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Lorany Saborido Machado

Última atualização: 30 de agosto de 2026

Jorany, o que mais chama atenção aqui é a precisão histórica do D1 — você não fica na citação genérica de “existem leis insuficientes”, mas cravou datas (2012, 2014, 2018, 2020) pra provar que o Brasil só legisla depois do crime. Isso é o tipo de argumentação que já nasce com autoria, sem depender só dos textos de apoio.

A introdução também funciona bem: o repertório do documentário “O Dilema das Redes” entra e sai rápido, sem se alongar, e o conectivo “Fora das telas” já te joga pro Brasil contemporâneo com as duas problemáticas bem demarcadas. No D2, o dado da SaferNet e a ideia da sociedade que “vigia e é vigiada” sustentam bem o segundo eixo, e o fechamento retomando o Art. 5º prepara o terreno pra conclusão puxar o mesmo artigo — fechamento circular redondo.

A conclusão está completa: agente específico (Ministério da Educação, ANPD, Ministério da Justiça), ação, meio (“por meio de palestras e oficinas”) e efeito bem encadeados, sem vaguidão.

Só um deslize pontual de grafia pra ajustar: na linha 27, “cidadãos concientes” — falta o “s”: conscientes. Fora isso, a norma culta está com domínio bem sólido ao longo de todo o texto.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 200
Competência 3 – 200
Competência 4 – 200
Competência 5 – 200

Texto de nível muito avançado — o próximo passo é só afinar esses pequenos detalhes de grafia na revisão final.

NOTA
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NOTA:

Dorany, o repertório que você mobiliza neste texto é de gente que estudou história e literatura de verdade — poucas redações trazem “Narradores de Javé”, a Carta de Caminha e ainda cruzam Gilberto Freyre com José de Alencar no mesmo parágrafo, mostrando visões opostas sobre a identidade nacional. Isso já garante um bom repertório sociocultural produtivo.

O problema não é a ideia, é a sintaxe na hora de fechar os argumentos. No D1, a frase sobre o samba e a capoeira perde o fio:

“as tradições afro-brasileiras, a exemplo do samba e da capoeira, ainda lutam por reconhecimento dentro do próprio país.”

E no D2 acontece algo parecido — o dado dos 41% dos municípios é ótimo, mas a frase que devia comprová-lo trava:

“outro fato alarmante é que 41% dos municípios brasileiros não possuem conselhos de preservação, o que comprova a negligência do Estado na proteção do patrimônio.”

São exatamente os pontos em que a ideia é boa mas a frase não aguenta o peso da informação — vale reler em voz alta antes de passar a limpo.

A conclusão está tecnicamente completa (agente, ação, meio, efeito todos presentes), só falta fechar o círculo com a introdução — já que você abriu com o filme, valeria retomar essa imagem no fim:

“Somente assim o Brasil deixará de tratar seu patrimônio como pauta secundária, transformando cada cidade em uma narradora da própria história, como propõe o filme citado.”

Fora isso, a tese com os dois problemas está bem marcada desde a introdução, e os dois parágrafos de desenvolvimento realmente desenvolvem cada um dos problemas prometidos — isso já resolve boa parte da nota de estrutura.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 180
Competência 3 – 200
Competência 4 – 160
Competência 5 – 180

Resolvendo essas duas frases-nó, sua nota sobe bastante sem precisar mudar nada no conteúdo.

NOTA
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NOTA:

Parabéns pelo trabalho nos dois parágrafos argumentativos! No P1, você abriu bem com a omissão do Estado e trouxe um repertório produtivo e muito bem articulado: “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, com a figura do João Romão funcionando como alegoria do descaso estatal. A ponte com o Brasil contemporâneo (os 35 milhões sem água tratada e os 50% sem coleta de esgoto) ficou consistente e dialogou direitinho com a introdução. No P2, a Peste Negra foi um repertório histórico pertinente para mostrar como a falta de higiene sempre gerou adoecimento, e o fechamento nas populações periféricas e no colapso do SUS cumpriu bem os quatro movimentos.

Agora os ajustes: cuidado com a legibilidade — vários trechos ficaram truncados pela caligrafia, e isso prejudica o corretor. Revise também alguns desvios de pontuação, como o uso de vírgula onde caberia ponto (“…coleta de esgoto, essas evidências apontam…”). Prefira “parcela mais vulnerável da sociedade” para reforçar a autoria no fechamento.

NOTA:

No parágrafo argumentativo, o repertório da pintora modernista Tarsila do Amaral com “Abaporu” (1928) é produtivo e bem escolhido. A relação entre a figura desproporcional da obra e a obsessão estética brasileira é criativa. Parabéns por esse movimento.

Dois pontos para ajustar: identifiquei o uso de “sendo assim” — substitua por “assim”, que soa mais formal. Além disso, o fechamento do parágrafo ficou um pouco truncado; tente encerrar com as consequências recaindo explicitamente sobre a parcela mais vulnerável da sociedade, de forma afirmativa e precisa.

A conclusão apresenta os quatro elementos da proposta de intervenção com clareza — agente (Ministério da Saúde + CONAR), ação, meio e finalidade. Muito bem!

NOTA:

Seu parágrafo está muito bem estruturado! Você apresentou o problema, usou a Constituição como um repertório produtivo e conectou tudo de forma clara com os conectivos. Ótima organização!

Vamos a um detalhe para deixar o texto ainda mais forte. A expressão “Estado protetivo do Estado” ficou repetitiva. Além disso, evite usar aspas em palavras como “viciada” e “escrava”; é melhor buscar sinônimos ou afirmar a ideia diretamente para manter a formalidade.

Que tal ajustar aquele trecho para: “…o endividamento causado pela falta de regulação estatal fere esse princípio…”? A ideia fica mais direta e coesa.

Você está no caminho certo, basta dar atenção aos detalhes.

NOTA:

Lorany, seu parágrafo argumentativo possui uma estrutura sólida e bem definida. A progressão temática é excelente, partindo da tese sobre a falha de comunicação estatal, passando pelo repertório histórico e chegando a uma consequência contemporânea. O uso da Revolta da Vacina como repertório, conforme combinamos em sala de aula, ficou muito produtivo, especialmente pela conexão inteligente que você estabelece com o presente através do “Analogicamente”, demonstrando marcas de autoria. A coesão entre os períodos está bem construída. Atente-se apenas a pequenos desvios de estrutura sintática, como em “relacionada à saúde atua”, que poderia ser mais fluida.

NOTA:

Lorany, seu parágrafo demonstra excelente domínio da estrutura argumentativa. A progressão das ideias é muito clara, partindo de um repertório produtivo – a canção de Zé Ramalho – para uma análise crítica da precarização do trabalho, que é conectada de forma coesa à Constituição. Essa organização confere solidez ao seu argumento. O vocabulário é adequado, com termos como “hodierno” e “pejotização”. Contudo, é preciso atenção a alguns desvios gramaticais, como a concordância verbal em “…formas de precarização que o trabalhista não alcança” (o correto seria “alcançam”). No geral, um parágrafo muito bem construído.

NOTA:

Lorany, seu parágrafo demonstra excelente domínio da estrutura dissertativa-argumentativa. A mobilização do repertório sobre a obra “Operários” é produtiva e bem articulada, conectando com clareza a crítica modernista à realidade contemporânea dos trabalhadores informais, que é reforçada com dados estatísticos. A progressão temática é fluida, com bom uso de elementos coesivos que guiam o raciocínio. A argumentação é consistente, mas atente-se a pequenos desvios, como a repetição em “após exposto o exposto” e a regência em “ideia de que”. No geral, um desenvolvimento com fortes marcas de autoria.

NOTA:

Lorany, você demonstra um excelente domínio da estrutura da proposta de intervenção e uma capacidade muito boa de articular repertórios socioculturais, como as citações a Manoel de Barros, o que enriquece muito o fechamento do seu texto. Sua letra é legível e o uso de conectivos (“Diante dessa conjuntura”, “Paralelamente”, “É premente, portanto”) está muito bem aplicado.

Senti falta de um conectivo antes de “É Fulcral” na última linha da primeira atividade e na segunda também.

NOTA:

Lorany, sua introdução apresenta um repertório criativo e muito bem articulado: o poema “Vou-me embora para Pasárgada”, de Manuel Bandeira. Você utilizou a Pasárgada como símbolo de um ideal de liberdade para contrastar com a desvalorização da herança africana no Brasil real. Sua tese está clara, apontando a negligência governamental e a fragilidade legislativa como entraves principais.

Para aprimorar sua escrita, observe alguns pontos de norma culta. No início, faltaram as vírgulas para isolar o título do poema: o ideal seria “No poema de Manuel Bandeira, ‘Vou-me embora para Pasárgada’, o eu lírico…“. Na segunda frase, a palavra “poético” substituiu “literário” em uma rasura; certifique-se de que a concordância ficou clara. Além disso, no trecho “hão de ser analisados” (que parece ser sua intenção em “hão de ser”), você escreveu algo próximo a “não de ser”, o que prejudica o sentido. Lembre-se também de que o termo “africana” não leva inicial maiúscula quando não inicia frase ou compõe nome próprio específico.

Sua tese final está bem construída, mas a repetição da expressão “no que tange a” (usada duas vezes no mesmo parágrafo) pode ser evitada com sinônimos como “no tocante a”, “quanto a” ou “no que diz respeito a”. O uso de conectivos como “Ao transpor o viés” e “Com efeito” garante uma excelente coesão textual.

NOTA:

Lorany, sua introdução utiliza de forma produtiva a Constituição Federal de 1988 para contextualizar as restrições legais ao trabalho de menores, apresentando o repertório de maneira legitimada e pertinente ao tema. Sua tese bipartida está bem estruturada ao identificar a negligência governamental e a profunda desigualdade entre as classes sociais como os pilares para a perpetuação do problema no Brasil.

A substituição de termos genéricos qualifica o seu texto, por isso, em vez de citar apenas “classes sociais” ou “perda da infância”, utilize a expressão indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica para descrever o grupo mais afetado. Para elevar a nota na Competência 1, é necessário ter atenção rigorosa à ortografia de palavras como insalubre e contraponto, além de revisar a pontuação para garantir a fluidez entre a citação da lei e a análise da realidade atual.

Na estrutura da tese, prefira sempre a construção direta para garantir clareza ao corretor, como em nota-se dois grandes problemas: a ineficiência fiscalizatória estatal e a abismal disparidade socioeconômica brasileira. O parágrafo apresenta todos os elementos necessários para uma boa pontuação inicial, incluindo o uso correto de conectivos como Nesse sentido e o recorte para o contexto brasileiro contemporâneo.

NOTA:

Lorany, suas duas introduções demonstram uma excelente capacidade de utilizar fatos históricos e obras audiovisuais para contextualizar problemas complexos. No primeiro tema, sobre o analfabetismo funcional, você utilizou de forma muito produtiva o filme “Banana Joe”, conectando a falta de documentação e alfabetização básica à exclusão social na realidade brasileira. No segundo tema, sobre a crise habitacional, o uso do desabamento do Pavilhão da Gameleira como repertório histórico foi muito pertinente para ilustrar as falhas estruturais e a construção em locais inadequados.

Para elevar a nota na Competência 1 em ambos os textos, é necessário ter atenção rigorosa à ortografia e à regência: no primeiro parágrafo, a palavra correta é sofre (e não “sofe”); no segundo, atente-se para elaboram e a concordância em trais transtornos. Além disso, para qualificar o vocabulário conforme a orientação geral, em vez de “problemas financeiros” ou “situação que traz transtornos”, prefira utilizar a expressão indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica para descrever o perfil populacional mais atingido por esses entraves.

Na estrutura das teses, embora você tenha identificado os problemas, prefira sempre a construção direta e bipartida ao final do parágrafo para facilitar a correção: nota-se dois grandes problemas: a ineficiência das políticas de alfabetização e a marginalização do cidadão invisível (para o primeiro tema) e nota-se dois grandes problemas: o planejamento urbano negligente e a precarização das condições de moradia (para o segundo). Seus parágrafos cumprem bem os requisitos da “Introdução Completíssima”, apresentando repertório, conectivos e recorte para o Brasil contemporâneo.

NOTA: