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Ana Clara de Oliveira

Última atualização: 26 de junho de 2026

Que introdução bem construída, Ana Clara! O repertório da canção “Ai, que saudades da Amélia” está bem articulado com o Brasil contemporâneo, e os dois problemas (P1: mercantilização dos padrões de beleza; P2: adoecimento mental e físico) aparecem com clareza e destaque. Ótimo domínio da estrutura introdutória.

No parágrafo argumentativo, o repertório de Clarice Lispector foi usado de maneira produtiva — parabéns. Contudo, o movimento de relação com o Brasil contemporâneo ficou genérico (“sociedade atual”), sem ancorar o argumento em dados, contextos ou recortes específicos do país. Além disso, o fechamento com “muitas das vezes, adoece por complicações médicas” soa informal e truncado. Evite “muitas das vezes” — prefira “frequentemente” ou “recorrentemente“. O encerramento precisa apontar as consequências com mais precisão, especialmente sobre a parcela mais vulnerável.

Sugestão de reescrita para o fechamento: “…ao tentar alcançar esses padrões, a parcela mais vulnerável da população brasileira adoece física e mentalmente, sobrecarregando o sistema público de saúde.”

NOTA:

Ana,  seu parágrafo argumentativo apresenta uma estrutura muito sólida, iniciando com a identificação clara da negligência estatal como o entrave para a garantia do direito à alimentação. A articulação entre o exemplo histórico do “Programa Fome Zero” e a obra “Os Retirantes“, de Portinari, foi feita de maneira pertinente, demonstrando como a ineficiência governamental perpetua o sofrimento social. Você utilizou bons conectivos, como “Nesse sentido”, “Assim” e “Dessa forma”, garantindo a fluidez do texto.

O fechamento é assertivo ao mencionar o “contínuo retrocesso da nação”, embora pudesse ser ainda mais potente se detalhasse brevemente qual a consequência direta desse retrocesso para a cidadania dos indivíduos.

NOTA:

Ana Clara, sua escrita é muito madura e você demonstra um ótimo domínio da estrutura das propostas de intervenção. No entanto, é preciso atenção redobrada à gramática normativa. No primeiro texto, perceba o erro de concordância do verbo “promovam”: como você utilizou “o Poder Executivo Federal” como núcleo do sujeito no singular, o verbo deveria acompanhá-lo, ficando: “é mister que o Poder Executivo Federal […] promova melhoras”.

No segundo texto, sobre o estigma das doenças mentais, você apresentou todos os elementos, mas a expressão “tornando a grade curricular socioemocionalmente melhor” ficou um pouco informal para o padrão da redação. Seria mais interessante utilizar termos como “potencializando o desenvolvimento de competências socioemocionais”. No geral, suas propostas são completas e bem fundamentadas!

NOTA: