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Maria Cecília da Silva

Última atualização: 30 de agosto de 2026

Maria, o que mais chama atenção aqui é o repertório do segundo desenvolvimento: trazer o Acidente Radiológico de Goiânia para mostrar que o analfabetismo funcional também mata, não só limita o acesso à educação, é uma escolha de repertório rara e muito bem explorada — você não só cita o fato, mas usa o próprio evento como prova da tese, com dado histórico preciso (1987, césio-137) e uma análise crítica que amarra tudo à ideia de “educação ampla pautada nas diversas áreas do conhecimento”. Isso é exatamente o que separa um repertório decorado de um repertório produtivo.

A introdução também está redonda: “Central do Brasil” contextualiza sem se alongar, o “Analogamente” faz a ponte pro Brasil contemporâneo, e a tese já entrega os dois problemas (falhas educacionais e desigualdade social) que sustentam os parágrafos seguintes — estrutura de quem sabe planejar antes de escrever.

No D1, o uso de Paulo Freire não fica solto: você contrapõe a teoria da “Pedagogia do Oprimido” com a prática (“embora na realidade educacional atual, não funcione assim”), o que já é indício forte de autoria. Só falta fechar dizendo quem sofre com isso — o parágrafo termina só na taxa crescendo, sem nomear o afetado:

Por conseguinte, sem ações intensivas que garantam um sistema de aprendizado objetivo, a taxa de analfabetismo continuará crescendo exponencialmente, penalizando sobretudo os estudantes da rede pública.

A conclusão é o ponto mais forte do texto: dois agentes distintos (Ministério da Educação e Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social), cada um com ação, meio e efeito bem detalhados — isso é proposta de intervenção de nível avançado, não apenas “o governo deve investir em educação”.

Sobre a letra: a grafia de “Sob essa perspectiva” ficou ambígua entre S e B por causa do traço, mas não chega a ser erro — segue o benefício da dúvida.

Competência 1 – 160
Competência 2 – 200
Competência 3 – 200
Competência 4 – 160
Competência 5 – 200

Só ajustar esse fechamento do D1 e o texto fica redondinho em todos os blocos.

NOTA
0

Maria Cecília, seu parágrafo de argumentação está muito bem construído: o tópico frasal delimita claramente o problema (imposição de padrões estéticos por um sistema capitalista e sexista) e o repertório de “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, é usado de forma produtiva — você não só cita a obra, mas articula a personagem Macabéa diretamente ao argumento da invisibilização de quem foge ao padrão. O fechamento com as consequências (anorexia, bulimia, métodos de emagrecimento) também está afirmativo e bem projetado.

Um ponto de atenção gramatical: em “visem melhorar a saúde”, a regência correta pede a preposição — “visem a melhorar”. Também vale rever a vírgula em “…sexista, é um grande entrave”, que isola o sujeito do verbo sem necessidade.

Sua conclusão é o ponto alto do texto: a proposta de intervenção traz agente (Ministério da Saúde), ação (Programa Nacional de Saúde Física e Mental), meio (SUS e UBS) e efeito (desmistificar o padrão e melhorar a qualidade de vida) — completíssima e bem detalhada. Excelente domínio da estrutura argumentativa!

NOTA:

Maria Cecília, seus dois parágrafos de desenvolvimento formam uma argumentação sólida e bem construída sobre o saneamento básico. No primeiro, o repertório de Carolina Maria de Jesus em “Quarto de Despejo” está muito bem articulado ao argumento da inércia estatal, mostrando com precisão os efeitos concretos da precariedade sanitária. No segundo, você vai ainda além: a Peste Negra e “O Povo Brasileiro”, de Darcy Ribeiro, se complementam muito bem, e a ligação com a herança escravista brasileira deixa a relação com o Brasil atual explícita e consistente — esse é o ponto mais forte do texto.

Um ajuste pontual: em “preocupação perante ao problema”, a regência de perante não pede a preposição “a” — o correto é “perante o problema”. No primeiro parágrafo, você poderia reforçar mais a atualidade do problema (hoje, décadas após a obra), já que ficou um pouco implícita.

Excelente domínio de repertório duplo e fechamento afirmativo em ambos — texto muito maduro!

NOTA:

Maria Cecília, seu parágrafo argumentativo demonstra uma estrutura sólida e muito bem organizada. A progressão das ideias é excelente, conectando o tópico frasal, o repertório e a análise de forma bastante coesa. O uso da obra “Antropofagia” de Tarsila do Amaral como repertório é pertinente e se torna produtivo ao ser articulado com a discussão sobre educação, o que demonstra autoria. Contudo, atente-se a um desvio gramatical relevante: o correto é “traz” (do verbo trazer) e não “trás”. Apesar disso, a clareza na defesa do ponto de vista é um grande mérito do texto.

NOTA:

Maria Cecília, sua introdução está muito bem escrita e apresenta uma fluidez invejável. A escolha do filme “Central do Brasil” é um clássico para este tema e foi utilizada de forma produtiva para ilustrar a exclusão social. Sua tese está clara e bem sinalizada, focando nas lacunas educacionais e na desigualdade social como as raízes do problema.

Para refinar sua produção, atente-se apenas à precisão gramatical e vocabular na Competência 1. A palavra “visceral” (na primeira linha) parece ter uma pequena hesitação na escrita; certifique-se de que a grafia esteja nítida. No trecho “impedem uma alfabetização verdadeiramente efetiva“, o termo é adequado, mas dado que o tema é o analfabetismo funcional, você poderia ter sido mais específica, mencionando a “plena alfabetização funcional” ou o “letramento interpretativo”. Sua coesão é excelente, utilizando conectivos como “Analogamente” e “Dessa forma” para costurar as ideias com perfeição.

NOTA:

Maria Cecília, sua introdução está excelente e demonstra um repertório contemporâneo muito pertinente com o curta-metragem “Meu nome é Maalum”. Você conseguiu articular com clareza o legado do período escravocrata com os desafios atuais, apresentando uma tese bipartida bem definida: a inércia governamental e o preconceito estrutural.

Para atingir a nota máxima na Competência 1, atente-se apenas à precisão gramatical e fluidez: o termo “impactante” é aceitável, mas em contextos formais, “de modo lúdico e contundente” elevaria o tom acadêmico. Na segunda linha, a inserção manual de “impacta” ficou um pouco truncada na leitura; certifique-se de que a frase flua sem repetições próximas. Além disso, verifique a acentuação de “étnico” (que você marcou bem) e a concordância em “estigma étnico… seja combatido“. Sua coesão é um ponto forte, com o uso muito correto de conectivos como “Fora do viés audiovisual” e “Dessa forma“.

NOTA:

Maria Cecília, suas teses foram bem construídas e atendem perfeitamente ao requisito de serem bipartidas, apresentando dois problemas distintos para cada tema. Na primeira proposta, você identifica com clareza as falhas educacionais e a negligência governamental como os pilares que impedem a valorização da herança africana, estabelecendo uma conexão lógica com o contexto de reparação histórica citado. No segundo tema, você articula muito bem a ineficiência das leis somada às lacunas educacionais, criando um projeto de texto sólido para discutir a invisibilidade do trabalho de cuidado.

Em termos de Competência 1, notei que no segundo manuscrito você utilizou “as mesmas” para se referir às mulheres; evite esse uso como pronome pessoal e prefira termos como estas ou elas. Além disso, em “as mesmas tem obrigações”, o correto é utilizar o acento circunflexo no verbo para marcar o plural: têm. Cuidado também com a clareza da letra em palavras longas como “valorização” e “especialmente” para garantir que o corretor não tenha dúvidas na leitura.

Uma sugestão de reescrita para sua primeira tese, visando ainda mais fluidez, seria: Nesse cenário, são evidentes os desafios decorrentes das falhas educacionais na promoção de uma sociedade justa, bem como da negligência estatal no que tange à valorização funcional da herança africana no Brasil. Note como os dois argumentos ficam perfeitamente separados e prontos para serem explorados nos seus parágrafos de desenvolvimento.

NOTA: