua tese foca no impacto da desigualdade social.
O trecho “o país é extenso e gigantesco” apresenta uma redundância que prejudica a fluidez. Além disso, a substituição de termos genéricos qualifica o texto: em vez de “viver na desigualdade”, utilize “indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica“.
Para elevar a nota na Competência 1, atente-se à pontuação, ao acento em “é” e à formalidade: seu texto está muito próximo da fala (“obviamente tudo desigualdade”). Na tese, prefira a estrutura direta: “nota-se dois grandes problemas: a desigualdade social acentuada e a ineficácia das políticas de proteção à infância“.
O parágrafo apresenta um bom repertório, mas precisa de uma separação mais clara entre a contextualização do filme e a tese que será defendida.
NOTA: